A longínqua história das dietas de baixos hidratos de carbono

Observações registadas ao longo da história moderna reflectem os benefícios da nutrição de baixos hidratos de carbono. Herodutus, o grego pai da História, dá conta de uma reunião entre uma delegação Persa de visita ao rei da Etiópia, no século V antes de Cristo, e da curiosidade do rei etíope sobre Cambyses, o rei persa:

No final o rei etíope provou o vinho e até tendo aprendido o seu processo de fabrico, achou delicioso; então numa última pergunta, ele questinou o rei persa sobre o que este tinha comido e qual era a maior idade a que os persas podiam chegar. Recebeu em resposta que tinham em conta a natureza da cultura do trigo, e ouviu que o rei persa tinha comido pão e que as pessoas da Pérsia viviam geralmente até aos 80 anos. Então o rei etíope disse que não estava surpreso, pois quem comia “esterco” (“dung”), deveria morrer cedo, acrescentado que continuariam a morrer cada vez mais cedo, senão se mantivessem aquela bebida – e aqui ele apontou para o vinho – a única coisa em que reconhecia serem os persas superiores.

Os persas por seu lado perguntaram ao rei etíope até que idade viviam os etíopes e o que comiam, e foi-lhes dito que a maioria vivia até aos 120 anos, e até mais, e comiam carne cozida e bebiam leite.

Mais próximo dos nossos tempos temos a experiência de Vilhjalmur Stefansson, que viveu com os esquimós e ainda a de William Banting, a quem se deve a introdução da palavra “banting” no vocábulo inglês.

                                Vilhjalmur Stefansson (Nov 3, 1879 – Aug 26, 1962)

                                                William Banting (1797-1878)

Fonte: Livro, “Life Without Bread, how a low-carbohydrate diet can save your life”, Christian B. Allan, PhD & Wolfgang Lutz, MD.