Será que o exercício físico faz emagrecer?

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Em agosto de 2009 a revista time publicou um artigo com o título “Why Exercise Won’t Make You Thin“. Neste artigo constam alguns números da realidade americana. Assim aqui vão alguns: Mais de 45 milhões de Americanos pertencem a um “Health Club” ou ginásio. Em 1993 eram 23 milhões. Gastam cerca de 19 Bilhões de dólares como membros dos ginásios. Um grande estudo conduzido pelo “Minnesota Heart Survey”, indicou que uma parte dos americanos pelo menos diz fazer exercício regular.

No entanto, apesar destes números sobre a prática de exercício físico, um terço dos americanos são obesos e outro terço têm excesso de peso. É portanto, perfeitamente possível que uma parte dos que vão ao ginásio até pesariam menos se fizessem menos exercício. Mas tal como muita gente, ficam esfomeados depois do exercício e acabam por comer muito mais comparativamente com os dias em que não fazem exercício.

Será então que o exercício não faz emagrecer?

Primeiro, a ideia de que o exercício físico faz emagrecer assenta no principio das calorias e do balanço energético. Esta teoria está errada conforme se pode comprovar neste site na página “Calorias Erradas“.

A forma de exercício mais comum e recomendada é a forma aeróbica. Essencialmente formas de exercício que podem ser mantidas por longos períodos de tempo, nas quais se inclui a caminhada, a corrida (running), o ciclismo (cycling), e a natação (swiming). Através do aumento das calorias queimadas o exercício físico, teoricamente, mesmo só teoricamente, aumenta a perda de peso. Mas na realidade o exercício físico tem um efeito marginal de unicamente 1 Kg perdido. Pode a ciência explicar o que se passa aqui?

Imagine que segue o tão sugerido conselho de fazer exercício aeróbico de 30 minutos, cinco vezes por semana. Estes trinta minutos em jogging queimariam 300 calorias. No entanto, somente sentado a ver televisão queimaríamos cerca de 50 calorias, nos mesmos 30 minutos. Portanto o trabalho adicional de exercício corresponde a 250 calorias adicionais queimadas. Fazendo isto cinco vezes por semana teremos queimado 1250 calorias.

Agora, assumindo que todas as calorias queimadas resultam de gordura. Assumindo esta proveniência, mas não sendo certo. E assumindo ainda que não vai comer mais, ou seja, matém as quantidades e o mesmo tipo de alimentação anterior. Portanto o “input” de energia mantém-se, logo a perda de peso durante uma semana de exercício será de cerca de 140 gramas de gordura ( um terço de libra de peso), já que 453 gramas ( uma libra de peso ) de gordura contém 3,500 calorias, o triplo das 1250 calorias gastas numa semana. Matemática simples mostra um dos problemas fundamentais do exercício físico aeróbico para a perda de peso: simplesmente não queima tantas calorias, como as desejadas. Numa semana queimamos 140 gramas de gordura, correspondentes às 1250 calorias e mais uma vez, assumindo que as calorias têm todas origem em gordura.

Para a perda de peso o exercício físico tem um efeito marginal muito reduzido. Douto de outra forma, se alguém pretenede perder 20 libras de peso em quatro meses, e conseguindo resistir ao aumento de apetite que o exercício provoca, o efeito do exercício seria de mais 2 libras de peso. Em lugar de perder, 20 libras iria perder 22.

Alguns reclamam que algumas calorias serão queimadas também no após exercício. Existe alguma verdade nisto, mas a perda não será significativa. Para uma actividade de intensidade moderada, o metabolismo da gordura nas 24 horas seguintes será o mesmo como se não tivesse havido exercício.

Outra barreira à perda de peso através do exercício físico aeróbico é a fome que o mesmo trás, daí a expressão “fazer exercício para abrir o apetite”. O deficit de calorias induzido pelos 30 minutos de exercício será equivalente a 3 biscoitos digestivos ou a uma caneca de cerveja, algo que pode ser rapidamente ingerido logo após o exercício dada a fome que o mesmo provoca.

Há ainda a considerar que o exercício físico aeróbico prolongado aumenta a hormona cortisol e esta leva à acumulação de gordura na zona abdominal principalmente.

Mais uma vez a chave da perda de peso está na alimentação. É necessário cortar nos hidratos de carbono.

Fonte: Livro do Dr, John Briffa, com título “Escape de diet trap”.