A fruta

A fruta constitui uma verdadeira armadilha para a saúde. Existe a ideia generalizada que a fruta é saudável. Quantas vezes não ouvimos: “Não comas um bolo, come antes uma peça de fruta”. Como autor deste site diria: “Nenhuma das duas, coma antes um bife, uma lata de atum, um ovo”. Veja seguir porquê.

Em 1957, o  “High Fructose Corn Syrup – HFCS” ou xarope de milho foi pela primeira vez introduzido. Mais tarde, entre 1965 e 1970, desenvolveu-se no Japão um processo industrial para a sua produção. Este adoçante, este açúcar, revelou-se mais barato para a indústria do que o açúcar de cana ou beterraba, o “table sugar”. A indústria americana abraçou o produto e hoje tem uma utilização bastante extensiva. Não deve haver alimento de produção industrial que não leve HFCS, depois da fobia à gordura houve necessidade de tornar os alimentos apetecíveis. Se retirarmos gordura a um alimento ele fica intragável, daí colocar-se um adoçante, nada melhor que o HFCS. Barato e bastante doce. O resultado? Veja-se o que se passa na saúde dos americanos. Mas porque será que o mesmo não acontece na Europa? Simplesmente porque quando a Europa começou a usar o HFCS os produtores de açúcar protestaram e o HFCS tem quotas ou limites de utilização. Foi a sorte dos Europeus e de outros povos que limitaram a utilização do HFCS.

O que é que o HFCS tem a ver com a fruta? O HFCS tem cerca de 54% de frutose, o mesmo açúcar da fruta, um açúcar simples. Ao contrário de açúcar normal, o HFCS tem uma quantidade superior de frutose. Daí o seu impacto negativo na saúde – quantidade de frutose. O açúcar normal, ou vulgar, a sacarose, contem uma molécula de glicose e uma de frutose. E é a esta que lhe o sabor doce. O HFCS, com mais frutose, torna-se ainda mais doce. Então tudo indica que o problema está na frutose. Porquê?

A frutose, ou seja, o açúcar da fruta é metabolizado de forma diferente da glicose. E aí começa o problema. Só o fígado consegue metabolizar a frutose e esta é praticamente toda transformada em triglicéridos e em VLDL, a pior forma do colesterol LDL. A frutose é metabolizada da mesma forma que o álcool, só não tem um efeito neurotóxico imediato. Por esta razão têm crescidos os casos de fígado gordo não-alcoólico. Diminua o consumo de frutose, tanto através do consumo de fruta, como através do consumo de açúcar vulgar que contem frutose, como através do consumo de HFCS. Olhe para a composição dos produtos, tenha a atenção ao HFCS ou xarope de milho, assim como o açúcar.

Seguem abaixo razões para não comer fruta e claro está a frutose:

– A frutose promove o fígado gordo não alcoólico

– A frutose engorda e de que maneira

– A frutose  aumenta o ácido úrico e leva à chamada doença da gota.

– A frutose aumenta o ácido úrico e este leva à diminuição do óxido nítrico que é essencial para regular a tensão arterial. A frutose promove a tensão alta.

– A frutose promove a formação dos produtos AGE, mais do que qualquer outro açúcar.

– A frutose promove a resistência  insulínica e os diabetes do tipo 2.

– A frutose agrava as complicações inerentes aos diabetes. Tais como: a Retinopatia, a Nefropatia, a Neuropatia.

– A frutose eleva os triglicéridos. Os triglicéridos elevados promovem as doenças cardiovasculares, mais do que o LDL.

– A frutose reduz o HDL.

– A frutose por causa de ser metabolizada de forma diferente em relação à glicose, não acciona os mecanismos de saciedade. Ou seja, comemos fruta e podemos continuar com fome ou até ter mais fome. O que nos impede ou até dará má disposição, será o imenso trabalho pedido ao fígado, para metabolizar a frutose.

– A frutose promove a acumulação de gordura visceral. Não só no fígado, também nos outros órgãos.

– A frutose mais do de que glicose promove a génese ou fabrico de gordura através do DNL ( de novo lipogenesis).

 

– A frutose aumenta a gordura abdominal.

– A frutose promove a proliferação de células cancerígenas.

Conclusão: evite completamente o consumo de frutose. Esta está presente no açúcar, nos refrigerantes, nos alimentos com HFCS ou xarope de milho, e na fruta.

Fontes:

Lustig, Robert. “Sugar: The Bitter Truth.” YouTube. University of California, San Francisco, 30 July 2009. Web. 02 Apr. 2012.

Verschoor, L., Y.-D. I. Chen, Eve Reaven, and G. Reaven. “Glucose and Fructose Feeding Lead to Alterations in Structure and Function of Very Low Density Lipoproteins.” Hormone and Metabolic Research 17.06 (1985): 285-88. Print.

Diamond, Davis. “How Bad Science and Big Business Created the Obesity Epidemic.” YouTube. University of South Florida, 20 May 2011. Web. 02 Apr. 2012.

Zamora-Leon, S. P., et al.. “Expression of the Fructose Transporter GLUT5 in Human Breast Cancer.” Proceedings of the National Academy of Sciences 93.5 (1996): 1847-852. Print.

Bowen, R. “Leptin.” Colorado State University, 7 Nov. 1998. Web. 02 Apr. 2012.

Douard, V., and R. P. Ferraris. “Regulation of the Fructose Transporter GLUT5 in Health and Disease.” AJP: Endocrinology and Metabolism 295.2 (2008): E227-237. Print.

Basque Research. “Action Of Ghrelin Hormone Increases Appetite And Favors Accumulation Of Abdominal Fat.” ScienceDaily, 20 May 2009. Web. 2 Apr. 2012.

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