O que dizem os livros de medicina sobre os hidratos de carbono?

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Páginas 961 e 962 deste livro estudado em todas as escolas médicas pelo mundo inteiro.

Insulin Is a Hormone Associated with Energy Abundance
As we discuss insulin in the next few pages, it will become apparent that insulin
secretion is associated with energy abundance. That is, when there is great abundance of energy-giving foods in the diet, especially
excess amounts of carbohydrates, insulin is
secreted in great quantity. In turn, the insulin plays an
important role in storing the excess energy. In the case
of excess carbohydrates, it causes them to be stored as
glycogen mainly in the liver and muscles. Also, all the
excess carbohydrates that cannot be stored as glycogen
are converted under the stimulus of insulin into
fats and stored in the adipose tissue. In the case of proteins,
insulin has a direct effect in promoting amino
acid uptake by cells and conversion of these amino
acids into protein. In addition, it inhibits the breakdown
of the proteins that are already in the cells.

Páginas 964 e 965

Insulin Promotes Conversion of Excess Glucose into Fatty Acids
and Inhibits Gluconeogenesis in the Liver. When the quantity
of glucose entering the liver cells is more than can
be stored as glycogen or can be used for local hepatocyte
metabolism, insulin promotes the conversion
of all this excess glucose into fatty acids. These fatty
acids are subsequently packaged as triglycerides in  very-low-density lipoproteins and transported in thisform by way of the blood to the adipose tissue anddeposited as fat.

Insulin also inhibits gluconeogenesis. It does this
mainly by decreasing the quantities and activities of
the liver enzymes required for gluconeogenesis.
However, part of the effect is caused by an action
of insulin that decreases the release of amino acids
from muscle and other extrahepatic tissues and in
turn the availability of these necessary precursors
required for gluconeogenesis. This is discussed
further in relation to the effect of insulin on protein
metabolism.

Colesterol – as estatísticas confirmam o mito

Heart_colesterol

Em Janeiro de 2009 o jornal “American Heart Journal” publicou um estudo que justifica que o colesterol como causa das doenças cardíacas é um mito. Vamos à estatística publicada nesse estudo.

Entre o ano 2000 e 2006 foram recolhidos dados do perfil lipídico, ou seja, os números do colesterol no sangue, de doentes admitidos com emergências cardíacas e cardiovasculares. A recolha foi feita em 541 hospitais dos EUA. Foram admitidos 231.906 doentes, dos quais foi recolhido o perfil lipídico para 136.905.

O espantoso dos números foi que desses 136.905, 75% tinham o colesterol dentro dos limites normais, incluindo o chamado colesterol mau. Com base nestes números aonde está a justificação para que o colesterol seja a causa das doenças cardíacas e cardiovasculares? Não existe, é um mito que vale 30 bilhões de dólares as farmacêuticas em medicamentos para baixar o colesterol.

Por outro lado, os medicamentos para baixar o colesterol não retiram o colesterol do sangue ou alimentação e o colocam nalgum lugar, simplesmente inibem o processo de fabrico de colesterol que ocorre no fígado. Porém, o mais grave desses medicamentos está no facto desse processo que inibem, ser também o processo que produz substâncias essenciais ao funcionamento de alguns órgãos, tais como, os músculos e os neurónios. Muitos são aqueles que sentem fraqueza e dores musculares quando os tomam é o resultado da falta de coenzina Q10, cujo processo de fabrico é inibido por esses medicamentos.

Acusar o colesterol de ser a causa deste tipo de complicações (AVCs, enfartes) é como acusar um bombeiro de ser incendiário só porque está no local do incêndio, mas o bombeiro até lá está para apagar o fogo. O mesmo acontece com o colesterol, que aparece a obstruir as artérias porque o colesterol faz parte do sistema de defesa do nosso corpo e ao existir um processo inflamatório numa artéria, o colesterol desloca-se para tentar resolver a inflamação. É a inflamação que deve ser combatida e o açúcar e os níveis altos de açúcar, incluindo a frutose, que devem ser combatidos.

Em lugar de nos preocuparmos com o colesterol no sangue, devíamo-nos preocupar com os níveis de glicose (glicémia) e com a hemoglobina glicada (Hb A1c). A hemoglobina glicada reflecte os níveis de açúcar no sangue nos últimos 120 dias e é afectada não só pela glicose, mas também pela fructose e o álcool já toda a gente sabe que é mau. A proteína C reactiva também deve ser medida porque reflecte o nível de inflamação, o qual deve ser mantido o mais baixo possível.

Veja abaixo o pdf original do estudo referido anteriormente:

Lipid levels in patients hospitalized with coronary

Em março de 2013 o Jornal da “American Heart Association” publicou um estudo que mostra que a hemoglobina glicada  (Hb1Ac) constitui um risco para doenças cardíacas e cardiovasculares, mesmo em indivíduos não diabéticos, ou seja, o açúcar no sangue não deve ser uma preocupação exclusiva dos diabéticos. O valor deste marcador deve estar abaixo de 5,5% e á medida que aumenta, risco cardíaco também aumenta.

A hemoglobina glicada é formada não só pelos níveis altos de glicose no sangue, mas também pela ingestão de fructose, porque esta molécula é mais propensa a glicar-se com a hemoglobina.

Aqui está o referido estudo:

Hemoglobin A1c is associated With Incresed Risk of Incident Coronary Heart Disease among Apparently Healthy, Nondiabetic Men And Women

Mais uma vez deixem a gordura da alimentação em paz, excepto as gorduras artificiais criadas por processos industriais complexos, como as margarinas, as gorduras hidrogenadas, as esterificadas, e as gorduras de óleos vegetais. As gorduras boas são as de origem animal, o azeite, o óleo de coco e o óleo de palma. Comam manteiga, pois é de origem animal!

FedUp – o documentário que diz à indústria alimentar “Estamos fartos”

Estamos fartos da industria alimentar.

Estamos fartos que nos digam que somos obesos porque somos preguiçosos e não fazemos exercício . A realidade é que 80% dos produtos alimentares vendidos nos EUA têm açúcar adicionado. A mensagem de que somos obesos porque somos preguiçosos é a que convém à indústria alimentar.

Este filme passará a ser exibido nas salas de espectáculo dos EUA a partir do dia nove de maio, da mesmo produtor vencedor de um Oscar, pelo filme “An inconvenient truth”.

A obesidade não é um problema dos EUA é uma pandemia mundial.

 

Quem é o culpado? O açúcar!

Book - Fat Switch

“It seems like every time I study an ilness and trace  path to the first cause, I find my way back to sugar”.

Em português: “Parece-me que sempre que estudo uma doença e o caminho para a sua causa primária, eu encontro o meu caminho de retorno ao açúcar”.

Esta frase foi proferida pelo médico Richard J. Johnson, professor na escola médica da universidade do Colorado e chefe da Divisão de Doenças Renais e Hipertensão. Segundo este médico, o açúcar está sempre no caminho das doenças por ele investigadas.

No seu mais recente livro, “The Fat Switch” expõe a ideia, resultante do trabalho de investigação seu e da sua equipa, de que os seres humanos estão equipados com uma espécie de interruptor que se liga para passarmos a acumular gordura.

Historicamente, a maioria de nós julga que acumulamos porque a cultura e civilização ocidental nos encoraja a comermos grandes quantidades de comida e fazermos menos exercício físico. Com base nesta ideia devemo-nos culpar por maus hábitos, comer demasiado e exercitar pouco. No entanto, com base no trabalho do Dr. Richard Johnson, a obesidade é despoletada por um interruptor que é ligado no nosso metabolismo e nos leva a comer mais e exercitar menos.

No origem desta ideia está a investigação feita como especialista em doenças renais e hipertensão. Como é sabido, a causa primária da hipertensão está na dificuldade dos rins excretarem sal.  No resultado da investigação concluíram que o problema estava no defeito existente nos pequenos vasos sanguíneos dos rins. Mas a questão é: o que pode ser a causa deste defeito?

Descobriram então que o maior contributo para esse defeito vinha do ácido úrico. Os níveis elevados do ácido úrico vão danificando os pequenos vasos sanguíneos dos rins e a longo prazo estes vão tendo mais dificuldade em excretar sal, levando a uma das causas da hipertensão. O que levaria aos níveis elevados de ácido úrico? A fructose, que está presente no açúcar comum, na fruta, nos refrigerantes, e hoje em ainda dia, nos alimentos menos insuspeitos de conterem açúcar, bastar olhar com atenção para as etiquetas dos alimentos processados ou industrializados.

O Dr Richard Johnson e a sua equipa de investigação não só encontraram que a fructose leva ao aumento da pressão sanguínea, mas também a outras consequências da síndrome metabólica. Quando esta equipa de investigadores baixou o ácido úrico em animais alimentados com fructose, não só foi possível baixar a pressão sanguínea (tensão arterial), mas também outras características da síndrome metabólica.

Efectivamente a fructose é um dos mais marcados componentes da alimentação do estilo ocidental,  estando presente no açúcar comum, a sacarose, no xarope de milho, e na fruta que insistentemente nos dizem que devemos comer, pois é natural, fresca, tem antioxidantes. Pois é, mas tem fructose!

Os recentes estudos desta equipa mostraram que a forma principal com que o a fructose aumenta a acumulação de gordura é através do aumento do ácido úrico dentro das células. Não na corrente sanguínea, mas precisamente dentro das próprias células. Por exemplo, no fígado é possível ver a forma como a fructose leva ao fígado gordo, através pelo ácido úrico.

O ácido úrico, actua dentro da fonte de energia das células, a “power station”, ou seja, a mitocôndria, ao mesmo tempo que bloqueia a capacidade desta processar gordura, reduz a libertação de energia. Quando as células têm menos energia, comunica ao cérebro para comer mais. Ao mesmo tempo, a impossibilidade de processar gordura, leva então ao fígado gordo

Entre os animais, o peso é altamente regulado. Eles ganham peso para sobreviverem nos períodos de fome ou escassez de alimentos. Quando pretendem acumular gordura para estes tempos difíceis, os animais desenvolvem um fígado gordo, aumentam a gordura no abdómen e tornam-se resistentes à insulina. Sendo assim, desenvolvem as características da síndrome metabólica.

Claramente, o que chamamos síndrome metabólica é uma forma de gordura acumulada. A diferença é que nos humanos estes continuam a acumular gordura, enquanto que os animais desligam o interruptor acumulação para passarem a libertar gordura ou usá-la e o vão fazendo ciclicamente.

O ácido úrico é pois o sinal para acumular gordura e este é elevado pela fructose.

Há 15 milhões de anos houve uma mutação genética que nós humanos herdamos e que faz com que a fructose desencadeie a acumulação de gordura, preparando-nos para períodos de fome ou escassez de alimentos. Esta mutação faz parte do nosso “kit” de sobrevivência. Através desta mutação temos a possibilidade de aumentar o ácido úrico, em resposta à fruta (fructose), e assim acumular gordura.

No entanto, o açúcar (fructose) não era abundante no passado, tendo sido introduzido gradualmente na sociedade, havendo mais fructose disponível hoje em dia que em qualquer outra época.

Existem outros alimentos também capazes de acionar este interruptor, como por exemplo, os alimentos “umami” ou com gosto “savory”, molhos e marisco. Todos os alimentos, para além da fructose, que aumentem o ácido úrico, podem acionar o dito interruptor. No entanto, a cerveja será o grande culpado depois do açúcar.

Depois de ligado o interruptor de acumulação de gordura todos os hidratos de carbono ficam em condições para a se tornarem facilmente em gordura.

O livro “Fat Switch” insiste na relação fructose/ácido úrico como sendo o interruptor para o mecanismo de acumulação de gordura. A ideia é controversa, mas existem dados, suporte histórico no livro, antropologia e biologia celular que em conjunto dão suporte a ideia expressa no livro,

D. Manuel I, rei de Portugal e as prendas doces para o papa Leo X

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Por ocasião da festa de coroação do papa Leo X, o rei de Portugal, D.Manuel I (1469-1521), enviou várias oferendas. Além do já conhecido elefante jovem e albino, de nome Hanno, foram também oferecidas esfinges em tamanho real do papa e dos cardeais, feitas em acúcar.

Naquele tempo o açúcar era um bem luxuoso e só os ricos e a realeza tinham acesso ao mesmo. Portugal era na altura um dos produtores europeus senão o maior, com produções na Madeira, Açores e São Tomé.

Ao longo dos séculos o açúcar passou a estar ao alcance de todos e com ele decimaram-se as doenças do açúcar, aonde se conta a “gota”.

O papa tinha uma vida luxuriosa, era guloso, obeso e sofria de “gota”.

Alias, naqueles tempos ser obeso e ter “gota” eram maleitas dos abastados com acesso ao açúcar.

 E se oferecia veneno ao papa!

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O México é agora a nação mais obesa do mundo. Ganhou o título aos EUA, infelizmente para os mexicanos

 

O México passou a ser a nação mais obesa do mundo ganhando o título aos EUA.

No México bebem 225 litros de coca-cola por ano e por pessoa. Enfim, os produtores de refrigerantes deviam sentar-se no banco dos réus por serem os primeiros responsáveis da obesidade.

Os 225 litros de coca-cola é uma média, porque deve haver mexicanos a beberem muito mais. É o problema das médias, Se o Bill Gates entrar num restaurante, em média, os clientes presentes passam a ser milionários.

Fonte: http://www.smigroup.it/smi/repository_new/doc/ARCA_UK.pdf

Meu pequeno almoço (mata bicho ou café da manhã)

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Hoje, dia 2013-06-25 foi:

– Meio abacate

– Um chá de camomila

– 4 gemas de ovos do campo (só as gemas), fritas numa colher de sopa de óleo de coco.

– Uns pedaços (8) de barriga de porco fumada, frita em azeite.

– Um café expresso

 

Rainha egípcia Hatshepsut era obesa, diabética e possivelmente morreu de cancro

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A análise da múmia da rainha Hatsheput que reinou no Egipto no século XV A.C., revelou que a mesma era obesa, tinha diabetes e possivelmente morreu de cancro.

Outras doenças encontradas foram cáries e abcessos.

A importância desta descoberta prende-se com a comparação que podemos fazer com os dias de hoje:

 – No Egipto antigo não havia fast-food. Não havia televisão ou consola de jogos para promover a falta de actividade física.

O que haveria então de comum com os dias de hoje?

        – A realeza, os ricos do Egipto, tinham acesso ao mel. Produto raro e caro para a época, mas rico em açúcares. Hoje os açúcares estão em todo lado e a acessíveis a todos.

       – Os Egípcios foram dos primeiros povos a viver e a alimentarem-se de produtos agrícolas, nomeadamente cereais que na altura até eram integrais, pois a maquinaria não permitia fazer farinhas refinadas.

       Hoje em dia, também comemos cereais e bastante produtos agrícolas, ou seja, hidratos de carbono, alimentos que se transformam em açucares depois de digeridos. Portanto, outro traço comum com os dias de hoje está na carga, na quantidade de hidratos de carbono, que fazem parte da nossa alimentação e também da dos Egípcios.

       A agricultura do Egipto era até mais orgânica do aquela que procuramos nos dias de hoje.

       Os Egípcios, bebiam leite e consumiam derivados do leite, tal como nós o fazemos hoje em dia.

Em resumo: os Egípcios sofreram as mesmas maleitas que temos nos dias de hoje, pela mesma razão que nós sofremos. Os açúcares, os hidratos de carbono, a alimentação essencialmente baseada nos produtos agrícolas. Pouca ou nenhuma carne. Pouca gordura de origem animal. Uma alimentação longe da de um caçador recolector, aquela para a qual a “máquina” humana está preparada.

 

 

Se toma medicamentos para o colesterol, veja este vídeo

Culpar o colesterol pelas doenças cardiovasculares é o mesmo que culpar um bombeiro pelo incêndio, só porque o mesmo foi apanhado junto ao incêndio.

O bombeiro está no incêndio para apagar o fogo. Não o podemos culpar pelo fogo.

O mesmo acontece com o colesterol. Este é encontrado na artéria/vaso sanguíneo que se obstrui, porque é uma reacção natural a um processo inflamatório. O colesterol vai tentar resolver um processo inflamatório, acumulando-se na artéria/vaso sanguíneo. Se o processo inflamatório não ocorre-se o colesterol nunca seria apanhado na cena do crime.

Resumo da reportagem:

  • Durante anos foi-nos dito que o colesterol, a gordura nos alimentos era perigosa para a nossa saúde. Recentes investigações indicam que não é assim. O facto do colesterol ser apanhado na cena do crime (está nas arterias “entupidas”) não faz dele um criminoso. O colesterol não é o culpado da ateroesclerose.
  • O colesterol é apanhado na cena do crime porque há um episódio de inflamação. E o bombeiro colesterol , que faz parte do nosso sistema de defesa, ocorre à inflamação para debelar a mesma.
  • Nos últimos trinta anos disseram-nos para não comermos gordura e nós substituímos a mesma por hidratos de carbono. O resultado está à vista. Estamos obesos, com diabetes, cancro, doenças cardíacas e cardiovasculares, as ditas doenças da civilização.
  • O colesterol aumenta a longevidade.
  • O colesterol promove a sintese de vitamina D.
  • O colesterol é precursor de hormonas essenciais ao nosso funcionamento.
  • O colesterol protege-nos com vírus e bactérias. Faz parte das nossas defesas.
  • O nosso cérebro reune a maior concentração de colesterol.
  • As nossas células cerebrais para comunicarem entre si precisam de colesterol.
  • A origem das doenças cardiovasculares está na inflamação.
  • O açúcar promove a inflamação.
  • O tabaco, o fumar, promove a inflamação.
  • As margarinas e gorduras hidrogenadas promovem a inflamação.
  • Os óleos vegetais ricos em Omega-6 promovem a inflamação.
  • A gordura animal é boa.
  • As gorduras com Omega-3 são boas.
  • Os ovos, incluindo e principalmente a gema são bons.
  • As gorduras vegetais boas são: o azeite, óleo de coco, óleo de palma.
  • Os hidratos de carbono, principalmente os refinados, transformam-se me açúcar e promovem a inflamação.
  • O chamado colesterol bom, o HDL, aumenta com a ingestão de gordura rica em Omega-3.
  • O óleo de peixe é rico em Omega-3 e essencial para a nossa sáude.
  • O LDL, o chamado colesterol mau, afinal pode ter uma componente boa, porque pode ser sub-classificado de acordo com o tamanho das suas partículas. As partículas de muito pequeno tamanho do LDL é que são perigosas. As de grande dimensão são boas e formam-se a partir da ingestão de gordura saudável.
  • As partículas de LDL de muito pequeno tamanho, as perigosas, são formadas a partir dos hidratos de carbono.
  • Os triglicéridos são o marcador mais importante, quanto mais baixo melhor. Devem estar abaixo de 150, mas abaixo de 100 será óptimo.

 

Acne nos adolescentes e nos adultos

Teenager bor with acne

Acne, Acne.

A maioria dos adolescentes sofre de acne. Os pais dirão é próprio da idade. Os médicos receitarão cremes e comprimidos, alguns destes com efeitos secundários indesejáveis.

Alguns, menos afortunados, como eu, continuarão a ter acne mesmo em adultos. Uma borbulha para espremer aqui, ali, nas costas, na cara, na parte de trás do pescoço, enfim nos mais variados sítios.

Mas será que todos os povos sofrem de acne, mesmo na adolescência? A esta pergunta responde entre outros, o médico e professor sueco Staffan Lindeberg, no seu livro Food and Western Disease, fala sobre um estudo que fez ao povo Kitava da Papua Nova Guiné e não encontrou casos de acne, mesmo entre os adolescentes. O mesmo acontece com a tribo de caçadores recolectores dos índios Aché do Paraguai. Nestes dois povos não há casos de acne. O que nos pode levar a inferir da relação entre o acne e os hábitos alimentares, mais precisamente, entre a acne e alimentação do estilo ocidental.

Actualmente quando falo de acne com pessoas que conhecem da minha posição “anti açúcares” e “anti hidratos de carbono”, pensam para sim mesmos: ”Queres ver o acne também é motivado pelos açucares e hidratos de carbono? Não estarás  a exagerar?”. É claro que não. Os açúcares e os hidratos de carbono promovem o aparecimento de acne.

Qual é o mecanismo que desencadeia a acne?

  • O acne é provocado pela produção excessiva de sebum pelas glândulas sebáceas, o que leva a formação dos pontos negros (comedones abertos) ou à formação das espinhas (comedones fechados) com inflamação e ponta amarela ou esbranquiçada.

Para além disto, os níveis altos de insulina, e aqui entram os açucares, os hidratos de carbono de elevado índice glicémico, provocam a produção das hormonas andrógenas. Os níveis altos de insulina e de IGF-1 (Insulin Growing Factor 1), resultantes dos hidratos de carbono, estimulam a produção das hormonas andrógenas nos ovários ou nos testículos, consoante o sexo do indivíduo. Acresce-se o facto da insulina e o IGF-1 inibirem a síntese no fígado do “sex hormone binding globulin” (SHBG), provocando a disponibilidade de elevados níveis de andrógenas em circulação. São estes níveis elevados de hormonas andrógenas que levam à excessiva produção de “sebum” e daí à formação do acne.

A insulina alta tem ainda outra consequência, a diminuição dos níveis de “IGFBP-3”, que por sua vez, estes níveis baixos de “IGFBP-3” promovem o crescimento desregulado dos tecidos dos folículos aonde se desenvolvem as borbulhas (espinhas) e ou pontos negros.

Na adolescência, há grande actividade hormonal, há uma natural disponibilidade de hormonas andrógenas e ao acrescentar-se uma excessiva produção das mesmas por causa dos níveis altos de insulina e IGF-1, então temos a cascata hormonal perfeita para a formação do acne.

É claro que o acne não afecta todos de igual modo. Mais uma vez existe uma predisposição genética. Em indivíduos diferentes a mesma quantidade de açúcar leva a quantidades diferentes de insulina produzida, leva a quantidades diferentes de IGF-1.

Qual é a solução?

Dieta. Mudar a alimentação. Nada de açucares, nada de alimentos com elevado índice glicémico e surpresa das supresas, nada de leite e derivados de leite. Porquê o leite? Porque o leite pode ter poucos hidratos, mas é um insulinotrópico. O leite e seus derivados fazem aumentar os níveis de insulina e do IGF-1 e diminuir os níveis “IGFBP-3”.

Porque é que o chocolate provoca acne?

Porque tem açúcar e leite. Estes dois juntos desencadeiam a cascata hormonal que leva à formação do acne. O chocolate é perfeito para o acne e não por causa do cacau, bem entendido.

Os fritos provocam acne?

Os fritos não provocam acne. A questão está que muitos dos fritos referidos são fritos de hidratos carbono. Fritos que fazem elevar o açúcar do sangue (glicose), de seguida elevam os níveis de insulina e voltamos à conhecida cascata de eventos hormonais. Os fritos que podem causar estes eventos serão as batatas fritas, os pasteis, os bolos fritos as pipocas doces. Um bife frito ou um peixe frito, nunca causarão acne.

O pão e as bolachas podem provocar acne?

Claramente. Um fatia de pão pode elevar mais o açúcar no sangue que algumas “candy bar”.

The dieatary cure fo acnce

 

Qual a melhor dieta para evitar o acne?

A dieta do Paleolítico ou do homem das cavernas ou primal ou da idade da pedra. Sem leite e seus derivados, sem cereais, sem legumes e leguminosas, sem alimentos de elevado índice glicémico. Daí que os caçadores recolectores não terem acne.

Desde que mudei a minha alimentação deixei de ter acne e sou adulto. Sempre que faço uma asneira no regime alimentar, dois ou três dias depois lá aparece uma borbulha para espremer. Alguns me dirão que são resquícios da adolescência, mas são efectivamente consequências dos açucares, do leite e seus derivados.

Fontes:  “Acne Vulgaris. Disease of Western Civilization”.

http://archderm.jamanetwork.com/article.aspx?articleid=479093

Açúcar: O verdadeiro demónio da alimentação

Sugar: The real demon in the diet” – Chapter 4 – Book “The great Cholesterol Myth, Why Lowring your Cholesterol Won’t Prevent Heart Disease – And The Statin-Free Plan That Will”.

No capítulo 4 do livro acima referido, os autores do livro referem, logo no início do referido capítulo, o açúcar como o grande perigo para as doenças cardíacas e cardiovasculares, mais do que a gordura alguma vez tenha sido. Aliás, a gordura na nosssa alimentação nunca foi a causa de doenças, o açúcar sim, tem sido e continuará a ser enquanto não for considerado uma substância tóxica para a alimentação humana. As gorduras más são as margarinas, gorduras hidrogenadas, e os óleos vegetais, excepto o azeite, óleo de coco, óleo de palma.

Book _ The Great Cholesterol Myth

 

 

A pandemia de obesidade é resultado de alterações bioquímicas

Segundo Robert Lustig, médico endocrinologista, no seu livro “Fat Chance: Beating the odds against sugar, Processed Food, Obesity, and Disease”, página 30:

A pandemia de obesidade é devida a nossas alterações bioquímicas, que resultam do nosso ambiente alterado”

Os nossos comportamentos são secundários e são moldados pela nossa bioquímica. Em resumo: o ambiente alterado, no qual constam os alimentos açucarados, alteram a nossa bioquímica e a partir daí passamos a estar obesos. Essa alteração bioquímica cria-nos dependência do açúcar, coloca-nos num estado de esfomeados e então passamos a ser uns glutões, mas primeiro há uma alteração bioquímica vinda do ambiente (alimentação).

 

Reverter o cancro com uma dieta Ketogénica

Veja este vídeo abaixo.

A um homem de negócios com cancro foi-lhe dado 3 meses de vida, por médicos. O homem doente resolveu fazer uma dieta ketogénica e reverteu o cancro.

Uma dieta ketogénica é uma dieta em que comemos menos de vinte gramas de hidratos de carbono por dia. Comemos muita gordura saudável e muita proteína. Corresponderá à dieta do Paleolítico, mas sem qualquer fruta.

Para verificar ou testar se está a fazer uma dieta ketogénica ou cetogénica, deve comprar as tiras de teste à urina. As tiras que se usam para detectar cetonas na urina. Se fizer uma boa quantidade de de cetonas na urina significa que está em estado ketogénico ou cetogénico, ou seja, reduzido os hidratos de carbono a tal ponto que está a usar cetonas como fonte de energia. As células normais podem usar cetonas como fonte de energia, mas as células cancerígenas não conseguem usar cetonas, ficam dependentes da glicose proveniente dos hidratos de carbono.

Resumo do Vídeo:

  • O açúcar é o alimento do cancro. Retirando os hidratos de carbono, ou seja, as fontes de glicose, podemos matar o cancro.
  • Fred Hatfield, matou o cancro completamente em um ano.
  • 3 médicos deram-lhe 3 meses de vida tendo em conta o quanto o cancro já estava espalhado pelo corpo.
  • A dieta anti-cancro seguida pelo Fred Hatfield chama-se terapia metabólica, e é uma dieta ketogénica ou cetogénica, ou seja, redução a quase zero hidratos de carbono por dia. A dieta do paleolítico sem fruta.
  • Os hidratos de carbono tornam-se glicose depois de digeridos e as células cancerígenas adoram glicose.
  • Dr. Dominic D’Agostino, University of South Florida, lidera uma investigação sobre cancro.
  • Dr. D’Agostino descobri que ao remover os hidratos de carbono da alimentação dos seus ratos no laboratório, estes sobreviveram mesmos aos cancros mais agressivos.
  • Sobreviveram ainda melhor que quando tratados com quimioterapia.
  • Dr. D’Agostino está vendo sucesso semelhante em pessoas.
  • Todas as céluas usam glicose como combustível, mas na falta de glicose conseguem mudar para cetonas ou ketonas como fonte de energia.
  • As células cancerígenas não conseguem mudar para cetonas, morrem por falta de glicose.
  • As células normais têm flexibilidade metabólica suficiente para usarem cetonas ou ketonas- às células cancerígenas falta-lhes essa flexibilidade.
  • Se retirarmos a glicose às células cancerígenas elas morrem.

 

 

Deixe os cereais, trigo principalmente, e perderá peso, principalmente a barriga

 

Numa memorável presença no progrma Dr. Oz show, o médico William Davis, autor do livro Wheat Belly, explicou como o trigo causa dependência e consegue fazer subir os níveis de açúcar no sangue mais do que uma “candy bar” ou barra de chocalate.

A presença é memorável porque o Dr. OZ sempre aconselhou o consumo de cereais integrais, porém, fez uma experiência que é mostrada neste show e verificou-se efectivamenete uma subida maior dos níveis de açúcar no sanague depois de comer uma fatia de pão integral, do que quando se comia uma barra de chocolate.

O Dr. William Davis é agora também um adepto da dieta do Paleolítico e o seu livro serviu de base para a escrita desta página sobre cereais.

 

Dieta e doenças coronárias: Para quê culpar a gordura?

 

Aqui vai o índice deste livro sempre actual:

TABLE OF CONTENTS

Introduction

1. What’s so different about sugar?

2. I eat it because I like it.

3. Sugar and other carbohydrates.

4. Where sugar comes from.

5. Is brown sugar better that white sugar?

6. Refined and unrefined.

7. Not only sugar is sweet.

8. Who eats sugar, and how much?

9. Words mean what you want them to mean.

10. Sugar’s calories make you thin – they say.

11. How to eat more calories without eating real food.

12. Can you prove it?

13. Coronary thrombosis, the modern epidemic.

14. Eat sugar and see what happens.

15. Too much blood sugar – or too little.

16. A pain in the middle.

17. A host of diseases.

18. Does sugar accelerate the life process – and death too?

19. How does sugar produce its effects?

20. Should sugar be banned?

21. Attack is the best defense

 

Em 1992, o britânico John Yudkin, autor do livro “Pure, White and Deadly”,  escreveu o seguinte:

“We have to conclude that there is no substancial and convincing evidence that dietary fat or colesterol is a cause of CHD (Coronary Heart Disease). However, this conclusion is not the same as saying that we must abandon altogether the view that diet has nothing to do with causing the disease. There is indeed a dietary item other than fat for which ther is now overwhelming evidence of its involvement in production the disease. This item is sucrose (‘sugar’)”

Em Português: Nós concluímos que não existe uma evidência substancial e convicente que a gordura ou colesterol da alimentação (dieta) é a causa das doenças coronárias. No entanto, esta conclusão não significa dizer que devemos abandonar a visão de que a alimentação (dieta) não tem nada a ver com a causa da doença. Existe na realidade um elemento na nossa alimentação (dieta), outro que não a gordura, para o qual temos uma esmagadora evidência que provoca este tipo de doença. E este elemento é o AÇÚCAR.

Desde sempre, o professor Yudkin apontou o dedo ao açúcar como causa das doenças coronárias. Desde sempre inocentou a gordura, mas o lobby do açúcar foi mais forte e mais poderoso. Nos anos 70 os produtores de açúcar nos EUA, contrataram as melhores firmas de relações públicas, financiaram médicos, nutricionistas e outros investigadores para defenderem a açúcar como alimento, quando na realidade o açúcar ou os açúcares devem ser considerados substâncias tóxicas e impróprias para consumo humano.

Fonte: Diet and coronary heart disease: why blame fat?

O açúcar ou mais precisamente os açúcares têm sido a nossa desgraça.

Veja-se na figura abaixo a relação entre o aumento do consumo de açúcar e o aumento da obesidade e diabetes. A relação não está feita com doenças coronárias, mas não é, no entanto desprezível das doenças coronárias terem grande incidência junto dos diabéticos e obesos.

Esclerose múltipla – Como a doutora Terry Wahls a reverteu

No ano 2000 o seu médico diagnosticou-lhe Esclerose Múltipla Secundária Progressiva (EM), em inglês “secondary progressive multiple sclerosis” , uma doença que lhe começou a roubar independência e bem estar que tanto valorizava. Tinha sido instrutora de Tae Kwondo e corredora de maratonas, a perda de mobilidade era devastadora. Nos quatros anos seguintes passou a ser necessário uma cadeira de rodas reclinável, para conduzir as tarefas diárias.

A Dra Terry Wahls era médica e professora de medicina interna na “University of Iowa”. Depois de um doente com EM passar a usar cadeira de rodas, a possibilidade de voltar a ter mobilidade total é muito remota.

A EM progressivamente inibe a capacidade das células nervosas do cérebro e da espinal medula comunicarem entre si, levando à extrema fatiga, fraqueza muscular, perda de visão e audição, entre outros sintomas.

A expectativa da Dra Wahls voltar a andar por si própria era nula. No entanto, hoje ela não só anda, nada, e anda a cavalo e ainda sorri.

Como médica começou a pesquisar as doenças que afectam o cérebro e encontrou uma ligação comum, a falência mitocondrial. Ou seja, a mitocôndria das células deixa de funcionar, as células deixam de ter energia porque a unidade fornecedora energia das células não está a funcionar.

Como médica teve acesso aos tratamentos mais avançados para a EM. No entanto, a sua investigação continuou. Noite após noite, a sua investigação continuou na bioquímica, fisiologia celular e neuro imunologia. Depois ocorreu-lhe pesquisar vitaminas e suplementos que  ajudassem na progressiva desordem cerebral. Lentamente criou uma lista dos mesmos e começou a tomá-los. A progressão da doença abrandou, mas não o suficiente.

Nos finais de 2007, teve uma importante ideia. E se redesenha-se a sua dieta de forma a receber os importantes nutrientes para o cérebro a partir da sua alimentação diária? Levou algum tempo a desenhar a sua dieta que se traduz na prática à dieta do Paleolítico. Na altura também tinha aprendido acerca da estimulação eléctrica neuromuscular. Em dezembro de 2007 começou um programa progressivo de exercício, estimulação eléctrica muscular e nova alimentação do estilo caçador-recolector ou do Paleolítico. Ao fim de um ano já conseguia andar sem canadianas e até completar 18 milhas de bicicleta.

Segundo a Dra Wahls nestas doenças auto-imunes a predisposição genética tem uma influência de 5% a 30%, o resto depende do ambiente em que vivemos, e para esta variável ambiente a alimentação é determinante.

A dieta seguida pela Dra Wahls é uma dieta do Paleolítico.

                         Pirâmide dos alimentos segundo a dieta do Paleolítico

Fontes:

Site da Dra: http://www.terrywahls.com/

 

O mito do exercício físico

Jim Fixx, o guru do running morreu em 1984 de ataque cardíaco durante o seu jogging, em Vermont. Tinha 52 anos.  O autor do livro “The complete book of running”, um best-seller editado em 1977, tinha deixado de fumar dois maços de cigarros por dia há 17 anos, e pesava menos 27 kgs, muito aquém do seu peso de 1967 que era de 110 kgs. (Jim Fixx Wikipedia).

Jim Fixx, abraçou o running com a convicção de que o exercício físico, sem fumar, era suficiente para se ser saudável. A autópsia revelou aterosclerose nas coronárias (artérias que irrigam o coração). A primeira das artérias estava bloqueada a 95%, a segunda 85% e terceira 70%.

Em 1986, Kenneth Cooper, outro apologista do exercício e autor de outro best-seller, “Aerobics”, publicou um conjunto de factores de risco que terão contribuído para esta morte, entre os quais a predisposição genética, já que o pai de Jim tinha falecido com 43 anos também de ataque cardíaco. Seria só predisposição genética?

Mais recentemente, a 19 de Março de 2004, aos 51 anos, o inventor da “Power Bar”,uma barra energética à base hidratos de carbono também faleceu de ataque cardíaco. Brian Maxwell também era um corredor de maratonas, tal como Jim. Em 1977, Brian chegou a ser classificado como o número 3 dos maratonistas pelo “World Track and Field News”. A invenção da “PowerBar” surgiu quando o maratonista teve que desistir de uma maratona de 26,2 milhas ao fim de 21 milhas, altura em que o corpo, segundo alguns “experts”, deixa de usar hidratos de carbono e passa a usar tecido muscular, mas na realidade tal só acontece se o corpo não estiver preparado para usar gordura. Mais uma vez, só haverá necessidade de hidratos de carbono no caso do corpo não estar preparado/educado para usar gordura. Veja-se o caso de Tim  Olson que venceu uma  ultramaratona com uma dieta alta em gordura e baixa em hidratos de carbono.

Desde o primeiro livro de Kenneth Cooper, antigo médico da Força Área Americana, o mundo foi progressivamente assimilando a ideia de que para ser saudável era necessário fazer exercício físico. É certo que ser sedentário também não é saudável, mas passar horas no ginásio ou correr maratonas muito menos será. O essencial, o fundamental para ser saudável, é a alimentação. Fazermos a alimentação para a qual a máquina humana está preparada durante anos de evolução, ou seja, a alimentação primal, do paleo, da idade da pedra, ou do homem das cavernas.  A perspectiva evolucionária também se aplica ao exercício físico. Será que os nossos antepassados que viveram há milhares de anos, que eram caçadores recolectores, faziam exercício físico equivalente a maratonas, meias-maratonas, horas diárias no ginásio? Não me parece. Esses antepassados esforçavam-se para caçar, mas não dessa forma extenuante.

Em 1984 o médico Henry A. Solomon, cardiologista que estava na “Cornell University Medical College, escreveu o livro “The Exercise Myth”. O livro continua a ser bastante actual porque:

– O exercício físico não faz perder peso. Ajuda, mas não é fundamental. O fundamental é a alimentação. Veja a explicação neste site em insulina e em calorias erradas. Como exemplo, o meu pai tinha 76 anos em Março de 2011 e pesava 92kgs. Seguiu e segue a dieta indicada neste site e pesa actualmente, em Novembro de 2012, 74kgs. Com 76 anos não foi a fazer exercício físico que perdeu peso. No primeiro mês perdeu 10kgs. A dieta é para sempre e portanto ele contínua.

– O exercício físico não é fundamental para sermos saudáveis. Ajuda, mas o fundamental é a alimentação. Não podemos ser sedentários, bastarão algumas caminhadas diárias de 20 minutos.

O mito do colesterol continua

No dia 13 de Junho de 2008, o veterano jornalista da NBC, Tim Russert, morreu de ataque cardíaco. Tinha 58 anos de idade e seu médico assistente prescrevera-lhe “statins”, ou seja, os medicamentos para baixar o colesterol, embora o seu colesterol até fosse normal. A medida era preventiva. Segundo o jornal NewYorkTimes, o jornalista também tomava medicamentos para a tensão arterial e fazia exercício de bicicleta.

Este triste acontecimento faz-nos reflectir, precisamente porque muitas outras pessoas estão em situação semelhante, tomando medicamentos para a tensão alta, para o colesterol e até fazendo algum exercício.

No entanto, é conveniente analisarmos alguns dados. O LDL do malogrado não era alto, nem o colesterol total. A proteína C-reativa era normal, sendo esta um marcador de processos inflamatórios. O seu HDL era baixo e os triglicéridos eram altos, além de ser obeso. O seu perfil lipídico era o seguinte: LDL: 68, HDL: 37, Colesterol total:105, triglicéridos 300!.

Ora um HDL baixo, triglicéridos altos e obesidade, são os marcadores de uma dieta alta em hidratos de carbono (açúcares, incluindo a fruta) e baixa em gordura. Não é de todo possível baixar os triglicéridos sem reduzir drasticamente os hidratos de carbono, incluindo a fruta e o álcool, e não é possível aumentar o HDL sem aumentar a ingestão de gordura. Tendo em atenção que as gorduras a evitar são as margarinas, ou gorduras hidrogenadas e os óleos vegetais. A excepção vai para o azeite e óleo de coco. Os óleos vegetais são maus por se oxidarem com facilidade e serem ricos em omega-6, em lugar de omega-3 que tem, entre outros, um efeito anti-inflamatório.

Devemos procurar manter os triglicéridos abaixo de 100mg/dL e o rácio, ou seja, a divisão entre  os triglicéridos e o HDL deve ser igual ou inferior a 1. Mais uma vez, para atingir estes valores e rácio, temos que cortar nos hidratos de carbono e ingerir gordura saudável.

O caso deste jornalista é um grande exemplo da ineficácia dos medicamentos para baixar o colesterol, sendo até perigosos. Os “statins”, em português estantinas, está provado que activam o gene chamado “atrogin-1”, um gene que é anormal ser activado e que prejudica directamente os músculos. Reduz a eficácia dos mesmos no exercício, não esquecendo que o coração é um músculo. Ou seja, diminuem a eficácia do coração, enfraquecem-no. Os “statins” também diminuem a produção da “coenzyme Q10”, substância vital para o funcionamento cardíaco e de todas as outras células, pois é essencial na produção de energia por parte destas. Sem esta substância a geração de energia está comprometida.

Bebés obesos

Nos Estados Unidos o número de bebés obesos tem aumentado, tal como a obesidade entre os adultos. Felizmente em Portugal ainda não há relatos de bebés obesos, mas de crianças obesos sim.

Porque será que um bebé de 6 ou 8 meses, estará obeso? Será porque o coitado ainda não aprendeu a andar para ir para o ginásio? Será porque o bebé é preguiçoso? À luz do conhecimento generalizado muito provavelmente seria falta de ginásio e preguiça, muito tempo a ver televisão ou na consola de jogos. Nada disso, o que se passa é o bebé foi sujeito a uma alimentação que lhe criou uma disfunção metabólica. É preciso não esquecer que nos EUA, muitos pais dão refrigerantes (sodas, coca-colas) aos seus bebés. Ou seja, o bebé foi sujeito a uma carga de açúcares que desregulou, que criou uma síndrome metabólica, levando-o à obesidade. O mesmo acontece a muitas crianças em Portugal.

Depois de criada a desregulação metabólica é natural que a criança ou mesmo o bebé fique preguiçoso. Primeiro ficamos obesos e com uma desregulação metabólica e depois é que ficamos preguiçosos.

Em conclusão: para vencer a obesidade infantil ou adulta é fundamental actuar na alimentação. É necessário retirar todas as fontes de açúcar, incluindo a fruta.

Fontes: ver as apresentações do Dr. Robert Lustig no youtube “The Skinny on Obesity (Ep. 5): Generation XL

Alguns números sobre a saúde dos Americanos

·         Aproximadamente 60 milhões de Americanos (20%) têm o síndrome de intestino irritável ou problemas digestivos crónicos.

·         Aproximadamente 120 milhões (40%) têm “heartburn”. Ou seja, refluxo gástrico. O ácido do estômago sobe para o esófago queimando as paredes do mesmo.

·         Entre 30 e 60 milhões (10% e 20%) têm fadiga severa.

·         Aproximadamente 15 milhões (5% incluindo 10% de todas as crianças) têm eczemas, 10 milhões têm dermatites e 5,5 milhões têm psoríase.

·         Aproximadamente 4 milhões (1,5%) têm fibromialgia.

·         Aproximadamente 30 milhões (10%) sofrem de depressão

·         Aproximadamente 45 milhões (15%) têm dores de cabeça e 28 milhões (9%) têm enxaquecas.

·         Aproximadamente 37 milhões (12%) têm artrite.

·         Aproximadamente 39 milhões (13%) sofrem de sinusites crónicas.

·         Aproximadamente 16 milhões (5%) têm diabetes.

·         Aproximadamente 12 milhões (4%) têm bronquites crónicas.

·         Aproximadamente 17 milhões (5,5%) têm asma.

·         Aproximadamente 61 milhões (20%) têm doenças cardiovasculares.

·         E a lista continua.

Quais as possíveis causas? Será genético? Não será certamente. Hoje nos EUA vivem populações de todas as origens e todas padecem destas maleitas.

Mas outros números podem dar luz à explicação:

·         Os EUA têm o maior consumo per-capita de açúcar

·         Os EUA têm o maior consumo per-capita de trigo.

·         Os EUA estão bem posicionados na tabela dos consumidores de leite e seus derivados.

Será este um problema unicamente americano?

Não, pois todos os povos têm-se vindo a deliciar com as coca-colas, com as batatas fritas dos McDonalds.

Estes são dois exemplos do que temos copiado dos EUA, e com estes as respectivas maleitas.

O consumo per-capita de açúcar e cereais (trigo principalmente) não tem aumentado em todos os países? É claro que sim. E com este consumo, as respectivas maleitas.

A propósito: saberá que  as batatas fritas do McDonalds não criam bolor? Nem os fungos as querem. Curioso!

O limite mínimo de hidratos de carbono diários aparentemente é zero

Na página 275 deste livro “Dietary Reference Intakes for Energy, Carbohydrate, Fiber, Fat, Fatty Acids, Cholesterol, Protein, and Amino Acids (Macronutrients)(2005) ” diz-se o seguinte:

The lower limit of dietary carbohydrate compatible with life apparently is zero, provided that adequate amounts of protein and fat are consumed.”

O link para o livro: http://www.nap.edu/openbook.php?record_id=10490&page=275

 

Asiáticos comem arroz e não são gordos

Porque é que os asiáticos comem arroz e não são gordos? (só é válido para os que mantém a a alimentação tradicional).

Esta questão tem sido feita por diversas vezes e há 3 grandes razões:

1- Os asiáticos comem poucos ou nenhuns açúcares, principalmente fructose. Esta situação pode impedir o desenvolvimento da resistência insulinica.

2- Comem alimentos pouco refinados. Comem arroz castanho, pouco refinado. Comem “root vegetables”. O conteúdo de fibra destes alimentos retarda a absorção de glicose. Não comem farinhas e cereais refinados ou processados.

3- Tradicionalmente os asiáticos são activos fisicamente. O exercicio fisico aumenta a sensibilidade insulinica.

Se evitarmos os açucares, fructose incluída; se formos fisicamente activos; se procurarmos alimentos com baixo índice glicémico, possivelmente continuaremos sem obesidade. Mas caso a obesidade seja atingida, então o corte nos hidratos terá que ser mais profundo. Numa situação de obesidade declarada só uma dieta de muito baixos hidratos de carbono pode reverter o processo, só uma dieta ketogénica ou cetogénica.

Fontes: Blog – http://www.dietdoctor.com/why-are-asian-rice-eaters-thin

http://eatingacademy.com/nutrition/how-do-some-cultures-stay-lean-while-still-consuming-high-amounts-of-carbohydrates?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=how-do-some-cultures-stay-lean-while-still-consuming-high-amounts-of-carbohydrates

O açúcar no sangue é mais importante que o colesterol, incluindo o LDL

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Um estudo feito pelo EPIC (European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition) veio mostrar existir uma relação entre o nível de açúcar no sangue e as doenças cardiovasculares. Este pequeno gráfico feito com base em dados do EPIC, mostra uma associação, … Continue reading

Obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardivasculares, Alzheimer’s

Todas estas doenças, cuja a lista não termina aqui são consideradas doenças da modernidade. Será que os nossos antepassados de há mais de 10.000 anos, antes da agricultura, sofriam destas doenças? A resposta é não!

Qualquer umas destas doenças é reconhecida como sendo uma doença do metabolismo e inflamação. Alguma coisa na nossa vida moderna está a perturbar os nossos sistemas internos cuja a evolução humana nos deixou. Anos de evolução humana estão agora a ser destruídos por um tipo de substância que se tem tornando cada vez mais prevalecente na nossa alimentação. A resposta está no açúcar ou nos açucares, e de uma forma geral o peso dos hidratos de carbono na nossa alimentação com o açúcar à cabeça.