Cancro: Dieta ketogénica. A Universidade de Pittsburgh vai fazer testes clínicos

Segue abaixo o link sobre os testes clínicos que serão conduzidos pela Universidade Pittsburgh. O objectivo será verificar a eficácia de uma dieta ketogénica.

Ketogenic Diet in Advanced Cancer

As dietas ketogenicas para tratamento do cancro têm por base o conhecimento de que a células tumorais só conseguem obter energia a partir do glicose ou do aminoácido “glutamine”, não conseguindo obter energia partir das cetonas ou ketonas. Uma dieta ketogénica gera ketonas e diminui substancialmente a quantidade de glicose disponível, logo as células tumorais ficarão privadas de energia, levando os tumores a encolherem e lentamente irem reduzindo a metástases.

Meu pequeno almoço (mata bicho ou café da manhã)

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Hoje, dia 2013-06-25 foi:

– Meio abacate

– Um chá de camomila

– 4 gemas de ovos do campo (só as gemas), fritas numa colher de sopa de óleo de coco.

– Uns pedaços (8) de barriga de porco fumada, frita em azeite.

– Um café expresso

 

Rainha egípcia Hatshepsut era obesa, diabética e possivelmente morreu de cancro

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A análise da múmia da rainha Hatsheput que reinou no Egipto no século XV A.C., revelou que a mesma era obesa, tinha diabetes e possivelmente morreu de cancro.

Outras doenças encontradas foram cáries e abcessos.

A importância desta descoberta prende-se com a comparação que podemos fazer com os dias de hoje:

 – No Egipto antigo não havia fast-food. Não havia televisão ou consola de jogos para promover a falta de actividade física.

O que haveria então de comum com os dias de hoje?

        – A realeza, os ricos do Egipto, tinham acesso ao mel. Produto raro e caro para a época, mas rico em açúcares. Hoje os açúcares estão em todo lado e a acessíveis a todos.

       – Os Egípcios foram dos primeiros povos a viver e a alimentarem-se de produtos agrícolas, nomeadamente cereais que na altura até eram integrais, pois a maquinaria não permitia fazer farinhas refinadas.

       Hoje em dia, também comemos cereais e bastante produtos agrícolas, ou seja, hidratos de carbono, alimentos que se transformam em açucares depois de digeridos. Portanto, outro traço comum com os dias de hoje está na carga, na quantidade de hidratos de carbono, que fazem parte da nossa alimentação e também da dos Egípcios.

       A agricultura do Egipto era até mais orgânica do aquela que procuramos nos dias de hoje.

       Os Egípcios, bebiam leite e consumiam derivados do leite, tal como nós o fazemos hoje em dia.

Em resumo: os Egípcios sofreram as mesmas maleitas que temos nos dias de hoje, pela mesma razão que nós sofremos. Os açúcares, os hidratos de carbono, a alimentação essencialmente baseada nos produtos agrícolas. Pouca ou nenhuma carne. Pouca gordura de origem animal. Uma alimentação longe da de um caçador recolector, aquela para a qual a “máquina” humana está preparada.

 

 

Reverter o cancro com uma dieta Ketogénica

Veja este vídeo abaixo.

A um homem de negócios com cancro foi-lhe dado 3 meses de vida, por médicos. O homem doente resolveu fazer uma dieta ketogénica e reverteu o cancro.

Uma dieta ketogénica é uma dieta em que comemos menos de vinte gramas de hidratos de carbono por dia. Comemos muita gordura saudável e muita proteína. Corresponderá à dieta do Paleolítico, mas sem qualquer fruta.

Para verificar ou testar se está a fazer uma dieta ketogénica ou cetogénica, deve comprar as tiras de teste à urina. As tiras que se usam para detectar cetonas na urina. Se fizer uma boa quantidade de de cetonas na urina significa que está em estado ketogénico ou cetogénico, ou seja, reduzido os hidratos de carbono a tal ponto que está a usar cetonas como fonte de energia. As células normais podem usar cetonas como fonte de energia, mas as células cancerígenas não conseguem usar cetonas, ficam dependentes da glicose proveniente dos hidratos de carbono.

Resumo do Vídeo:

  • O açúcar é o alimento do cancro. Retirando os hidratos de carbono, ou seja, as fontes de glicose, podemos matar o cancro.
  • Fred Hatfield, matou o cancro completamente em um ano.
  • 3 médicos deram-lhe 3 meses de vida tendo em conta o quanto o cancro já estava espalhado pelo corpo.
  • A dieta anti-cancro seguida pelo Fred Hatfield chama-se terapia metabólica, e é uma dieta ketogénica ou cetogénica, ou seja, redução a quase zero hidratos de carbono por dia. A dieta do paleolítico sem fruta.
  • Os hidratos de carbono tornam-se glicose depois de digeridos e as células cancerígenas adoram glicose.
  • Dr. Dominic D’Agostino, University of South Florida, lidera uma investigação sobre cancro.
  • Dr. D’Agostino descobri que ao remover os hidratos de carbono da alimentação dos seus ratos no laboratório, estes sobreviveram mesmos aos cancros mais agressivos.
  • Sobreviveram ainda melhor que quando tratados com quimioterapia.
  • Dr. D’Agostino está vendo sucesso semelhante em pessoas.
  • Todas as céluas usam glicose como combustível, mas na falta de glicose conseguem mudar para cetonas ou ketonas como fonte de energia.
  • As células cancerígenas não conseguem mudar para cetonas, morrem por falta de glicose.
  • As células normais têm flexibilidade metabólica suficiente para usarem cetonas ou ketonas- às células cancerígenas falta-lhes essa flexibilidade.
  • Se retirarmos a glicose às células cancerígenas elas morrem.

 

 

Alguns números sobre a saúde dos Americanos

·         Aproximadamente 60 milhões de Americanos (20%) têm o síndrome de intestino irritável ou problemas digestivos crónicos.

·         Aproximadamente 120 milhões (40%) têm “heartburn”. Ou seja, refluxo gástrico. O ácido do estômago sobe para o esófago queimando as paredes do mesmo.

·         Entre 30 e 60 milhões (10% e 20%) têm fadiga severa.

·         Aproximadamente 15 milhões (5% incluindo 10% de todas as crianças) têm eczemas, 10 milhões têm dermatites e 5,5 milhões têm psoríase.

·         Aproximadamente 4 milhões (1,5%) têm fibromialgia.

·         Aproximadamente 30 milhões (10%) sofrem de depressão

·         Aproximadamente 45 milhões (15%) têm dores de cabeça e 28 milhões (9%) têm enxaquecas.

·         Aproximadamente 37 milhões (12%) têm artrite.

·         Aproximadamente 39 milhões (13%) sofrem de sinusites crónicas.

·         Aproximadamente 16 milhões (5%) têm diabetes.

·         Aproximadamente 12 milhões (4%) têm bronquites crónicas.

·         Aproximadamente 17 milhões (5,5%) têm asma.

·         Aproximadamente 61 milhões (20%) têm doenças cardiovasculares.

·         E a lista continua.

Quais as possíveis causas? Será genético? Não será certamente. Hoje nos EUA vivem populações de todas as origens e todas padecem destas maleitas.

Mas outros números podem dar luz à explicação:

·         Os EUA têm o maior consumo per-capita de açúcar

·         Os EUA têm o maior consumo per-capita de trigo.

·         Os EUA estão bem posicionados na tabela dos consumidores de leite e seus derivados.

Será este um problema unicamente americano?

Não, pois todos os povos têm-se vindo a deliciar com as coca-colas, com as batatas fritas dos McDonalds.

Estes são dois exemplos do que temos copiado dos EUA, e com estes as respectivas maleitas.

O consumo per-capita de açúcar e cereais (trigo principalmente) não tem aumentado em todos os países? É claro que sim. E com este consumo, as respectivas maleitas.

A propósito: saberá que  as batatas fritas do McDonalds não criam bolor? Nem os fungos as querem. Curioso!

Obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardivasculares, Alzheimer’s

Todas estas doenças, cuja a lista não termina aqui são consideradas doenças da modernidade. Será que os nossos antepassados de há mais de 10.000 anos, antes da agricultura, sofriam destas doenças? A resposta é não!

Qualquer umas destas doenças é reconhecida como sendo uma doença do metabolismo e inflamação. Alguma coisa na nossa vida moderna está a perturbar os nossos sistemas internos cuja a evolução humana nos deixou. Anos de evolução humana estão agora a ser destruídos por um tipo de substância que se tem tornando cada vez mais prevalecente na nossa alimentação. A resposta está no açúcar ou nos açucares, e de uma forma geral o peso dos hidratos de carbono na nossa alimentação com o açúcar à cabeça.

Alimentação ocidental e as doenças ocidentais

Albert Scheitzer

O prémio Nobel Albert Schweitzer escreveu o seguinte:

“On my arrival in Gabon, in 1913, I was astonished to encounter no cases of cancer,” Schweitzer noted. “I can not, of course, say positively that there was no cancer at all, but, like other frontier doctors, I can only say that if any cases existed they must have been quite rare.”

De acordo com o relato deste médico em 1913 praticamente não havia cancro no Gabão. Seria pelo facto da população local ser vegetariana? Para quem conhecer África esta hipótese estará completamente posta de lado. Comiam mandioca? Alguns acharão que sim. Eu tenho dúvidas, porque a mandioca não é originária de África. O milho também não. A alimentação era baseada na carne, na proteína e gordura proveniente de diversos animais caçados. Nessa altura a população do Gabão ainda era fundamentalemente constituída por caçadores-recolectores ou estava muito próximo desta prática.

Já em 1930 o dr. Schweitzer encontrou o primeiro caso de cancro. E formalizou a seguinte conclusão:“My observations inclined me to attribute this to the fact that the natives were living more and more after the manner of the whites.”

Relatos semelhantes foram feitos sobre populações nativas de Esquimós. Sobre a alimentação destes, o naturalista Karen Dodd referiu ser feita à base de peixe, carne de foca (carne com muita gordura!),  caribu, morsa, ovos,  castor, e outros pequenos mamíferos. Menos de cinco por cento da sua alimentação provinha da fruta e vegetais.

Tomando como exemplo a população nativa de esquimós podemos questionar o seguinte: Bebem leite? Ou só bebem o leite materno enquanto na idade de amamentação? Comem pão ou outros derivados de cereais? Comem açucares? Comem toneladas de fruta? Comem legumes? Atenção que há diferenças entre legumes e vegetais.

Não estou questionar se bebiam refrigerantes, comiam pizza ou batatas fritas. Estou questionar o mais básico e o que nos é apresentado como essencial para a nossa alimentação, o pão, os cereais, o leite e seus derivados e os legumes.

É claro que muitos destes povos que acabaram por adoptar a alimentação ocidental, com açúcares, leite e seus derivados, farinhas e cereais, legumes, acabaram também por adoptar, infelizmente, as doenças ocidentais entre quais algumas poderemos listar: cancro, diabetes, demência, acne, artrite, reumatismo, aterosclerose, hipertensão, esclerose múltipla, Parkinson, Alzheimer, obesidade, doenças auto-imunes, doenças cardio-vasculares.

 Fontes : http://blog.godreports.com/2011/09/observations-by-missionary-doctors-100-years-ago-offer-clues-to-fighting-cancer-and-other-diseases/

http://www.staffanlindeberg.com/

Livro : Food and Western Disease: Health and nutrition from an evolutionary perspective