Colesterol – as estatísticas confirmam o mito

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Em Janeiro de 2009 o jornal “American Heart Journal” publicou um estudo que justifica que o colesterol como causa das doenças cardíacas é um mito. Vamos à estatística publicada nesse estudo.

Entre o ano 2000 e 2006 foram recolhidos dados do perfil lipídico, ou seja, os números do colesterol no sangue, de doentes admitidos com emergências cardíacas e cardiovasculares. A recolha foi feita em 541 hospitais dos EUA. Foram admitidos 231.906 doentes, dos quais foi recolhido o perfil lipídico para 136.905.

O espantoso dos números foi que desses 136.905, 75% tinham o colesterol dentro dos limites normais, incluindo o chamado colesterol mau. Com base nestes números aonde está a justificação para que o colesterol seja a causa das doenças cardíacas e cardiovasculares? Não existe, é um mito que vale 30 bilhões de dólares as farmacêuticas em medicamentos para baixar o colesterol.

Por outro lado, os medicamentos para baixar o colesterol não retiram o colesterol do sangue ou alimentação e o colocam nalgum lugar, simplesmente inibem o processo de fabrico de colesterol que ocorre no fígado. Porém, o mais grave desses medicamentos está no facto desse processo que inibem, ser também o processo que produz substâncias essenciais ao funcionamento de alguns órgãos, tais como, os músculos e os neurónios. Muitos são aqueles que sentem fraqueza e dores musculares quando os tomam é o resultado da falta de coenzina Q10, cujo processo de fabrico é inibido por esses medicamentos.

Acusar o colesterol de ser a causa deste tipo de complicações (AVCs, enfartes) é como acusar um bombeiro de ser incendiário só porque está no local do incêndio, mas o bombeiro até lá está para apagar o fogo. O mesmo acontece com o colesterol, que aparece a obstruir as artérias porque o colesterol faz parte do sistema de defesa do nosso corpo e ao existir um processo inflamatório numa artéria, o colesterol desloca-se para tentar resolver a inflamação. É a inflamação que deve ser combatida e o açúcar e os níveis altos de açúcar, incluindo a frutose, que devem ser combatidos.

Em lugar de nos preocuparmos com o colesterol no sangue, devíamo-nos preocupar com os níveis de glicose (glicémia) e com a hemoglobina glicada (Hb A1c). A hemoglobina glicada reflecte os níveis de açúcar no sangue nos últimos 120 dias e é afectada não só pela glicose, mas também pela fructose e o álcool já toda a gente sabe que é mau. A proteína C reactiva também deve ser medida porque reflecte o nível de inflamação, o qual deve ser mantido o mais baixo possível.

Veja abaixo o pdf original do estudo referido anteriormente:

Lipid levels in patients hospitalized with coronary

Em março de 2013 o Jornal da “American Heart Association” publicou um estudo que mostra que a hemoglobina glicada  (Hb1Ac) constitui um risco para doenças cardíacas e cardiovasculares, mesmo em indivíduos não diabéticos, ou seja, o açúcar no sangue não deve ser uma preocupação exclusiva dos diabéticos. O valor deste marcador deve estar abaixo de 5,5% e á medida que aumenta, risco cardíaco também aumenta.

A hemoglobina glicada é formada não só pelos níveis altos de glicose no sangue, mas também pela ingestão de fructose, porque esta molécula é mais propensa a glicar-se com a hemoglobina.

Aqui está o referido estudo:

Hemoglobin A1c is associated With Incresed Risk of Incident Coronary Heart Disease among Apparently Healthy, Nondiabetic Men And Women

Mais uma vez deixem a gordura da alimentação em paz, excepto as gorduras artificiais criadas por processos industriais complexos, como as margarinas, as gorduras hidrogenadas, as esterificadas, e as gorduras de óleos vegetais. As gorduras boas são as de origem animal, o azeite, o óleo de coco e o óleo de palma. Comam manteiga, pois é de origem animal!

A Suécia será a primeira nação ocidental a rejeitar o dogma da gordura na alimentação

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A partir de agora os suecos serão aconselhados pelas autoridades de saúde a fazerem uma dieta alta em gordura e baixa em hidratos de carbono, principalmente açúcar. Não será toda a gordura, mas a saudável, isto é, uitilizarão gordura animal, azeite, óleo de coco e óleo de palma. As outras gorduras de origem vegetal não serão aconselhadas, incluindo as margarinas.

Para quando em Portugal? Quando daqui a uns anos verificarmos que os suecos gastam menos em saúde e são mais saudáveis, então se calhar alguém dirá: “Deve ser porque não comem açúcar”. Pois até lá, continuamos uns pontos atrás.

Fonte:

http://healthimpactnews.com/2013/sweden-becomes-first-western-nation-to-reject-low-fat-diet-dogma-in-favor-of-low-carb-high-fat-nutrition/

Será o Alzheimer a diabetes do tipo 3?

AlzheimersComparison

      Cérebro normal      Cérebro com Alzheimer

A doença de Alzheimer – Uma doença degenerativa, incurável e uma fase terminal de demência. Sendo uma das doenças mais temidas para os e nos idosos, embora possa aparecer nos mais jovens. O seu nome deve-se ao médico alemão Aloysius “Alois” Alzheimer.

 De acordo com este artigo EJIM – Nutrition and Alzheimers Disease publicado no jornal “European Journal of Internal Medicine”, com o título “Nutrition and Alzheimer’s disease: The detrimental role of a hight carbohydrate diet”, a alimentação pode desempenhar um papel fundamental na prevenção e tratamento desta doença.

 O principal aspecto deste artigo está em apontar para o facto de uma dieta alta em hidratos de carbono, principalmente fructose, e ainda baixa em gordura e colesterol, serem os principais contributos para o aparecimento deste tipo de doença.

 Alzheimer e Colesterol

 Os autores do artigo realçam a importância dos níveis de colesterol no cérebro de forma a manter o seu correcto funcionamento. O nosso cérebro ocupa 2%  do peso do nosso corpo, no entanto, contem 25% do todo o colesterol existente no nosso corpo. Não é pois uma surpresa considerando a quantidade de funções desempenhadas pelo colesterol na química do cérebro, neurónios e nervos: lubrifica as “synapses” (espaços entre as células nervosas); funciona como antioxidante, protege o cérebro da inflamação causada por radicais livres; funciona como isolante dos impulsos eléctricos (“evita curto-circuitos”); proporciona a estrutura celular necessária para que os neurónios estejam juntos; o seu efeito lubrificante é essencial para a passagem segura dos neurotransmissores.

Um aspecto importante referido neste artigo está no facto do fluído cérebroespinal dos doentes de Alzheimer ser baixo em colesterol comparativamente com indivíduos sem essa condição. Além disso, os indivíduos com baixo colesterol vêm o risco de demência aumentado.

 Pensemos entretanto na orientação desenfreada para baixar colesterol. Quanto não estará a contribuir para o progresso da demência? À media que tem aumentado o consumo de drogas para baixar o colesterol, a par do aumento do consumo de hidratos de carbono, fructose principalmente, têm aumentado os casos de demência.

Em baixo Alois Alzheimer

 Alzheimer e os AGEsAlois_Alzheimer_003

 Os AGEs são produtos da ligação não enzimática entre proteínas e açúcares. A formação destes AGEs prejudica o funcionamento bio-molecular. Os AGEs podem afectar a passagem do LDL para o cérebro dificultando o funcionamento do mesmo.

 

Sem surpresa, os autores deste artigo referem que os doentes com diabetes do tipo 2 (os quais têm maior risco de elevarem o açúcar no sangue) estarão com duas a cinco vezes mais propensos de desenvolverem a doença de Alzheimer. A sugestão está que o problema fundamental reside na dieta alta em hidratos de carbono, baixa em gordura, prejudica a disponibilidade de colesterol no cérebro.

 Alzheimer, Insulina e Beta-Amyloid

 De maneira interessante, os autores do artigo propõem que a doença de Alzheimer seja uma terceira forma de diabetes, diabetes do tipo 3. Num estudo conduzido por cientistas da NorthWestern University, foi descoberto que a proteína encontrada no cérebro dos doentes de Alzheimer remove o receptores de insulina dos neurónios, levando-os a tornarem-se resistentes à insulina, deixando os mesmo de funcionar correctamente e incapazes de levar a formação de memórias. A proteína conhecida por atacar a formação de memórias pelas sinapses é chamada ADDL (Amyloid Beta-derived diffusible Ligand) ou mais simplesmente Beta-Amyloid.

Numa investigação mais recente publicado no “Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism”, referiu que uma pequena dose de insulina administrada directamente no cérebro, por exemplo por spray nasal, podia suprimir à resistência insulínica, levando à entrada de glicose nos neurónios, tal como acontece a acção da insulina nos diabéticos do tipo 2 .

Sendo assim, qualquer situação que leve à resistência insulínica, como os permanentes níveis elevados de açúcar no sangue, característica do consumo de hidratos de carbono, pode levar ao desenvolvimento e progressão da doença.

 Na doença de Alzheimer há resistência à insulina por parte dos neurónios.  Estes não conseguem receber glicose. Não recebendo glicose, não conseguem funcionar. A administração directa de insulina no cérebro vai forçar a entrada de glicose nos nerónios, porem com o tempo estes ficaram cada vez mais resistentes à insulina. Portanto o que é necessário é dar e ensinar os neurónios a usar uma fonte alternativa de energia, entram as cetonas ou ketonas resultantes do metabolismo da gordura.

 Alzheimer, e dieta  

 A dieta de prevenção do Alzheimer terá que ser baixa em hidratos de carbono. A dieta para tratar o Alzheimer terá que ser cetogénica ou ketogénica. Neste tipo de dieta há substituição dos hidratos de carbono por gordura saudável, por exemplo óleo de coco. Este óleo tem facilidade em gerar cetonas o ketonas que funcionarão como combustível alternativo para os neurónios que já não respondem à insulina. Por outro, lado os baixíssimos hidratos destas dietas levam a uma progressiva diminuição da resistência insulínica e consequente melhoria nestes chamados diabetes do tipo 3.

 Alzheimer e a dieta do Paleolítico

A dieta do paleolítico tem todas as condições para prevenir o Alzheimer, por ser baixa em hidratos, principalmente por ser de zero açúcar e fontes do mesmo, por levar a níveis baixos de insulina. Para tratamento do Alzheimer a dieta do Paleolítico tem todas as condições para ter sucesso, no entanto, é necessário reduzir muito mais os hidratos de carbono, retirando qualquer fruta. Comendo, carne, peixe, ovos, com folhas verdes unicamente e cozinhando com óleo de coco ou mesmo tomando óleo de coco. É necessário levar o corpo a formar cetonas ou ketonas.

Resumo: a Alzheimer caracteriza-se por resistência à insulina por parte dos neurónios. Nesta condição os neurónios ficam privados de energia. Trata-se de situação semelhante aos diabetes do tipo 2, mas neste caso unicamente localizada no cérebro. Para tal contribuem os níveis elevados de hidratos de carbono, principalmente a fructose que potencia a formação dos compostos AGEs. Dada a incapacidade dos neurónios receber energia na forma de glicose, é escusado dar-lhe esta fonte de energia, é pois necessário uma fonte alternativa, as cetonas ou ketonas. Estes compostos  só são possíveis de gerar numa dieta ketogénica ou cetogénica. Uma dieta do paleolítico sem fruta e praticamente sem vegetais e muito óleo de coco pode criar um estado ketogénico ou cetogénico. Para potenciar o aparecimento de cetonas ou ketonas devemos reduzir a quantidade de proteína, aumentar a ingestão de gorduras do tipo “MCT oils” e ainda fazer períodos de jejum. O jejum vai obrigar o nosso corpo a produzir cetonas a partir de gordura.

 

 

Meu pequeno almoço (mata bicho ou café da manhã)

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Hoje, dia 2013-06-25 foi:

– Meio abacate

– Um chá de camomila

– 4 gemas de ovos do campo (só as gemas), fritas numa colher de sopa de óleo de coco.

– Uns pedaços (8) de barriga de porco fumada, frita em azeite.

– Um café expresso

 

Atenção aos medicamentos para baixar o colesterol

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Numa pesquisa efectuada na Universidade do Arizona (EUA), os pesquisadores expuseram as células nervosas da mosca da fruta a cerca de 1000 drogas (medicamentos) de forma cega (significa que os pesquisadores não sabiam que drogas estavam a ser adicionadas às culturas de células nervosas). No fim da experiência, e por quatro vezes, as células desenvolveram uma espécie de grânulos ou miçangas na pontas das ligações.

Na imagem acima pudemos ver à esquerda as células nervosas antes da adição das drogas e à direita depois da adição das drogas. A diferença é perfeitamente visível e identificável. Os grânulos ou miçangas que se desenvolveram dificultam a transmissão, a comunicação entre as células nervosas.

Nas quatro vezes que se desenvolveram estes grânulos a droga a que células foram expostas eram as estatinas (statins), as drogas para baixar o colesterol.

Não é pois nenhuma surpresa existirem casos de perda de memória, demência e fraqueza associados às drogas para baixarem o colesterol, inclusive a perda do libido.

http://uanews.org/story/research-reveals-possible-reason-for-cholesterol-drug-side-effects

Se toma medicamentos para o colesterol, veja este vídeo

Culpar o colesterol pelas doenças cardiovasculares é o mesmo que culpar um bombeiro pelo incêndio, só porque o mesmo foi apanhado junto ao incêndio.

O bombeiro está no incêndio para apagar o fogo. Não o podemos culpar pelo fogo.

O mesmo acontece com o colesterol. Este é encontrado na artéria/vaso sanguíneo que se obstrui, porque é uma reacção natural a um processo inflamatório. O colesterol vai tentar resolver um processo inflamatório, acumulando-se na artéria/vaso sanguíneo. Se o processo inflamatório não ocorre-se o colesterol nunca seria apanhado na cena do crime.

Resumo da reportagem:

  • Durante anos foi-nos dito que o colesterol, a gordura nos alimentos era perigosa para a nossa saúde. Recentes investigações indicam que não é assim. O facto do colesterol ser apanhado na cena do crime (está nas arterias “entupidas”) não faz dele um criminoso. O colesterol não é o culpado da ateroesclerose.
  • O colesterol é apanhado na cena do crime porque há um episódio de inflamação. E o bombeiro colesterol , que faz parte do nosso sistema de defesa, ocorre à inflamação para debelar a mesma.
  • Nos últimos trinta anos disseram-nos para não comermos gordura e nós substituímos a mesma por hidratos de carbono. O resultado está à vista. Estamos obesos, com diabetes, cancro, doenças cardíacas e cardiovasculares, as ditas doenças da civilização.
  • O colesterol aumenta a longevidade.
  • O colesterol promove a sintese de vitamina D.
  • O colesterol é precursor de hormonas essenciais ao nosso funcionamento.
  • O colesterol protege-nos com vírus e bactérias. Faz parte das nossas defesas.
  • O nosso cérebro reune a maior concentração de colesterol.
  • As nossas células cerebrais para comunicarem entre si precisam de colesterol.
  • A origem das doenças cardiovasculares está na inflamação.
  • O açúcar promove a inflamação.
  • O tabaco, o fumar, promove a inflamação.
  • As margarinas e gorduras hidrogenadas promovem a inflamação.
  • Os óleos vegetais ricos em Omega-6 promovem a inflamação.
  • A gordura animal é boa.
  • As gorduras com Omega-3 são boas.
  • Os ovos, incluindo e principalmente a gema são bons.
  • As gorduras vegetais boas são: o azeite, óleo de coco, óleo de palma.
  • Os hidratos de carbono, principalmente os refinados, transformam-se me açúcar e promovem a inflamação.
  • O chamado colesterol bom, o HDL, aumenta com a ingestão de gordura rica em Omega-3.
  • O óleo de peixe é rico em Omega-3 e essencial para a nossa sáude.
  • O LDL, o chamado colesterol mau, afinal pode ter uma componente boa, porque pode ser sub-classificado de acordo com o tamanho das suas partículas. As partículas de muito pequeno tamanho do LDL é que são perigosas. As de grande dimensão são boas e formam-se a partir da ingestão de gordura saudável.
  • As partículas de LDL de muito pequeno tamanho, as perigosas, são formadas a partir dos hidratos de carbono.
  • Os triglicéridos são o marcador mais importante, quanto mais baixo melhor. Devem estar abaixo de 150, mas abaixo de 100 será óptimo.

 

Açúcar: O verdadeiro demónio da alimentação

Sugar: The real demon in the diet” – Chapter 4 – Book “The great Cholesterol Myth, Why Lowring your Cholesterol Won’t Prevent Heart Disease – And The Statin-Free Plan That Will”.

No capítulo 4 do livro acima referido, os autores do livro referem, logo no início do referido capítulo, o açúcar como o grande perigo para as doenças cardíacas e cardiovasculares, mais do que a gordura alguma vez tenha sido. Aliás, a gordura na nosssa alimentação nunca foi a causa de doenças, o açúcar sim, tem sido e continuará a ser enquanto não for considerado uma substância tóxica para a alimentação humana. As gorduras más são as margarinas, gorduras hidrogenadas, e os óleos vegetais, excepto o azeite, óleo de coco, óleo de palma.

Book _ The Great Cholesterol Myth

 

 

Dieta e doenças coronárias: Para quê culpar a gordura?

 

Aqui vai o índice deste livro sempre actual:

TABLE OF CONTENTS

Introduction

1. What’s so different about sugar?

2. I eat it because I like it.

3. Sugar and other carbohydrates.

4. Where sugar comes from.

5. Is brown sugar better that white sugar?

6. Refined and unrefined.

7. Not only sugar is sweet.

8. Who eats sugar, and how much?

9. Words mean what you want them to mean.

10. Sugar’s calories make you thin – they say.

11. How to eat more calories without eating real food.

12. Can you prove it?

13. Coronary thrombosis, the modern epidemic.

14. Eat sugar and see what happens.

15. Too much blood sugar – or too little.

16. A pain in the middle.

17. A host of diseases.

18. Does sugar accelerate the life process – and death too?

19. How does sugar produce its effects?

20. Should sugar be banned?

21. Attack is the best defense

 

Em 1992, o britânico John Yudkin, autor do livro “Pure, White and Deadly”,  escreveu o seguinte:

“We have to conclude that there is no substancial and convincing evidence that dietary fat or colesterol is a cause of CHD (Coronary Heart Disease). However, this conclusion is not the same as saying that we must abandon altogether the view that diet has nothing to do with causing the disease. There is indeed a dietary item other than fat for which ther is now overwhelming evidence of its involvement in production the disease. This item is sucrose (‘sugar’)”

Em Português: Nós concluímos que não existe uma evidência substancial e convicente que a gordura ou colesterol da alimentação (dieta) é a causa das doenças coronárias. No entanto, esta conclusão não significa dizer que devemos abandonar a visão de que a alimentação (dieta) não tem nada a ver com a causa da doença. Existe na realidade um elemento na nossa alimentação (dieta), outro que não a gordura, para o qual temos uma esmagadora evidência que provoca este tipo de doença. E este elemento é o AÇÚCAR.

Desde sempre, o professor Yudkin apontou o dedo ao açúcar como causa das doenças coronárias. Desde sempre inocentou a gordura, mas o lobby do açúcar foi mais forte e mais poderoso. Nos anos 70 os produtores de açúcar nos EUA, contrataram as melhores firmas de relações públicas, financiaram médicos, nutricionistas e outros investigadores para defenderem a açúcar como alimento, quando na realidade o açúcar ou os açúcares devem ser considerados substâncias tóxicas e impróprias para consumo humano.

Fonte: Diet and coronary heart disease: why blame fat?

O açúcar ou mais precisamente os açúcares têm sido a nossa desgraça.

Veja-se na figura abaixo a relação entre o aumento do consumo de açúcar e o aumento da obesidade e diabetes. A relação não está feita com doenças coronárias, mas não é, no entanto desprezível das doenças coronárias terem grande incidência junto dos diabéticos e obesos.

O mito do colesterol continua

No dia 13 de Junho de 2008, o veterano jornalista da NBC, Tim Russert, morreu de ataque cardíaco. Tinha 58 anos de idade e seu médico assistente prescrevera-lhe “statins”, ou seja, os medicamentos para baixar o colesterol, embora o seu colesterol até fosse normal. A medida era preventiva. Segundo o jornal NewYorkTimes, o jornalista também tomava medicamentos para a tensão arterial e fazia exercício de bicicleta.

Este triste acontecimento faz-nos reflectir, precisamente porque muitas outras pessoas estão em situação semelhante, tomando medicamentos para a tensão alta, para o colesterol e até fazendo algum exercício.

No entanto, é conveniente analisarmos alguns dados. O LDL do malogrado não era alto, nem o colesterol total. A proteína C-reativa era normal, sendo esta um marcador de processos inflamatórios. O seu HDL era baixo e os triglicéridos eram altos, além de ser obeso. O seu perfil lipídico era o seguinte: LDL: 68, HDL: 37, Colesterol total:105, triglicéridos 300!.

Ora um HDL baixo, triglicéridos altos e obesidade, são os marcadores de uma dieta alta em hidratos de carbono (açúcares, incluindo a fruta) e baixa em gordura. Não é de todo possível baixar os triglicéridos sem reduzir drasticamente os hidratos de carbono, incluindo a fruta e o álcool, e não é possível aumentar o HDL sem aumentar a ingestão de gordura. Tendo em atenção que as gorduras a evitar são as margarinas, ou gorduras hidrogenadas e os óleos vegetais. A excepção vai para o azeite e óleo de coco. Os óleos vegetais são maus por se oxidarem com facilidade e serem ricos em omega-6, em lugar de omega-3 que tem, entre outros, um efeito anti-inflamatório.

Devemos procurar manter os triglicéridos abaixo de 100mg/dL e o rácio, ou seja, a divisão entre  os triglicéridos e o HDL deve ser igual ou inferior a 1. Mais uma vez, para atingir estes valores e rácio, temos que cortar nos hidratos de carbono e ingerir gordura saudável.

O caso deste jornalista é um grande exemplo da ineficácia dos medicamentos para baixar o colesterol, sendo até perigosos. Os “statins”, em português estantinas, está provado que activam o gene chamado “atrogin-1”, um gene que é anormal ser activado e que prejudica directamente os músculos. Reduz a eficácia dos mesmos no exercício, não esquecendo que o coração é um músculo. Ou seja, diminuem a eficácia do coração, enfraquecem-no. Os “statins” também diminuem a produção da “coenzyme Q10”, substância vital para o funcionamento cardíaco e de todas as outras células, pois é essencial na produção de energia por parte destas. Sem esta substância a geração de energia está comprometida.

Alguns números sobre a saúde dos Americanos

·         Aproximadamente 60 milhões de Americanos (20%) têm o síndrome de intestino irritável ou problemas digestivos crónicos.

·         Aproximadamente 120 milhões (40%) têm “heartburn”. Ou seja, refluxo gástrico. O ácido do estômago sobe para o esófago queimando as paredes do mesmo.

·         Entre 30 e 60 milhões (10% e 20%) têm fadiga severa.

·         Aproximadamente 15 milhões (5% incluindo 10% de todas as crianças) têm eczemas, 10 milhões têm dermatites e 5,5 milhões têm psoríase.

·         Aproximadamente 4 milhões (1,5%) têm fibromialgia.

·         Aproximadamente 30 milhões (10%) sofrem de depressão

·         Aproximadamente 45 milhões (15%) têm dores de cabeça e 28 milhões (9%) têm enxaquecas.

·         Aproximadamente 37 milhões (12%) têm artrite.

·         Aproximadamente 39 milhões (13%) sofrem de sinusites crónicas.

·         Aproximadamente 16 milhões (5%) têm diabetes.

·         Aproximadamente 12 milhões (4%) têm bronquites crónicas.

·         Aproximadamente 17 milhões (5,5%) têm asma.

·         Aproximadamente 61 milhões (20%) têm doenças cardiovasculares.

·         E a lista continua.

Quais as possíveis causas? Será genético? Não será certamente. Hoje nos EUA vivem populações de todas as origens e todas padecem destas maleitas.

Mas outros números podem dar luz à explicação:

·         Os EUA têm o maior consumo per-capita de açúcar

·         Os EUA têm o maior consumo per-capita de trigo.

·         Os EUA estão bem posicionados na tabela dos consumidores de leite e seus derivados.

Será este um problema unicamente americano?

Não, pois todos os povos têm-se vindo a deliciar com as coca-colas, com as batatas fritas dos McDonalds.

Estes são dois exemplos do que temos copiado dos EUA, e com estes as respectivas maleitas.

O consumo per-capita de açúcar e cereais (trigo principalmente) não tem aumentado em todos os países? É claro que sim. E com este consumo, as respectivas maleitas.

A propósito: saberá que  as batatas fritas do McDonalds não criam bolor? Nem os fungos as querem. Curioso!

O açúcar no sangue é mais importante que o colesterol, incluindo o LDL

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Um estudo feito pelo EPIC (European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition) veio mostrar existir uma relação entre o nível de açúcar no sangue e as doenças cardiovasculares. Este pequeno gráfico feito com base em dados do EPIC, mostra uma associação, … Continue reading

Obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardivasculares, Alzheimer’s

Todas estas doenças, cuja a lista não termina aqui são consideradas doenças da modernidade. Será que os nossos antepassados de há mais de 10.000 anos, antes da agricultura, sofriam destas doenças? A resposta é não!

Qualquer umas destas doenças é reconhecida como sendo uma doença do metabolismo e inflamação. Alguma coisa na nossa vida moderna está a perturbar os nossos sistemas internos cuja a evolução humana nos deixou. Anos de evolução humana estão agora a ser destruídos por um tipo de substância que se tem tornando cada vez mais prevalecente na nossa alimentação. A resposta está no açúcar ou nos açucares, e de uma forma geral o peso dos hidratos de carbono na nossa alimentação com o açúcar à cabeça.

Consumo de fruta, tensão alta e obesidade

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Durante anos tem sido dito que o sal é um dos maiores promotores da tensão alta.

E se lhe disser agora que é o açúcar? O açúcar o pozinho branco ou castanho, no caso do mascavado, que pomos nos bolos, cafés, refrigerantes, etc. Esse pozinho branco é constituído por glicose e frutose. Este açúcar, frutose, é o açúcar das frutas.

De que forma a frutose contribui para a tensão alta?

Primeiro a frutose aumenta os níveis de triglicéridos, e diminui o colesterol HDL, o chamado colesterol bom. Os triglicéridos altos aumentam a tensão. Mas o mais importante factor está no aumento dos níveis de ácido úrico. Ou seja, se tem ácido úrico elevado, deixe de comer fruta. O ácido úrico elevado interfere de forma negativa na síntese do óxido nítrico. Este óxido nítrico é necessário para estabilizar a tensão. Com baixos níveis deste óxido a tensão sobe. Sem este óxido os vasos sanguíneos tornam-se mais rígidos, obrigando a que a tensão seja elevado para o sangue chegar a todos os órgãos. Quando os vasos sanguíneos estão mais rígidos significa que estão menos capazes de impulsionar o sangue através deles próprios e como perderam essa capacidade é necessário que a tensão seja alta para chegar a todos os órgãos.

Outra forma da frutose interferir na tensão alta é através dos níveis elevados de insulina que se verificam com a ingestão de frutose e outros açucares. Os níveis elevados de insulina promovem a retensão de líquidos. Há um bloqueio nos rins e que leva à hipertensão. Este bloqueio leva ao acumulo dos produtos do sal, daí pensar-se que problema está na ingestão de sal.

Aos serviços de saúde, médicos e hospitais, têm chegado cada vez mais casos de fígado gordo não alcoólico. Ou seja, temos um individuo com fígado gordo e não consome álcool. A que se deve? Não será por causa do consumo de fruta. Pois a frutose é metabolizada de forma semelhante ao álcool. Mais uma razão para cortar na fruta.

Em conclusão : Comer uma peça de fruta ou porção por dia, seis morangos por exemplo, e escolher unicamente as frutas de baixo índice glicémico. Mas se quiser perder peso então é melhor cortar totalmente a fruta até atingir o peso desejado. A partir daí, comer uma peça de fruta por dia e de baixo índice glicémico.

Não fuja do sal, pois este é necessário, especialmente se for de origem marinha e o mais natural possível. Fuja do açúcar, incluindo o da fruta, a frutose.

 Nota: Nas imagens abaixo aparece HFCS – high fructose corn syrup, que é xarope de milho. Usado como adoçante em muitos alimentos. É pura frutose e começou a ser usado nos anos 70 por ser mais barato que o próprio açúcar, mas acaba por ser um verdadeiro veneno.

 

 

Será o colesterol o verdadeiro vilão?

Será o colesterol o verdadeiro vilão?

Em Julho de 2002 o jornalista cientifico Gary Taubes escreveu um artigo no New York Times que colocou a comunidade médica americana em polvorosa. O título do artigo “What if it’s All Been a Big Fat Lie?”. O primeiro parágrafo do artigo foi o seguinte: “If the members of Americam medial establishment were to have a collective find-yourselfstanding- naked-in-Times-Square-type nightmare, this might be it. They spend 30 years ridiculing Robert Atknis, author of the phenomenally-best-selling “Dr.Atkins’Diet Revolution” and “Dr.Atkins’New Diet Revolution”, accusing the Manhattan doctor of quackery and fraud, only to discover that the unrepentant Atkins was right all along. Or maybe it’s this: they find that their very own dietary recommendations – eat less fat and more carbohydrates – ar the cause of the rampaging epidemic of obesity in America. Or, just possibly this: they find out both of the are true”. O resto do artigo continua neste sentido. Mais tarde, em 2007 o mesmo Gary Taubes escreveu o livro “Good Calories, Bad Calories”. Tornou-se num bestseller e em dezembro de 2010 escreveu uma versão mais simplificada do livro anterior com o título “Why We Get Fat and What do about it”. Mais recentemente, em Abril de 2011, voltou a escrever um artigo no New York Times com o título “Is sugar Toxic?”.

Gary Taubes é um jornalista cientifico premiado e é hoje convidado para falar em escolas médicas americanas. Ao longo de tudo o que escreveu, este jornalista procurou demonstrar porque se criou uma fobia ao consumo de gordura e o erro em substituir a mesma por hidratos de carbono. Mas vamos a alguns factos.

Os egípcios dominavam a técnica da mumificação. Alguns investigadores realizaram TACs em 44 múmias, encontrando em mais de metade restos de cálcio resultante da Aterosclerose (nos ateromas também se vai depositando cálcio). Os ateromas são manifestações de aterosclerose e consistem em placas de lípidos e tecido fibroso que se formam nas paredes dos vasos sanguíneos, levando às doenças cardíacas. E se artéria, aonde se formam estas placas, for uma que irriga o cérebro, então pode conduzir a um AVC. Os investigadores ficaram surpreendidos pelo achado, considerando que os egípcios não fumavam, e eram conhecidos pela sua dieta primariamente de fruta, vegetais e grãos, com pequenas quantidades de carne magra. Poderemos até afirmar que se alimentavam de acordo com a pirâmide ou roda dos alimentos que nos é ensinada. Os grãos moídos seriam mais integrais que os dos nossos dias dada a maquinaria da época para os moer. Então porque terão desenvolvido doenças cardíacas? Faziam uma dieta alta em hidratos de carbono que os levava à obesidade, inflamação e resistência insulínica. A resistência insulínica leva aos diabetes do tipo 2.

Durante a guerra da Coreia nos anos cinquenta os patologistas fizeram autópsias a soldados de ambos os lados, americanos e coreanos. Nos americanos que até eram nalguns casos bastante jovens foram encontrados princípios de ateromas, enquanto os coreanos não os apresentavam. A conclusão tirada na altura pelos patologistas americanos foi que os soldados coreanos não tinham tais indícios porque consumiam menos gordura que os americanos.

Nos anos 50 tinha começado a fobia à gordura e acusação de que era esta a responsável pelo aumento de doenças cardíacas entre os americanos. É certo que havia um significativo diferencial no consumo de gordura entre os dois lados, mas a diferença mais importante estava no consumo de açúcares. Se análise fosse feita sobre o consumo de açúcares a acumulação de placas (ateromas) nos vasos dos soldados americanos também se justificaria. Ainda nos anos 50, uma personalidade importantíssima americana teve o seu primeiro ataque cardíaco, nada menos que o presidente americano Eisenhower. Nessa altura, em 1957, um dos grandes defensores do consumo de hidratos de carbono em detrimento de gordura, o cientista americano Ancel Keys da Universidade do Minnesota, surgiu com a sua explicação para o caso e que se tornou convincente ao longo de muitos anos – até aos nosso dias. Segundo Keys, o problema estava no consumo de gordura. Hoje sabe-se que o colesterol do presidente americano era normal na altura, e que este passou o resto da vida a fazer uma dieta de pouca gordura, mas o seu colesterol foi subindo ao longo dos anos, tendo tido outros ataques cardíacos. Na altura não foi dada devida importância ao facto do presidente ser um grande fumador. O fumar promove os estados inflamatórios.

Voltando a Ancel Keys, talvez o grande responsável pelo estado da nossa alimentação actual e as suas consequências, este apresentou um estudo de 7 países, no qual mostrava uma clara relação entre o consumo de gordura e as doenças cardíacas. Na parte inferior da curva (gráfico) estava o Japão, com poucas doenças cardíacas e pouco consumo de gordura. No topo da curva estavam os Estados Unidos com a situação contrária. Tudo fazia sentido e Ancel Keys chegou ser capa da revista Time. Porém, hoje sabe-se que Keys estudou na realidade 22 países e só apresentou os 7 que corroboravam a tese que defendia, a sua tese. Ora isto até é fraude científica. Mas, se o mesmo Keys no gráfico de 7 países tivesse relacionado as doenças cardíacas com o consumo de açúcares a correlação também se verificaria.

Gráfico Apresentado por Ancel Keys 

 Gráfico com os 22 países

Nos últimos anos, o equívoco quanto à gordura da nossa alimentação ser a responsável pelas doenças cardíacas tem-se vindo a desfazer. Muito recentemente o cirurgião cardíaco Dr Dwight Lundell, publicou o livro “The great cholesterol Lie”. Este médico que fez mais de cinco mil cirurgias cardíacas reconhece agora, no seu livro, que o problema das doenças cardíacas não está no colesterol, mas sim no traço comum que encontrou entre todos os pacientes que se deitaram na sua mesa de operações, a inflamação. Os processos inflamatórios são os grandes responsáveis pelos ateromas. E qual será o grande promotor das inflamações? Os açúcares! Começando pela sacarose, maltose, lactose, frutose e todos os outros ‘oses’, mas não deixando de lado outras substâncias tóxicas como o tabaco. Quanto menos colesterol tivermos na nossa alimentação mais o nosso corpo produzirá. O colesterol é essencial para a nossa saúde e inclusivamente contribui para a longevidade. Sem colesterol teremos dificuldade em produzir hormonas essenciais para funcionarmos.

O colesterol faz parte do nosso sistema de defesa. O professor Kenneth Feingold e o seu grupo na Universidade da Califórnia publicaram estudos interessantes. Num deles, baixaram o colesterol LDL em ratos através de drogas e o resultado foi que morreram mais facilmente após a uma injecção com toxinas de uma bactéria. A alta mortalidade não se deveu à droga para baixar o colesterol, porque se dessem uma injecção com lipoproteínas (colesterol) humanas os ratos sobreviveriam. Noutra experiência, investigadores da Holanda injectaram uma bactéria ou as suas toxinas num rato normal e num rato com colesterol elevado. Verificou-se que todos os ratos normais morreram e a maioria dos que tinham colesterol sobreviveram.

A guerra para baixar o colesterol tem gerado receitas de biliões de dólares ($30,000,000,000 por ano) para as farmacêuticas sem que se consiga provar que os “statins”( Zocor, Lipitor e Pravachol, por exemplo), medicamentos para baixar o colesterol, tenham diminuído as doenças cardíacas. Os seus efeitos secundários, esses sim, não podem ser negligenciados, pois estimularam o crescimento de cancros em ratos, destruíram funções musculares, do coração e do cérebro e as mulheres grávidas que tomem “statins” podem dar à luz crianças com malformações. Se retirarmos toda a água do nosso cérebro o que fica é gordura. Ao evitarmos a gordura estamos também a evitar as vitaminas lipossolúveis.

Não será o açúcar ou mais precisamente os vários açúcares os grandes culpados de muitas das nossas doenças actuais? Em 1926 o prémio nobel Dr. Otto Warburg, formulou uma teoria que hoje é usada no rastreio do cancro. Quando se pretende saber qual a extensão das células cancerígenas faz-se um “PET scan”. Neste exame injecta-se um líquido que vai marcar as células cancerígenas. Este líquido tem um componente essencial para descobrir as células malignas, a glicose. Estas células segundo Otto Warburg só conseguem produzir energia e sobreviver a partir da glicose, por fermentação e na ausência de oxigénio. As células sãs, por outro lado conseguem produzir energia através do resultado do metabolismo da gordura ingerida ou da queima da gordura corporal, as cetonas. Se privarmos as células cancerígenas de glicose estas não terão forma de sobreviver. Ou seja, a nossa fonte de energia deveria ser o produto do metabolismo da gordura. É para esta fonte de energia, as cetonas provenientes do metabolismo da gordura, que a “máquina” humana está preparada há centenas de milhares de anos atrás. Durante estes longos anos, o corpo humano teve necessidade de estar preparado para usar a gordura corporal como fonte de energia, pois não era possível caçar com a abundância necessária todos os dias. Na ausência de caça a gordura corporal tinha que ser usada.

No entanto, a nossa alimentação de hoje rica em hidratos de carbono tem impedido que tal aconteça. Se consumirmos hidratos de carbono o nível de insulina nunca baixará o suficiente para que a gordura corporal seja usada como fonte de energia. Enquanto esta hormona estiver alta, o tecido gordo será incapaz de libertar ácidos gordos não esterificados, que seguidamente se transformarão em cetonas, e estas serão uma óptima fonte de energia para todas as células. Por outro lado, a insulina alta terá um outro efeito indesejado, a acumulação de gordura. Esta hormona é responsável pela acumulação de gordura. Tem a capacidade de “abrir” as células introduzindo-lhes glicose resultante da digestão, mas enquanto a glicose estiver alta no sangue, a insulina será responsável por baixar os níveis da mesma. O excesso de glicose torna-se venenoso. Assim o excedente de glicose será “empurrado” pela insulina para o tecido gordo.

Em conclusão tudo devemos fazer para diminuir o nível de insulina. Só há uma forma de o fazer, reduzir os estímulos à sua produção, mais concretamente reduzir os hidratos de carbono que dão origem a glicose, que por sua vez estimula a produção de insulina. Ainda sobre a relação entre o consumo de açucares e os cancros, os seres vivos estão munidos de um mecanismo de morte celular programada, a apoptose. Sempre que uma célula ao ser copiada a partir da original sai em erro, esta célula é programada para morrer, porque pode dar origem a células tumorais. A insulina alta, estimulada pelo consumo de açucares interfere no mecanismo apoptose, ou seja, a morte programada de células potencialmente tumorais deixa de funcionar.

As gorduras más são as hidrogenadas, as margarinas por exemplo. São estas que promovem a inflamação. Os óleos vegetais também devem ser seleccionados com cuidado. Tirando o azeite poucos mais restam. Se usarmos a tradicional banha de porco será sem dúvida uma boa opção. Qualquer alimento embalado que contenha uma gordura hidrogenada (“trans fat”) deve ser evitado. São os processos inflamatórios, a inflamação o grande perigo.

Já todos terão ouvido falar que a aspirina tomada com regularidade tem um efeito benéfico. A explicação dada é que a aspirina torna o sangue mais fluído. Mas a aspirina é também um anti-inflamatório actuando na prevenção dos processos inflamatórios.

Um dos indicadores usados para detectar a eminência de um ataque cardíaco é a análise à proteína C reactiva, um marcador inflamatório, que se encontra sempre elevado aquando deste episódio. Na realidade devíamos verificar com frequência este marcador através de análises ao sangue, de forma a detectarmos processos inflamatórios latentes dos quais muitas vezes nem nos apercebemos, mas que vão promovendo a formação dos ateromas.

Em Janeiro de 2009, o jornal “American Heart Journal” reportou que das 137.000 pessoas admitidas em 500 hospitais nos USA com ataques cardíacos perto de 75% tinham o LDL em níveis normais.

(Rui Valente, Março 2012, contraainsulina@gmail.com)