Meu pequeno almoço (mata bicho ou café da manhã)

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Hoje, dia 2013-06-25 foi:

– Meio abacate

– Um chá de camomila

– 4 gemas de ovos do campo (só as gemas), fritas numa colher de sopa de óleo de coco.

– Uns pedaços (8) de barriga de porco fumada, frita em azeite.

– Um café expresso

 

Esclerose múltipla – Como a doutora Terry Wahls a reverteu

No ano 2000 o seu médico diagnosticou-lhe Esclerose Múltipla Secundária Progressiva (EM), em inglês “secondary progressive multiple sclerosis” , uma doença que lhe começou a roubar independência e bem estar que tanto valorizava. Tinha sido instrutora de Tae Kwondo e corredora de maratonas, a perda de mobilidade era devastadora. Nos quatros anos seguintes passou a ser necessário uma cadeira de rodas reclinável, para conduzir as tarefas diárias.

A Dra Terry Wahls era médica e professora de medicina interna na “University of Iowa”. Depois de um doente com EM passar a usar cadeira de rodas, a possibilidade de voltar a ter mobilidade total é muito remota.

A EM progressivamente inibe a capacidade das células nervosas do cérebro e da espinal medula comunicarem entre si, levando à extrema fatiga, fraqueza muscular, perda de visão e audição, entre outros sintomas.

A expectativa da Dra Wahls voltar a andar por si própria era nula. No entanto, hoje ela não só anda, nada, e anda a cavalo e ainda sorri.

Como médica começou a pesquisar as doenças que afectam o cérebro e encontrou uma ligação comum, a falência mitocondrial. Ou seja, a mitocôndria das células deixa de funcionar, as células deixam de ter energia porque a unidade fornecedora energia das células não está a funcionar.

Como médica teve acesso aos tratamentos mais avançados para a EM. No entanto, a sua investigação continuou. Noite após noite, a sua investigação continuou na bioquímica, fisiologia celular e neuro imunologia. Depois ocorreu-lhe pesquisar vitaminas e suplementos que  ajudassem na progressiva desordem cerebral. Lentamente criou uma lista dos mesmos e começou a tomá-los. A progressão da doença abrandou, mas não o suficiente.

Nos finais de 2007, teve uma importante ideia. E se redesenha-se a sua dieta de forma a receber os importantes nutrientes para o cérebro a partir da sua alimentação diária? Levou algum tempo a desenhar a sua dieta que se traduz na prática à dieta do Paleolítico. Na altura também tinha aprendido acerca da estimulação eléctrica neuromuscular. Em dezembro de 2007 começou um programa progressivo de exercício, estimulação eléctrica muscular e nova alimentação do estilo caçador-recolector ou do Paleolítico. Ao fim de um ano já conseguia andar sem canadianas e até completar 18 milhas de bicicleta.

Segundo a Dra Wahls nestas doenças auto-imunes a predisposição genética tem uma influência de 5% a 30%, o resto depende do ambiente em que vivemos, e para esta variável ambiente a alimentação é determinante.

A dieta seguida pela Dra Wahls é uma dieta do Paleolítico.

                         Pirâmide dos alimentos segundo a dieta do Paleolítico

Fontes:

Site da Dra: http://www.terrywahls.com/