Colesterol – as estatísticas confirmam o mito

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Em Janeiro de 2009 o jornal “American Heart Journal” publicou um estudo que justifica que o colesterol como causa das doenças cardíacas é um mito. Vamos à estatística publicada nesse estudo.

Entre o ano 2000 e 2006 foram recolhidos dados do perfil lipídico, ou seja, os números do colesterol no sangue, de doentes admitidos com emergências cardíacas e cardiovasculares. A recolha foi feita em 541 hospitais dos EUA. Foram admitidos 231.906 doentes, dos quais foi recolhido o perfil lipídico para 136.905.

O espantoso dos números foi que desses 136.905, 75% tinham o colesterol dentro dos limites normais, incluindo o chamado colesterol mau. Com base nestes números aonde está a justificação para que o colesterol seja a causa das doenças cardíacas e cardiovasculares? Não existe, é um mito que vale 30 bilhões de dólares as farmacêuticas em medicamentos para baixar o colesterol.

Por outro lado, os medicamentos para baixar o colesterol não retiram o colesterol do sangue ou alimentação e o colocam nalgum lugar, simplesmente inibem o processo de fabrico de colesterol que ocorre no fígado. Porém, o mais grave desses medicamentos está no facto desse processo que inibem, ser também o processo que produz substâncias essenciais ao funcionamento de alguns órgãos, tais como, os músculos e os neurónios. Muitos são aqueles que sentem fraqueza e dores musculares quando os tomam é o resultado da falta de coenzina Q10, cujo processo de fabrico é inibido por esses medicamentos.

Acusar o colesterol de ser a causa deste tipo de complicações (AVCs, enfartes) é como acusar um bombeiro de ser incendiário só porque está no local do incêndio, mas o bombeiro até lá está para apagar o fogo. O mesmo acontece com o colesterol, que aparece a obstruir as artérias porque o colesterol faz parte do sistema de defesa do nosso corpo e ao existir um processo inflamatório numa artéria, o colesterol desloca-se para tentar resolver a inflamação. É a inflamação que deve ser combatida e o açúcar e os níveis altos de açúcar, incluindo a frutose, que devem ser combatidos.

Em lugar de nos preocuparmos com o colesterol no sangue, devíamo-nos preocupar com os níveis de glicose (glicémia) e com a hemoglobina glicada (Hb A1c). A hemoglobina glicada reflecte os níveis de açúcar no sangue nos últimos 120 dias e é afectada não só pela glicose, mas também pela fructose e o álcool já toda a gente sabe que é mau. A proteína C reactiva também deve ser medida porque reflecte o nível de inflamação, o qual deve ser mantido o mais baixo possível.

Veja abaixo o pdf original do estudo referido anteriormente:

Lipid levels in patients hospitalized with coronary

Em março de 2013 o Jornal da “American Heart Association” publicou um estudo que mostra que a hemoglobina glicada  (Hb1Ac) constitui um risco para doenças cardíacas e cardiovasculares, mesmo em indivíduos não diabéticos, ou seja, o açúcar no sangue não deve ser uma preocupação exclusiva dos diabéticos. O valor deste marcador deve estar abaixo de 5,5% e á medida que aumenta, risco cardíaco também aumenta.

A hemoglobina glicada é formada não só pelos níveis altos de glicose no sangue, mas também pela ingestão de fructose, porque esta molécula é mais propensa a glicar-se com a hemoglobina.

Aqui está o referido estudo:

Hemoglobin A1c is associated With Incresed Risk of Incident Coronary Heart Disease among Apparently Healthy, Nondiabetic Men And Women

Mais uma vez deixem a gordura da alimentação em paz, excepto as gorduras artificiais criadas por processos industriais complexos, como as margarinas, as gorduras hidrogenadas, as esterificadas, e as gorduras de óleos vegetais. As gorduras boas são as de origem animal, o azeite, o óleo de coco e o óleo de palma. Comam manteiga, pois é de origem animal!

FedUp – o documentário que diz à indústria alimentar “Estamos fartos”

Estamos fartos da industria alimentar.

Estamos fartos que nos digam que somos obesos porque somos preguiçosos e não fazemos exercício . A realidade é que 80% dos produtos alimentares vendidos nos EUA têm açúcar adicionado. A mensagem de que somos obesos porque somos preguiçosos é a que convém à indústria alimentar.

Este filme passará a ser exibido nas salas de espectáculo dos EUA a partir do dia nove de maio, da mesmo produtor vencedor de um Oscar, pelo filme “An inconvenient truth”.

A obesidade não é um problema dos EUA é uma pandemia mundial.

 

Equipa da NBA “LA Lakers” na dieta do Paleolítico

La Lakers

Quando o médico Gary Vitti responsável pela saúde dos atletas da equipa profissional da NBA, La Lakers, pretendeu uma fórmula ganhadora, resolveu contratar uma medica conhecida por combinar dietas de muitos baixos hidratos de carbono e a dieta do Paleolítico.

A doutra Cate Shanahan, baseada em Napa, Califórnia, mudou completamente  os hábitos alimentares destes atletas profissionais e assim entraram numa nova era, num novo estilo de alimentação, baixos hidratos de carbono e dieta do Paleolítico.

 De acordo com Kobe Bryant, a estrela da equipa, sente-se muito melhor e com mais energia, sendo um veterano da NBA. Outro atleta, Dwight Howard, que comia diariamente cerca de 23 barras “Hershey”, o que correspondia a uma dose gigantesca de açúcar, passou a ter mais energia constante, sem picos da mesma energia, seguidos de quebra. Os conhecidos “yo-yo” energéticos resultantes do consumo de açúcares.

 Ao contrário do senso comum generalizado, para ter bom rendimento desportivo não é preciso uma carga de hidratos de carbono. Esta equipa da NBA, aonde as coisas são sérias (não se joga a feijões), mudou completamente o seu paradigma alimentar e obteve resultados espectaculares.

 

Meu pequeno almoço (mata bicho ou café da manhã)

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Hoje, dia 2013-06-25 foi:

– Meio abacate

– Um chá de camomila

– 4 gemas de ovos do campo (só as gemas), fritas numa colher de sopa de óleo de coco.

– Uns pedaços (8) de barriga de porco fumada, frita em azeite.

– Um café expresso

 

Será que o exercício físico faz emagrecer?

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Em agosto de 2009 a revista time publicou um artigo com o título “Why Exercise Won’t Make You Thin“. Neste artigo constam alguns números da realidade americana. Assim aqui vão alguns: Mais de 45 milhões de Americanos pertencem a um “Health Club” ou ginásio. Em 1993 eram 23 milhões. Gastam cerca de 19 Bilhões de dólares como membros dos ginásios. Um grande estudo conduzido pelo “Minnesota Heart Survey”, indicou que uma parte dos americanos pelo menos diz fazer exercício regular.

No entanto, apesar destes números sobre a prática de exercício físico, um terço dos americanos são obesos e outro terço têm excesso de peso. É portanto, perfeitamente possível que uma parte dos que vão ao ginásio até pesariam menos se fizessem menos exercício. Mas tal como muita gente, ficam esfomeados depois do exercício e acabam por comer muito mais comparativamente com os dias em que não fazem exercício.

Será então que o exercício não faz emagrecer?

Primeiro, a ideia de que o exercício físico faz emagrecer assenta no principio das calorias e do balanço energético. Esta teoria está errada conforme se pode comprovar neste site na página “Calorias Erradas“.

A forma de exercício mais comum e recomendada é a forma aeróbica. Essencialmente formas de exercício que podem ser mantidas por longos períodos de tempo, nas quais se inclui a caminhada, a corrida (running), o ciclismo (cycling), e a natação (swiming). Através do aumento das calorias queimadas o exercício físico, teoricamente, mesmo só teoricamente, aumenta a perda de peso. Mas na realidade o exercício físico tem um efeito marginal de unicamente 1 Kg perdido. Pode a ciência explicar o que se passa aqui?

Imagine que segue o tão sugerido conselho de fazer exercício aeróbico de 30 minutos, cinco vezes por semana. Estes trinta minutos em jogging queimariam 300 calorias. No entanto, somente sentado a ver televisão queimaríamos cerca de 50 calorias, nos mesmos 30 minutos. Portanto o trabalho adicional de exercício corresponde a 250 calorias adicionais queimadas. Fazendo isto cinco vezes por semana teremos queimado 1250 calorias.

Agora, assumindo que todas as calorias queimadas resultam de gordura. Assumindo esta proveniência, mas não sendo certo. E assumindo ainda que não vai comer mais, ou seja, matém as quantidades e o mesmo tipo de alimentação anterior. Portanto o “input” de energia mantém-se, logo a perda de peso durante uma semana de exercício será de cerca de 140 gramas de gordura ( um terço de libra de peso), já que 453 gramas ( uma libra de peso ) de gordura contém 3,500 calorias, o triplo das 1250 calorias gastas numa semana. Matemática simples mostra um dos problemas fundamentais do exercício físico aeróbico para a perda de peso: simplesmente não queima tantas calorias, como as desejadas. Numa semana queimamos 140 gramas de gordura, correspondentes às 1250 calorias e mais uma vez, assumindo que as calorias têm todas origem em gordura.

Para a perda de peso o exercício físico tem um efeito marginal muito reduzido. Douto de outra forma, se alguém pretenede perder 20 libras de peso em quatro meses, e conseguindo resistir ao aumento de apetite que o exercício provoca, o efeito do exercício seria de mais 2 libras de peso. Em lugar de perder, 20 libras iria perder 22.

Alguns reclamam que algumas calorias serão queimadas também no após exercício. Existe alguma verdade nisto, mas a perda não será significativa. Para uma actividade de intensidade moderada, o metabolismo da gordura nas 24 horas seguintes será o mesmo como se não tivesse havido exercício.

Outra barreira à perda de peso através do exercício físico aeróbico é a fome que o mesmo trás, daí a expressão “fazer exercício para abrir o apetite”. O deficit de calorias induzido pelos 30 minutos de exercício será equivalente a 3 biscoitos digestivos ou a uma caneca de cerveja, algo que pode ser rapidamente ingerido logo após o exercício dada a fome que o mesmo provoca.

Há ainda a considerar que o exercício físico aeróbico prolongado aumenta a hormona cortisol e esta leva à acumulação de gordura na zona abdominal principalmente.

Mais uma vez a chave da perda de peso está na alimentação. É necessário cortar nos hidratos de carbono.

Fonte: Livro do Dr, John Briffa, com título “Escape de diet trap”.

O mito do exercício físico

Jim Fixx, o guru do running morreu em 1984 de ataque cardíaco durante o seu jogging, em Vermont. Tinha 52 anos.  O autor do livro “The complete book of running”, um best-seller editado em 1977, tinha deixado de fumar dois maços de cigarros por dia há 17 anos, e pesava menos 27 kgs, muito aquém do seu peso de 1967 que era de 110 kgs. (Jim Fixx Wikipedia).

Jim Fixx, abraçou o running com a convicção de que o exercício físico, sem fumar, era suficiente para se ser saudável. A autópsia revelou aterosclerose nas coronárias (artérias que irrigam o coração). A primeira das artérias estava bloqueada a 95%, a segunda 85% e terceira 70%.

Em 1986, Kenneth Cooper, outro apologista do exercício e autor de outro best-seller, “Aerobics”, publicou um conjunto de factores de risco que terão contribuído para esta morte, entre os quais a predisposição genética, já que o pai de Jim tinha falecido com 43 anos também de ataque cardíaco. Seria só predisposição genética?

Mais recentemente, a 19 de Março de 2004, aos 51 anos, o inventor da “Power Bar”,uma barra energética à base hidratos de carbono também faleceu de ataque cardíaco. Brian Maxwell também era um corredor de maratonas, tal como Jim. Em 1977, Brian chegou a ser classificado como o número 3 dos maratonistas pelo “World Track and Field News”. A invenção da “PowerBar” surgiu quando o maratonista teve que desistir de uma maratona de 26,2 milhas ao fim de 21 milhas, altura em que o corpo, segundo alguns “experts”, deixa de usar hidratos de carbono e passa a usar tecido muscular, mas na realidade tal só acontece se o corpo não estiver preparado para usar gordura. Mais uma vez, só haverá necessidade de hidratos de carbono no caso do corpo não estar preparado/educado para usar gordura. Veja-se o caso de Tim  Olson que venceu uma  ultramaratona com uma dieta alta em gordura e baixa em hidratos de carbono.

Desde o primeiro livro de Kenneth Cooper, antigo médico da Força Área Americana, o mundo foi progressivamente assimilando a ideia de que para ser saudável era necessário fazer exercício físico. É certo que ser sedentário também não é saudável, mas passar horas no ginásio ou correr maratonas muito menos será. O essencial, o fundamental para ser saudável, é a alimentação. Fazermos a alimentação para a qual a máquina humana está preparada durante anos de evolução, ou seja, a alimentação primal, do paleo, da idade da pedra, ou do homem das cavernas.  A perspectiva evolucionária também se aplica ao exercício físico. Será que os nossos antepassados que viveram há milhares de anos, que eram caçadores recolectores, faziam exercício físico equivalente a maratonas, meias-maratonas, horas diárias no ginásio? Não me parece. Esses antepassados esforçavam-se para caçar, mas não dessa forma extenuante.

Em 1984 o médico Henry A. Solomon, cardiologista que estava na “Cornell University Medical College, escreveu o livro “The Exercise Myth”. O livro continua a ser bastante actual porque:

– O exercício físico não faz perder peso. Ajuda, mas não é fundamental. O fundamental é a alimentação. Veja a explicação neste site em insulina e em calorias erradas. Como exemplo, o meu pai tinha 76 anos em Março de 2011 e pesava 92kgs. Seguiu e segue a dieta indicada neste site e pesa actualmente, em Novembro de 2012, 74kgs. Com 76 anos não foi a fazer exercício físico que perdeu peso. No primeiro mês perdeu 10kgs. A dieta é para sempre e portanto ele contínua.

– O exercício físico não é fundamental para sermos saudáveis. Ajuda, mas o fundamental é a alimentação. Não podemos ser sedentários, bastarão algumas caminhadas diárias de 20 minutos.

Ultramaratona “Western States 100” foi ganha por Tim Olson. Este atleta faz uma dieta baixa em hidratos e alta em gordura

Na foto abaixo está Tim Olson, o vencedor

O curioso desta edição da ultramaratona “Western States 100” é que a mesma foi ganha por um atleta que faz uma dieta baixa em hidratos de carbono e alta em gordura. Cai por terra a ideia generalizada de que é necessário uma carga de hidratos para aguentar as provas endurance. (100 milhas são 160 kms).

Steve Phinney and Jeff Volek, autores do livro ” The Art and Science of Low Carbohydrate Performance”, estiveram presentes para recolher dados sobre os atletas e segundo StevePhinney cada vez mais atletas de endurece optam por uma dieta baixa em hidratos e alta em gordura. Esta opção destina-se a vencer problemas digestivos que ocorrem em eventos desta dimensão de esforço, e para ganhar a prova em grande, como no caso de Tim Olson que retirou 21 minutos ao anterior recorde.

Um atleta numa dieta de baixos hidratos de carbono, “low carb eater”,  e alta em gordura terá menos necessidade de alimentos, porque o seu corpo está melhor adaptado a usar gordura do que aqueles que estão suportados pelos hidratos. Normalmente um atleta de hidratos terá que comer 6000 calorias numa corrida destas e um “low carb eater” necessitará apenas de 2000 calorias.

                          Abaixo: Bacon, o pequeno almoço favorito destes atletas “low carb eater”

Fonte:

http://www.meandmydiabetes.com/2012/08/11/western-states-100-low-carber-wins-ultramarathon-steve-phinney-and-jeff-volek-study/