O que dizem os livros de medicina sobre os hidratos de carbono?

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Páginas 961 e 962 deste livro estudado em todas as escolas médicas pelo mundo inteiro.

Insulin Is a Hormone Associated with Energy Abundance
As we discuss insulin in the next few pages, it will become apparent that insulin
secretion is associated with energy abundance. That is, when there is great abundance of energy-giving foods in the diet, especially
excess amounts of carbohydrates, insulin is
secreted in great quantity. In turn, the insulin plays an
important role in storing the excess energy. In the case
of excess carbohydrates, it causes them to be stored as
glycogen mainly in the liver and muscles. Also, all the
excess carbohydrates that cannot be stored as glycogen
are converted under the stimulus of insulin into
fats and stored in the adipose tissue. In the case of proteins,
insulin has a direct effect in promoting amino
acid uptake by cells and conversion of these amino
acids into protein. In addition, it inhibits the breakdown
of the proteins that are already in the cells.

Páginas 964 e 965

Insulin Promotes Conversion of Excess Glucose into Fatty Acids
and Inhibits Gluconeogenesis in the Liver. When the quantity
of glucose entering the liver cells is more than can
be stored as glycogen or can be used for local hepatocyte
metabolism, insulin promotes the conversion
of all this excess glucose into fatty acids. These fatty
acids are subsequently packaged as triglycerides in  very-low-density lipoproteins and transported in thisform by way of the blood to the adipose tissue anddeposited as fat.

Insulin also inhibits gluconeogenesis. It does this
mainly by decreasing the quantities and activities of
the liver enzymes required for gluconeogenesis.
However, part of the effect is caused by an action
of insulin that decreases the release of amino acids
from muscle and other extrahepatic tissues and in
turn the availability of these necessary precursors
required for gluconeogenesis. This is discussed
further in relation to the effect of insulin on protein
metabolism.

FedUp – o documentário que diz à indústria alimentar “Estamos fartos”

Estamos fartos da industria alimentar.

Estamos fartos que nos digam que somos obesos porque somos preguiçosos e não fazemos exercício . A realidade é que 80% dos produtos alimentares vendidos nos EUA têm açúcar adicionado. A mensagem de que somos obesos porque somos preguiçosos é a que convém à indústria alimentar.

Este filme passará a ser exibido nas salas de espectáculo dos EUA a partir do dia nove de maio, da mesmo produtor vencedor de um Oscar, pelo filme “An inconvenient truth”.

A obesidade não é um problema dos EUA é uma pandemia mundial.

 

A Suécia será a primeira nação ocidental a rejeitar o dogma da gordura na alimentação

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A partir de agora os suecos serão aconselhados pelas autoridades de saúde a fazerem uma dieta alta em gordura e baixa em hidratos de carbono, principalmente açúcar. Não será toda a gordura, mas a saudável, isto é, uitilizarão gordura animal, azeite, óleo de coco e óleo de palma. As outras gorduras de origem vegetal não serão aconselhadas, incluindo as margarinas.

Para quando em Portugal? Quando daqui a uns anos verificarmos que os suecos gastam menos em saúde e são mais saudáveis, então se calhar alguém dirá: “Deve ser porque não comem açúcar”. Pois até lá, continuamos uns pontos atrás.

Fonte:

http://healthimpactnews.com/2013/sweden-becomes-first-western-nation-to-reject-low-fat-diet-dogma-in-favor-of-low-carb-high-fat-nutrition/

Diabetes Expert: Bread is a Bag of Glucose!

Jim Mann

Jim Mann um especialista em dietas para diabéticos disse em setembro último que o pão era um saco de glicose.

Esta frase foi proferida em Barcelona durante uma conferência internacional sobre diabetes.

São boas noticias porque o professor Jim Mann foi um dos conselheiros por detrás das orientações europeias para o consumo de hidratos de carbono na diéta dos diabéticos. Agora, com esta sentença, invalida o consumo de pão por parte dos diabéticos, sendo o pão e os cereais uma das maiores fontes de hidratos de carbono.

Portanto, diabéticos e não só, não consumam pão ou cereais, são sacos de açúcar.

 

Definindo Obesidade

Segundo o Dr Ron Rosedale (http://drrosedale.com/), a Obesiadde é preço que pagamos para manter o níveis de açúcar baixos no sangue.

 O que isto significa?

Quando comemos hidratos de carbono, os níveis de açúcar sobem acima do tolerado pelo nosso corpo. Baixar o açúcar no sangue passa a ser uma necessidade imperiosa, e então produzimos insulina, não só para alimentar as células, mas também para transformar o excesso de açúcar, aquele que já não pode ser recebido pelas células, em gordura e de seguida armazenado no tecido gordo.

Quem é o culpado? O açúcar!

Book - Fat Switch

“It seems like every time I study an ilness and trace  path to the first cause, I find my way back to sugar”.

Em português: “Parece-me que sempre que estudo uma doença e o caminho para a sua causa primária, eu encontro o meu caminho de retorno ao açúcar”.

Esta frase foi proferida pelo médico Richard J. Johnson, professor na escola médica da universidade do Colorado e chefe da Divisão de Doenças Renais e Hipertensão. Segundo este médico, o açúcar está sempre no caminho das doenças por ele investigadas.

No seu mais recente livro, “The Fat Switch” expõe a ideia, resultante do trabalho de investigação seu e da sua equipa, de que os seres humanos estão equipados com uma espécie de interruptor que se liga para passarmos a acumular gordura.

Historicamente, a maioria de nós julga que acumulamos porque a cultura e civilização ocidental nos encoraja a comermos grandes quantidades de comida e fazermos menos exercício físico. Com base nesta ideia devemo-nos culpar por maus hábitos, comer demasiado e exercitar pouco. No entanto, com base no trabalho do Dr. Richard Johnson, a obesidade é despoletada por um interruptor que é ligado no nosso metabolismo e nos leva a comer mais e exercitar menos.

No origem desta ideia está a investigação feita como especialista em doenças renais e hipertensão. Como é sabido, a causa primária da hipertensão está na dificuldade dos rins excretarem sal.  No resultado da investigação concluíram que o problema estava no defeito existente nos pequenos vasos sanguíneos dos rins. Mas a questão é: o que pode ser a causa deste defeito?

Descobriram então que o maior contributo para esse defeito vinha do ácido úrico. Os níveis elevados do ácido úrico vão danificando os pequenos vasos sanguíneos dos rins e a longo prazo estes vão tendo mais dificuldade em excretar sal, levando a uma das causas da hipertensão. O que levaria aos níveis elevados de ácido úrico? A fructose, que está presente no açúcar comum, na fruta, nos refrigerantes, e hoje em ainda dia, nos alimentos menos insuspeitos de conterem açúcar, bastar olhar com atenção para as etiquetas dos alimentos processados ou industrializados.

O Dr Richard Johnson e a sua equipa de investigação não só encontraram que a fructose leva ao aumento da pressão sanguínea, mas também a outras consequências da síndrome metabólica. Quando esta equipa de investigadores baixou o ácido úrico em animais alimentados com fructose, não só foi possível baixar a pressão sanguínea (tensão arterial), mas também outras características da síndrome metabólica.

Efectivamente a fructose é um dos mais marcados componentes da alimentação do estilo ocidental,  estando presente no açúcar comum, a sacarose, no xarope de milho, e na fruta que insistentemente nos dizem que devemos comer, pois é natural, fresca, tem antioxidantes. Pois é, mas tem fructose!

Os recentes estudos desta equipa mostraram que a forma principal com que o a fructose aumenta a acumulação de gordura é através do aumento do ácido úrico dentro das células. Não na corrente sanguínea, mas precisamente dentro das próprias células. Por exemplo, no fígado é possível ver a forma como a fructose leva ao fígado gordo, através pelo ácido úrico.

O ácido úrico, actua dentro da fonte de energia das células, a “power station”, ou seja, a mitocôndria, ao mesmo tempo que bloqueia a capacidade desta processar gordura, reduz a libertação de energia. Quando as células têm menos energia, comunica ao cérebro para comer mais. Ao mesmo tempo, a impossibilidade de processar gordura, leva então ao fígado gordo

Entre os animais, o peso é altamente regulado. Eles ganham peso para sobreviverem nos períodos de fome ou escassez de alimentos. Quando pretendem acumular gordura para estes tempos difíceis, os animais desenvolvem um fígado gordo, aumentam a gordura no abdómen e tornam-se resistentes à insulina. Sendo assim, desenvolvem as características da síndrome metabólica.

Claramente, o que chamamos síndrome metabólica é uma forma de gordura acumulada. A diferença é que nos humanos estes continuam a acumular gordura, enquanto que os animais desligam o interruptor acumulação para passarem a libertar gordura ou usá-la e o vão fazendo ciclicamente.

O ácido úrico é pois o sinal para acumular gordura e este é elevado pela fructose.

Há 15 milhões de anos houve uma mutação genética que nós humanos herdamos e que faz com que a fructose desencadeie a acumulação de gordura, preparando-nos para períodos de fome ou escassez de alimentos. Esta mutação faz parte do nosso “kit” de sobrevivência. Através desta mutação temos a possibilidade de aumentar o ácido úrico, em resposta à fruta (fructose), e assim acumular gordura.

No entanto, o açúcar (fructose) não era abundante no passado, tendo sido introduzido gradualmente na sociedade, havendo mais fructose disponível hoje em dia que em qualquer outra época.

Existem outros alimentos também capazes de acionar este interruptor, como por exemplo, os alimentos “umami” ou com gosto “savory”, molhos e marisco. Todos os alimentos, para além da fructose, que aumentem o ácido úrico, podem acionar o dito interruptor. No entanto, a cerveja será o grande culpado depois do açúcar.

Depois de ligado o interruptor de acumulação de gordura todos os hidratos de carbono ficam em condições para a se tornarem facilmente em gordura.

O livro “Fat Switch” insiste na relação fructose/ácido úrico como sendo o interruptor para o mecanismo de acumulação de gordura. A ideia é controversa, mas existem dados, suporte histórico no livro, antropologia e biologia celular que em conjunto dão suporte a ideia expressa no livro,

Em 1953 a obesidade era tratada sem restrição calórica, mas com grande redução de hidratos de carbono

De acordo com o “The Journal of Clinical Nutrition” publicado em Julho-Agosto de 1953, o tratamento da obesidade seria feito sucesso através de uma dieta sem restrição calórica, ou seja sem reduzir a quantidade de alimentos, mas reduzindo ou mesmo retirando de todo os hidratos de carbono.

The Jornal Of Clinial Nutrition – July-August – 1953

Sumário do artigo: A restrição de hidratos de carbono, só por si, parece possível no tratamento com sucesso da obesidade, sem restrição calórica e composta essencialmente por gordura e proteína. A limitação do factor apetite, necessário em qualquer tratamento da obesidade, parece ser possível através da mobilização e utilização da gordura, em conjunto com as forças homeoestáticas que normalmente regulam o apetite. A “ketogensis” ou cetogenesis em português, parece se o factor cahve para promover a mobilização e utilização de gordura. O tratamento da obesidade por este método evita a redução no metabolismo que ocorre nas dietas de restrição calórica.

D. Manuel I, rei de Portugal e as prendas doces para o papa Leo X

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Por ocasião da festa de coroação do papa Leo X, o rei de Portugal, D.Manuel I (1469-1521), enviou várias oferendas. Além do já conhecido elefante jovem e albino, de nome Hanno, foram também oferecidas esfinges em tamanho real do papa e dos cardeais, feitas em acúcar.

Naquele tempo o açúcar era um bem luxuoso e só os ricos e a realeza tinham acesso ao mesmo. Portugal era na altura um dos produtores europeus senão o maior, com produções na Madeira, Açores e São Tomé.

Ao longo dos séculos o açúcar passou a estar ao alcance de todos e com ele decimaram-se as doenças do açúcar, aonde se conta a “gota”.

O papa tinha uma vida luxuriosa, era guloso, obeso e sofria de “gota”.

Alias, naqueles tempos ser obeso e ter “gota” eram maleitas dos abastados com acesso ao açúcar.

 E se oferecia veneno ao papa!

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O México é agora a nação mais obesa do mundo. Ganhou o título aos EUA, infelizmente para os mexicanos

 

O México passou a ser a nação mais obesa do mundo ganhando o título aos EUA.

No México bebem 225 litros de coca-cola por ano e por pessoa. Enfim, os produtores de refrigerantes deviam sentar-se no banco dos réus por serem os primeiros responsáveis da obesidade.

Os 225 litros de coca-cola é uma média, porque deve haver mexicanos a beberem muito mais. É o problema das médias, Se o Bill Gates entrar num restaurante, em média, os clientes presentes passam a ser milionários.

Fonte: http://www.smigroup.it/smi/repository_new/doc/ARCA_UK.pdf

Curiosidade: sabe a origem da palavra inglesa “banting”?

Para começo sugiro que use o tradutor do Google e verifique o significado da palavra “banting”.

O tradutor da Google indicará “regime para emagrecer”.

A história é do século XIX, por volta de 1862 na Inglaterra Vitoriana.

No ano de 1862 vivia um carpinteiro inglês, dono do seu próprio negócio, que era obeso. A obesidade apoquentava-o. Nesse ano o nosso carpinteiro pesava 92 kg, medindo 1,65 m. Como a obesidade o incomodava fazia tudo o que lhe era sugerido para emagrecer. Assim, fez banhos turcos, banhos escoceses e até comprou um barco para remar todos os dias 2 horas. Depois do exercício de remo, um amigo disse-lhe que estava a ficar bastante entroncado, mas não perdia peso. Todas estas tentativas para perder peso tinham um resultado reduzido, cerca de 2,7 kg no máximo.

O auge da aflição de obeso foi atingido quando já não conseguia apertar os sapatos.

Entretanto começou a ficar surdo e consultou um médico de grande reputação na altura, o Dr. William Harvey. Este tinha estado a lições doutro médico da altura, mas desta vez francês, o Dr. Claud Bernard. O francês detinha grande conhecimento do metabolismo do fígado e transmitiu ao Harvey.

Na consulta, o médico Harvey disse ao carpinteiro que a razão da surdez era a obesidade. A relação entre obesidade e surdez não interessa para a história, mas a indicação para o carpinteiro foi: “tem que emagrecer”. Para quem já tinha tentado tudo, foi um desalento. No entanto, o William Harvey garantiu-lhe que iria emagrecer se cumprisse a dieta que lhe iria prescrever. Esta dieta, não era mais que um corte drástico nas fontes de hidratos de carbono. O pão, manteiga (estranhamente manteiga), leite, açúcar, cerveja e batatas que tinham sido inocentemente elementos da sua subsistência foram retirados. Todas as fontes de amido e sacarina também foram retirados.

Em 1862 o carpinteiro tinha então 92 kg, seguindo esta dieta de baixos hidratos de carbono, perdeu 20 kg num ano e fez um registo meticuloso das suas pesagens ao longo do ano. O resultado foi tão impressionante que resolveu escrever um pequeno livro (panfleto) às suas próprias expensas. A ideia do livro era partilhar com todos os obesos uma solução que tinha resultado com ele.

O livro teve bastante êxito, chegando a 4 edições e a Amazon ainda o vende hoje em dia. O referido livro tem o título: Letter on Corpulence, Addressed to the Public”.

O nosso carpinteiro chamava-se William Banting. O seu apelido entrou como vocábulo na língua inglesa, mas o seu conhecimento , infelizmente perdeu-se ao longo dos anos.

No século XIX uma dieta de baixos hidratos de carbono teve um êxito enorme para quê procurarmos outras soluções? Chá verde? Cremes adelgaçantes? Lipoaspiração? Óleo de coco? Café verde? “Raspberries Ketones” ou cetonas de framboesas?

A segunda parte da história, desta vez mais curta, está na invenção da insulina, feita por Frederick Banting, que era um parente afastado do William Banting, sendo a insulina a “master” hormona no mecanismo de acumulação de gordura, conforme pode verificar na página insulina deste blog.

                                                               William Banting

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Meu pequeno almoço (mata bicho ou café da manhã)

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Hoje, dia 2013-06-25 foi:

– Meio abacate

– Um chá de camomila

– 4 gemas de ovos do campo (só as gemas), fritas numa colher de sopa de óleo de coco.

– Uns pedaços (8) de barriga de porco fumada, frita em azeite.

– Um café expresso

 

Atenção à fructose – Ressonâncias Magnéticas ao Cérebro revelaram o efeito perigoso da fructose (açúcar da fruta)

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Investigadores da Universidade de Yale nos EUA publicaram um estudo na revista JAMA (Journal of the medical association) onde confirmaram através de imagens de resssonância magnética as alterações induzidas no cérebro resultantes do efeito da fructose. Este açúcar simples, presente na fruta, no mel e no açúcar vulgar (“table sugar”), desencadeia alterações no cérebro que levam ao “overeating” , ou seja, excesso de apetite e consequentemente comer demais, e continuar a ter fome. Estas alterações não se verificam quando o açúcar simples em causa é a glicose.

Depois dos individuos envolvidos no estudo beberem uma bebida com fructose o cérebro não registou o efeito de satisfação ou saciedade da forma como mostra quando o açúcar em causa é a glicose. Daí, muitos especialistas afirmarem que é a fructose a maior causa da obesidade crescente.

O aumento do consumo de fructose está em paralelo com o aumento da obesidade e as dietas altas em fructose promovem o aumento de peso e a resistência insulínica. A ingestão de fructose promove reduzida circulação das hormonas da saciedade, quando comparada com a glicose.

O açúcar vulgar é metade glicose e metade fructose. É nesta molécula que reside a maior perigosidade, mas também é a que o torna doce. Por outro lado, o xarope de milho “high fructose corn syrup”, muito usado pela indústria alimentar, refrigerantes e gasosas principalmente, tem uma quantidade superior de fructose, daí o seu efeito devastador.

As imagens de ressonância magnética mostraram o desligar de actividade ou supressão de actividade cerebral nas zonas criticas da recompensa e desejo de comida quando o açúcar em causa é a glicose. O mesmo não acontece com a fructose. Esta não consegue parar a actividade de desejo recompensa e desejo de comida.

A fructose inibe também a secreção da hormona leptina, a que diz ao cérebro “estou cheio”.

O efeito da fructose, quando ingerida com a fruta será atenuado pela presença da fibra da fruta. O problema é que a fructose sem fibra está presente nos alimentos menos suspeitos. Porque será que o pão leva açúcar e consequentemente fructose? Porque será que há carnes processadas, fiambre, e outros que levam açúcar? Mas a pior situação estará nos refrigerantes, sumos, bolos, bolachas e chocolates.

 

Rainha egípcia Hatshepsut era obesa, diabética e possivelmente morreu de cancro

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A análise da múmia da rainha Hatsheput que reinou no Egipto no século XV A.C., revelou que a mesma era obesa, tinha diabetes e possivelmente morreu de cancro.

Outras doenças encontradas foram cáries e abcessos.

A importância desta descoberta prende-se com a comparação que podemos fazer com os dias de hoje:

 – No Egipto antigo não havia fast-food. Não havia televisão ou consola de jogos para promover a falta de actividade física.

O que haveria então de comum com os dias de hoje?

        – A realeza, os ricos do Egipto, tinham acesso ao mel. Produto raro e caro para a época, mas rico em açúcares. Hoje os açúcares estão em todo lado e a acessíveis a todos.

       – Os Egípcios foram dos primeiros povos a viver e a alimentarem-se de produtos agrícolas, nomeadamente cereais que na altura até eram integrais, pois a maquinaria não permitia fazer farinhas refinadas.

       Hoje em dia, também comemos cereais e bastante produtos agrícolas, ou seja, hidratos de carbono, alimentos que se transformam em açucares depois de digeridos. Portanto, outro traço comum com os dias de hoje está na carga, na quantidade de hidratos de carbono, que fazem parte da nossa alimentação e também da dos Egípcios.

       A agricultura do Egipto era até mais orgânica do aquela que procuramos nos dias de hoje.

       Os Egípcios, bebiam leite e consumiam derivados do leite, tal como nós o fazemos hoje em dia.

Em resumo: os Egípcios sofreram as mesmas maleitas que temos nos dias de hoje, pela mesma razão que nós sofremos. Os açúcares, os hidratos de carbono, a alimentação essencialmente baseada nos produtos agrícolas. Pouca ou nenhuma carne. Pouca gordura de origem animal. Uma alimentação longe da de um caçador recolector, aquela para a qual a “máquina” humana está preparada.

 

 

Açúcar: O verdadeiro demónio da alimentação

Sugar: The real demon in the diet” – Chapter 4 – Book “The great Cholesterol Myth, Why Lowring your Cholesterol Won’t Prevent Heart Disease – And The Statin-Free Plan That Will”.

No capítulo 4 do livro acima referido, os autores do livro referem, logo no início do referido capítulo, o açúcar como o grande perigo para as doenças cardíacas e cardiovasculares, mais do que a gordura alguma vez tenha sido. Aliás, a gordura na nosssa alimentação nunca foi a causa de doenças, o açúcar sim, tem sido e continuará a ser enquanto não for considerado uma substância tóxica para a alimentação humana. As gorduras más são as margarinas, gorduras hidrogenadas, e os óleos vegetais, excepto o azeite, óleo de coco, óleo de palma.

Book _ The Great Cholesterol Myth

 

 

A pandemia de obesidade é resultado de alterações bioquímicas

Segundo Robert Lustig, médico endocrinologista, no seu livro “Fat Chance: Beating the odds against sugar, Processed Food, Obesity, and Disease”, página 30:

A pandemia de obesidade é devida a nossas alterações bioquímicas, que resultam do nosso ambiente alterado”

Os nossos comportamentos são secundários e são moldados pela nossa bioquímica. Em resumo: o ambiente alterado, no qual constam os alimentos açucarados, alteram a nossa bioquímica e a partir daí passamos a estar obesos. Essa alteração bioquímica cria-nos dependência do açúcar, coloca-nos num estado de esfomeados e então passamos a ser uns glutões, mas primeiro há uma alteração bioquímica vinda do ambiente (alimentação).

 

Deixe os cereais, trigo principalmente, e perderá peso, principalmente a barriga

 

Numa memorável presença no progrma Dr. Oz show, o médico William Davis, autor do livro Wheat Belly, explicou como o trigo causa dependência e consegue fazer subir os níveis de açúcar no sangue mais do que uma “candy bar” ou barra de chocalate.

A presença é memorável porque o Dr. OZ sempre aconselhou o consumo de cereais integrais, porém, fez uma experiência que é mostrada neste show e verificou-se efectivamenete uma subida maior dos níveis de açúcar no sanague depois de comer uma fatia de pão integral, do que quando se comia uma barra de chocolate.

O Dr. William Davis é agora também um adepto da dieta do Paleolítico e o seu livro serviu de base para a escrita desta página sobre cereais.

 

Será que o exercício físico faz emagrecer?

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Em agosto de 2009 a revista time publicou um artigo com o título “Why Exercise Won’t Make You Thin“. Neste artigo constam alguns números da realidade americana. Assim aqui vão alguns: Mais de 45 milhões de Americanos pertencem a um “Health Club” ou ginásio. Em 1993 eram 23 milhões. Gastam cerca de 19 Bilhões de dólares como membros dos ginásios. Um grande estudo conduzido pelo “Minnesota Heart Survey”, indicou que uma parte dos americanos pelo menos diz fazer exercício regular.

No entanto, apesar destes números sobre a prática de exercício físico, um terço dos americanos são obesos e outro terço têm excesso de peso. É portanto, perfeitamente possível que uma parte dos que vão ao ginásio até pesariam menos se fizessem menos exercício. Mas tal como muita gente, ficam esfomeados depois do exercício e acabam por comer muito mais comparativamente com os dias em que não fazem exercício.

Será então que o exercício não faz emagrecer?

Primeiro, a ideia de que o exercício físico faz emagrecer assenta no principio das calorias e do balanço energético. Esta teoria está errada conforme se pode comprovar neste site na página “Calorias Erradas“.

A forma de exercício mais comum e recomendada é a forma aeróbica. Essencialmente formas de exercício que podem ser mantidas por longos períodos de tempo, nas quais se inclui a caminhada, a corrida (running), o ciclismo (cycling), e a natação (swiming). Através do aumento das calorias queimadas o exercício físico, teoricamente, mesmo só teoricamente, aumenta a perda de peso. Mas na realidade o exercício físico tem um efeito marginal de unicamente 1 Kg perdido. Pode a ciência explicar o que se passa aqui?

Imagine que segue o tão sugerido conselho de fazer exercício aeróbico de 30 minutos, cinco vezes por semana. Estes trinta minutos em jogging queimariam 300 calorias. No entanto, somente sentado a ver televisão queimaríamos cerca de 50 calorias, nos mesmos 30 minutos. Portanto o trabalho adicional de exercício corresponde a 250 calorias adicionais queimadas. Fazendo isto cinco vezes por semana teremos queimado 1250 calorias.

Agora, assumindo que todas as calorias queimadas resultam de gordura. Assumindo esta proveniência, mas não sendo certo. E assumindo ainda que não vai comer mais, ou seja, matém as quantidades e o mesmo tipo de alimentação anterior. Portanto o “input” de energia mantém-se, logo a perda de peso durante uma semana de exercício será de cerca de 140 gramas de gordura ( um terço de libra de peso), já que 453 gramas ( uma libra de peso ) de gordura contém 3,500 calorias, o triplo das 1250 calorias gastas numa semana. Matemática simples mostra um dos problemas fundamentais do exercício físico aeróbico para a perda de peso: simplesmente não queima tantas calorias, como as desejadas. Numa semana queimamos 140 gramas de gordura, correspondentes às 1250 calorias e mais uma vez, assumindo que as calorias têm todas origem em gordura.

Para a perda de peso o exercício físico tem um efeito marginal muito reduzido. Douto de outra forma, se alguém pretenede perder 20 libras de peso em quatro meses, e conseguindo resistir ao aumento de apetite que o exercício provoca, o efeito do exercício seria de mais 2 libras de peso. Em lugar de perder, 20 libras iria perder 22.

Alguns reclamam que algumas calorias serão queimadas também no após exercício. Existe alguma verdade nisto, mas a perda não será significativa. Para uma actividade de intensidade moderada, o metabolismo da gordura nas 24 horas seguintes será o mesmo como se não tivesse havido exercício.

Outra barreira à perda de peso através do exercício físico aeróbico é a fome que o mesmo trás, daí a expressão “fazer exercício para abrir o apetite”. O deficit de calorias induzido pelos 30 minutos de exercício será equivalente a 3 biscoitos digestivos ou a uma caneca de cerveja, algo que pode ser rapidamente ingerido logo após o exercício dada a fome que o mesmo provoca.

Há ainda a considerar que o exercício físico aeróbico prolongado aumenta a hormona cortisol e esta leva à acumulação de gordura na zona abdominal principalmente.

Mais uma vez a chave da perda de peso está na alimentação. É necessário cortar nos hidratos de carbono.

Fonte: Livro do Dr, John Briffa, com título “Escape de diet trap”.

Dieta e doenças coronárias: Para quê culpar a gordura?

 

Aqui vai o índice deste livro sempre actual:

TABLE OF CONTENTS

Introduction

1. What’s so different about sugar?

2. I eat it because I like it.

3. Sugar and other carbohydrates.

4. Where sugar comes from.

5. Is brown sugar better that white sugar?

6. Refined and unrefined.

7. Not only sugar is sweet.

8. Who eats sugar, and how much?

9. Words mean what you want them to mean.

10. Sugar’s calories make you thin – they say.

11. How to eat more calories without eating real food.

12. Can you prove it?

13. Coronary thrombosis, the modern epidemic.

14. Eat sugar and see what happens.

15. Too much blood sugar – or too little.

16. A pain in the middle.

17. A host of diseases.

18. Does sugar accelerate the life process – and death too?

19. How does sugar produce its effects?

20. Should sugar be banned?

21. Attack is the best defense

 

Em 1992, o britânico John Yudkin, autor do livro “Pure, White and Deadly”,  escreveu o seguinte:

“We have to conclude that there is no substancial and convincing evidence that dietary fat or colesterol is a cause of CHD (Coronary Heart Disease). However, this conclusion is not the same as saying that we must abandon altogether the view that diet has nothing to do with causing the disease. There is indeed a dietary item other than fat for which ther is now overwhelming evidence of its involvement in production the disease. This item is sucrose (‘sugar’)”

Em Português: Nós concluímos que não existe uma evidência substancial e convicente que a gordura ou colesterol da alimentação (dieta) é a causa das doenças coronárias. No entanto, esta conclusão não significa dizer que devemos abandonar a visão de que a alimentação (dieta) não tem nada a ver com a causa da doença. Existe na realidade um elemento na nossa alimentação (dieta), outro que não a gordura, para o qual temos uma esmagadora evidência que provoca este tipo de doença. E este elemento é o AÇÚCAR.

Desde sempre, o professor Yudkin apontou o dedo ao açúcar como causa das doenças coronárias. Desde sempre inocentou a gordura, mas o lobby do açúcar foi mais forte e mais poderoso. Nos anos 70 os produtores de açúcar nos EUA, contrataram as melhores firmas de relações públicas, financiaram médicos, nutricionistas e outros investigadores para defenderem a açúcar como alimento, quando na realidade o açúcar ou os açúcares devem ser considerados substâncias tóxicas e impróprias para consumo humano.

Fonte: Diet and coronary heart disease: why blame fat?

O açúcar ou mais precisamente os açúcares têm sido a nossa desgraça.

Veja-se na figura abaixo a relação entre o aumento do consumo de açúcar e o aumento da obesidade e diabetes. A relação não está feita com doenças coronárias, mas não é, no entanto desprezível das doenças coronárias terem grande incidência junto dos diabéticos e obesos.

O mito do exercício físico

Jim Fixx, o guru do running morreu em 1984 de ataque cardíaco durante o seu jogging, em Vermont. Tinha 52 anos.  O autor do livro “The complete book of running”, um best-seller editado em 1977, tinha deixado de fumar dois maços de cigarros por dia há 17 anos, e pesava menos 27 kgs, muito aquém do seu peso de 1967 que era de 110 kgs. (Jim Fixx Wikipedia).

Jim Fixx, abraçou o running com a convicção de que o exercício físico, sem fumar, era suficiente para se ser saudável. A autópsia revelou aterosclerose nas coronárias (artérias que irrigam o coração). A primeira das artérias estava bloqueada a 95%, a segunda 85% e terceira 70%.

Em 1986, Kenneth Cooper, outro apologista do exercício e autor de outro best-seller, “Aerobics”, publicou um conjunto de factores de risco que terão contribuído para esta morte, entre os quais a predisposição genética, já que o pai de Jim tinha falecido com 43 anos também de ataque cardíaco. Seria só predisposição genética?

Mais recentemente, a 19 de Março de 2004, aos 51 anos, o inventor da “Power Bar”,uma barra energética à base hidratos de carbono também faleceu de ataque cardíaco. Brian Maxwell também era um corredor de maratonas, tal como Jim. Em 1977, Brian chegou a ser classificado como o número 3 dos maratonistas pelo “World Track and Field News”. A invenção da “PowerBar” surgiu quando o maratonista teve que desistir de uma maratona de 26,2 milhas ao fim de 21 milhas, altura em que o corpo, segundo alguns “experts”, deixa de usar hidratos de carbono e passa a usar tecido muscular, mas na realidade tal só acontece se o corpo não estiver preparado para usar gordura. Mais uma vez, só haverá necessidade de hidratos de carbono no caso do corpo não estar preparado/educado para usar gordura. Veja-se o caso de Tim  Olson que venceu uma  ultramaratona com uma dieta alta em gordura e baixa em hidratos de carbono.

Desde o primeiro livro de Kenneth Cooper, antigo médico da Força Área Americana, o mundo foi progressivamente assimilando a ideia de que para ser saudável era necessário fazer exercício físico. É certo que ser sedentário também não é saudável, mas passar horas no ginásio ou correr maratonas muito menos será. O essencial, o fundamental para ser saudável, é a alimentação. Fazermos a alimentação para a qual a máquina humana está preparada durante anos de evolução, ou seja, a alimentação primal, do paleo, da idade da pedra, ou do homem das cavernas.  A perspectiva evolucionária também se aplica ao exercício físico. Será que os nossos antepassados que viveram há milhares de anos, que eram caçadores recolectores, faziam exercício físico equivalente a maratonas, meias-maratonas, horas diárias no ginásio? Não me parece. Esses antepassados esforçavam-se para caçar, mas não dessa forma extenuante.

Em 1984 o médico Henry A. Solomon, cardiologista que estava na “Cornell University Medical College, escreveu o livro “The Exercise Myth”. O livro continua a ser bastante actual porque:

– O exercício físico não faz perder peso. Ajuda, mas não é fundamental. O fundamental é a alimentação. Veja a explicação neste site em insulina e em calorias erradas. Como exemplo, o meu pai tinha 76 anos em Março de 2011 e pesava 92kgs. Seguiu e segue a dieta indicada neste site e pesa actualmente, em Novembro de 2012, 74kgs. Com 76 anos não foi a fazer exercício físico que perdeu peso. No primeiro mês perdeu 10kgs. A dieta é para sempre e portanto ele contínua.

– O exercício físico não é fundamental para sermos saudáveis. Ajuda, mas o fundamental é a alimentação. Não podemos ser sedentários, bastarão algumas caminhadas diárias de 20 minutos.

O mito do colesterol continua

No dia 13 de Junho de 2008, o veterano jornalista da NBC, Tim Russert, morreu de ataque cardíaco. Tinha 58 anos de idade e seu médico assistente prescrevera-lhe “statins”, ou seja, os medicamentos para baixar o colesterol, embora o seu colesterol até fosse normal. A medida era preventiva. Segundo o jornal NewYorkTimes, o jornalista também tomava medicamentos para a tensão arterial e fazia exercício de bicicleta.

Este triste acontecimento faz-nos reflectir, precisamente porque muitas outras pessoas estão em situação semelhante, tomando medicamentos para a tensão alta, para o colesterol e até fazendo algum exercício.

No entanto, é conveniente analisarmos alguns dados. O LDL do malogrado não era alto, nem o colesterol total. A proteína C-reativa era normal, sendo esta um marcador de processos inflamatórios. O seu HDL era baixo e os triglicéridos eram altos, além de ser obeso. O seu perfil lipídico era o seguinte: LDL: 68, HDL: 37, Colesterol total:105, triglicéridos 300!.

Ora um HDL baixo, triglicéridos altos e obesidade, são os marcadores de uma dieta alta em hidratos de carbono (açúcares, incluindo a fruta) e baixa em gordura. Não é de todo possível baixar os triglicéridos sem reduzir drasticamente os hidratos de carbono, incluindo a fruta e o álcool, e não é possível aumentar o HDL sem aumentar a ingestão de gordura. Tendo em atenção que as gorduras a evitar são as margarinas, ou gorduras hidrogenadas e os óleos vegetais. A excepção vai para o azeite e óleo de coco. Os óleos vegetais são maus por se oxidarem com facilidade e serem ricos em omega-6, em lugar de omega-3 que tem, entre outros, um efeito anti-inflamatório.

Devemos procurar manter os triglicéridos abaixo de 100mg/dL e o rácio, ou seja, a divisão entre  os triglicéridos e o HDL deve ser igual ou inferior a 1. Mais uma vez, para atingir estes valores e rácio, temos que cortar nos hidratos de carbono e ingerir gordura saudável.

O caso deste jornalista é um grande exemplo da ineficácia dos medicamentos para baixar o colesterol, sendo até perigosos. Os “statins”, em português estantinas, está provado que activam o gene chamado “atrogin-1”, um gene que é anormal ser activado e que prejudica directamente os músculos. Reduz a eficácia dos mesmos no exercício, não esquecendo que o coração é um músculo. Ou seja, diminuem a eficácia do coração, enfraquecem-no. Os “statins” também diminuem a produção da “coenzyme Q10”, substância vital para o funcionamento cardíaco e de todas as outras células, pois é essencial na produção de energia por parte destas. Sem esta substância a geração de energia está comprometida.

Bebés obesos

Nos Estados Unidos o número de bebés obesos tem aumentado, tal como a obesidade entre os adultos. Felizmente em Portugal ainda não há relatos de bebés obesos, mas de crianças obesos sim.

Porque será que um bebé de 6 ou 8 meses, estará obeso? Será porque o coitado ainda não aprendeu a andar para ir para o ginásio? Será porque o bebé é preguiçoso? À luz do conhecimento generalizado muito provavelmente seria falta de ginásio e preguiça, muito tempo a ver televisão ou na consola de jogos. Nada disso, o que se passa é o bebé foi sujeito a uma alimentação que lhe criou uma disfunção metabólica. É preciso não esquecer que nos EUA, muitos pais dão refrigerantes (sodas, coca-colas) aos seus bebés. Ou seja, o bebé foi sujeito a uma carga de açúcares que desregulou, que criou uma síndrome metabólica, levando-o à obesidade. O mesmo acontece a muitas crianças em Portugal.

Depois de criada a desregulação metabólica é natural que a criança ou mesmo o bebé fique preguiçoso. Primeiro ficamos obesos e com uma desregulação metabólica e depois é que ficamos preguiçosos.

Em conclusão: para vencer a obesidade infantil ou adulta é fundamental actuar na alimentação. É necessário retirar todas as fontes de açúcar, incluindo a fruta.

Fontes: ver as apresentações do Dr. Robert Lustig no youtube “The Skinny on Obesity (Ep. 5): Generation XL

Alguns números sobre a saúde dos Americanos

·         Aproximadamente 60 milhões de Americanos (20%) têm o síndrome de intestino irritável ou problemas digestivos crónicos.

·         Aproximadamente 120 milhões (40%) têm “heartburn”. Ou seja, refluxo gástrico. O ácido do estômago sobe para o esófago queimando as paredes do mesmo.

·         Entre 30 e 60 milhões (10% e 20%) têm fadiga severa.

·         Aproximadamente 15 milhões (5% incluindo 10% de todas as crianças) têm eczemas, 10 milhões têm dermatites e 5,5 milhões têm psoríase.

·         Aproximadamente 4 milhões (1,5%) têm fibromialgia.

·         Aproximadamente 30 milhões (10%) sofrem de depressão

·         Aproximadamente 45 milhões (15%) têm dores de cabeça e 28 milhões (9%) têm enxaquecas.

·         Aproximadamente 37 milhões (12%) têm artrite.

·         Aproximadamente 39 milhões (13%) sofrem de sinusites crónicas.

·         Aproximadamente 16 milhões (5%) têm diabetes.

·         Aproximadamente 12 milhões (4%) têm bronquites crónicas.

·         Aproximadamente 17 milhões (5,5%) têm asma.

·         Aproximadamente 61 milhões (20%) têm doenças cardiovasculares.

·         E a lista continua.

Quais as possíveis causas? Será genético? Não será certamente. Hoje nos EUA vivem populações de todas as origens e todas padecem destas maleitas.

Mas outros números podem dar luz à explicação:

·         Os EUA têm o maior consumo per-capita de açúcar

·         Os EUA têm o maior consumo per-capita de trigo.

·         Os EUA estão bem posicionados na tabela dos consumidores de leite e seus derivados.

Será este um problema unicamente americano?

Não, pois todos os povos têm-se vindo a deliciar com as coca-colas, com as batatas fritas dos McDonalds.

Estes são dois exemplos do que temos copiado dos EUA, e com estes as respectivas maleitas.

O consumo per-capita de açúcar e cereais (trigo principalmente) não tem aumentado em todos os países? É claro que sim. E com este consumo, as respectivas maleitas.

A propósito: saberá que  as batatas fritas do McDonalds não criam bolor? Nem os fungos as querem. Curioso!

O limite mínimo de hidratos de carbono diários aparentemente é zero

Na página 275 deste livro “Dietary Reference Intakes for Energy, Carbohydrate, Fiber, Fat, Fatty Acids, Cholesterol, Protein, and Amino Acids (Macronutrients)(2005) ” diz-se o seguinte:

The lower limit of dietary carbohydrate compatible with life apparently is zero, provided that adequate amounts of protein and fat are consumed.”

O link para o livro: http://www.nap.edu/openbook.php?record_id=10490&page=275

 

Asiáticos comem arroz e não são gordos

Porque é que os asiáticos comem arroz e não são gordos? (só é válido para os que mantém a a alimentação tradicional).

Esta questão tem sido feita por diversas vezes e há 3 grandes razões:

1- Os asiáticos comem poucos ou nenhuns açúcares, principalmente fructose. Esta situação pode impedir o desenvolvimento da resistência insulinica.

2- Comem alimentos pouco refinados. Comem arroz castanho, pouco refinado. Comem “root vegetables”. O conteúdo de fibra destes alimentos retarda a absorção de glicose. Não comem farinhas e cereais refinados ou processados.

3- Tradicionalmente os asiáticos são activos fisicamente. O exercicio fisico aumenta a sensibilidade insulinica.

Se evitarmos os açucares, fructose incluída; se formos fisicamente activos; se procurarmos alimentos com baixo índice glicémico, possivelmente continuaremos sem obesidade. Mas caso a obesidade seja atingida, então o corte nos hidratos terá que ser mais profundo. Numa situação de obesidade declarada só uma dieta de muito baixos hidratos de carbono pode reverter o processo, só uma dieta ketogénica ou cetogénica.

Fontes: Blog – http://www.dietdoctor.com/why-are-asian-rice-eaters-thin

http://eatingacademy.com/nutrition/how-do-some-cultures-stay-lean-while-still-consuming-high-amounts-of-carbohydrates?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=how-do-some-cultures-stay-lean-while-still-consuming-high-amounts-of-carbohydrates

A longínqua história das dietas de baixos hidratos de carbono

Observações registadas ao longo da história moderna reflectem os benefícios da nutrição de baixos hidratos de carbono. Herodutus, o grego pai da História, dá conta de uma reunião entre uma delegação Persa de visita ao rei da Etiópia, no século V antes de Cristo, e da curiosidade do rei etíope sobre Cambyses, o rei persa:

No final o rei etíope provou o vinho e até tendo aprendido o seu processo de fabrico, achou delicioso; então numa última pergunta, ele questinou o rei persa sobre o que este tinha comido e qual era a maior idade a que os persas podiam chegar. Recebeu em resposta que tinham em conta a natureza da cultura do trigo, e ouviu que o rei persa tinha comido pão e que as pessoas da Pérsia viviam geralmente até aos 80 anos. Então o rei etíope disse que não estava surpreso, pois quem comia “esterco” (“dung”), deveria morrer cedo, acrescentado que continuariam a morrer cada vez mais cedo, senão se mantivessem aquela bebida – e aqui ele apontou para o vinho – a única coisa em que reconhecia serem os persas superiores.

Os persas por seu lado perguntaram ao rei etíope até que idade viviam os etíopes e o que comiam, e foi-lhes dito que a maioria vivia até aos 120 anos, e até mais, e comiam carne cozida e bebiam leite.

Mais próximo dos nossos tempos temos a experiência de Vilhjalmur Stefansson, que viveu com os esquimós e ainda a de William Banting, a quem se deve a introdução da palavra “banting” no vocábulo inglês.

                                Vilhjalmur Stefansson (Nov 3, 1879 – Aug 26, 1962)

                                                William Banting (1797-1878)

Fonte: Livro, “Life Without Bread, how a low-carbohydrate diet can save your life”, Christian B. Allan, PhD & Wolfgang Lutz, MD.

 

 

Obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardivasculares, Alzheimer’s

Todas estas doenças, cuja a lista não termina aqui são consideradas doenças da modernidade. Será que os nossos antepassados de há mais de 10.000 anos, antes da agricultura, sofriam destas doenças? A resposta é não!

Qualquer umas destas doenças é reconhecida como sendo uma doença do metabolismo e inflamação. Alguma coisa na nossa vida moderna está a perturbar os nossos sistemas internos cuja a evolução humana nos deixou. Anos de evolução humana estão agora a ser destruídos por um tipo de substância que se tem tornando cada vez mais prevalecente na nossa alimentação. A resposta está no açúcar ou nos açucares, e de uma forma geral o peso dos hidratos de carbono na nossa alimentação com o açúcar à cabeça.

Alimentação ocidental e as doenças ocidentais

Albert Scheitzer

O prémio Nobel Albert Schweitzer escreveu o seguinte:

“On my arrival in Gabon, in 1913, I was astonished to encounter no cases of cancer,” Schweitzer noted. “I can not, of course, say positively that there was no cancer at all, but, like other frontier doctors, I can only say that if any cases existed they must have been quite rare.”

De acordo com o relato deste médico em 1913 praticamente não havia cancro no Gabão. Seria pelo facto da população local ser vegetariana? Para quem conhecer África esta hipótese estará completamente posta de lado. Comiam mandioca? Alguns acharão que sim. Eu tenho dúvidas, porque a mandioca não é originária de África. O milho também não. A alimentação era baseada na carne, na proteína e gordura proveniente de diversos animais caçados. Nessa altura a população do Gabão ainda era fundamentalemente constituída por caçadores-recolectores ou estava muito próximo desta prática.

Já em 1930 o dr. Schweitzer encontrou o primeiro caso de cancro. E formalizou a seguinte conclusão:“My observations inclined me to attribute this to the fact that the natives were living more and more after the manner of the whites.”

Relatos semelhantes foram feitos sobre populações nativas de Esquimós. Sobre a alimentação destes, o naturalista Karen Dodd referiu ser feita à base de peixe, carne de foca (carne com muita gordura!),  caribu, morsa, ovos,  castor, e outros pequenos mamíferos. Menos de cinco por cento da sua alimentação provinha da fruta e vegetais.

Tomando como exemplo a população nativa de esquimós podemos questionar o seguinte: Bebem leite? Ou só bebem o leite materno enquanto na idade de amamentação? Comem pão ou outros derivados de cereais? Comem açucares? Comem toneladas de fruta? Comem legumes? Atenção que há diferenças entre legumes e vegetais.

Não estou questionar se bebiam refrigerantes, comiam pizza ou batatas fritas. Estou questionar o mais básico e o que nos é apresentado como essencial para a nossa alimentação, o pão, os cereais, o leite e seus derivados e os legumes.

É claro que muitos destes povos que acabaram por adoptar a alimentação ocidental, com açúcares, leite e seus derivados, farinhas e cereais, legumes, acabaram também por adoptar, infelizmente, as doenças ocidentais entre quais algumas poderemos listar: cancro, diabetes, demência, acne, artrite, reumatismo, aterosclerose, hipertensão, esclerose múltipla, Parkinson, Alzheimer, obesidade, doenças auto-imunes, doenças cardio-vasculares.

 Fontes : http://blog.godreports.com/2011/09/observations-by-missionary-doctors-100-years-ago-offer-clues-to-fighting-cancer-and-other-diseases/

http://www.staffanlindeberg.com/

Livro : Food and Western Disease: Health and nutrition from an evolutionary perspective

 

 

Consumo de fruta, tensão alta e obesidade

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Durante anos tem sido dito que o sal é um dos maiores promotores da tensão alta.

E se lhe disser agora que é o açúcar? O açúcar o pozinho branco ou castanho, no caso do mascavado, que pomos nos bolos, cafés, refrigerantes, etc. Esse pozinho branco é constituído por glicose e frutose. Este açúcar, frutose, é o açúcar das frutas.

De que forma a frutose contribui para a tensão alta?

Primeiro a frutose aumenta os níveis de triglicéridos, e diminui o colesterol HDL, o chamado colesterol bom. Os triglicéridos altos aumentam a tensão. Mas o mais importante factor está no aumento dos níveis de ácido úrico. Ou seja, se tem ácido úrico elevado, deixe de comer fruta. O ácido úrico elevado interfere de forma negativa na síntese do óxido nítrico. Este óxido nítrico é necessário para estabilizar a tensão. Com baixos níveis deste óxido a tensão sobe. Sem este óxido os vasos sanguíneos tornam-se mais rígidos, obrigando a que a tensão seja elevado para o sangue chegar a todos os órgãos. Quando os vasos sanguíneos estão mais rígidos significa que estão menos capazes de impulsionar o sangue através deles próprios e como perderam essa capacidade é necessário que a tensão seja alta para chegar a todos os órgãos.

Outra forma da frutose interferir na tensão alta é através dos níveis elevados de insulina que se verificam com a ingestão de frutose e outros açucares. Os níveis elevados de insulina promovem a retensão de líquidos. Há um bloqueio nos rins e que leva à hipertensão. Este bloqueio leva ao acumulo dos produtos do sal, daí pensar-se que problema está na ingestão de sal.

Aos serviços de saúde, médicos e hospitais, têm chegado cada vez mais casos de fígado gordo não alcoólico. Ou seja, temos um individuo com fígado gordo e não consome álcool. A que se deve? Não será por causa do consumo de fruta. Pois a frutose é metabolizada de forma semelhante ao álcool. Mais uma razão para cortar na fruta.

Em conclusão : Comer uma peça de fruta ou porção por dia, seis morangos por exemplo, e escolher unicamente as frutas de baixo índice glicémico. Mas se quiser perder peso então é melhor cortar totalmente a fruta até atingir o peso desejado. A partir daí, comer uma peça de fruta por dia e de baixo índice glicémico.

Não fuja do sal, pois este é necessário, especialmente se for de origem marinha e o mais natural possível. Fuja do açúcar, incluindo o da fruta, a frutose.

 Nota: Nas imagens abaixo aparece HFCS – high fructose corn syrup, que é xarope de milho. Usado como adoçante em muitos alimentos. É pura frutose e começou a ser usado nos anos 70 por ser mais barato que o próprio açúcar, mas acaba por ser um verdadeiro veneno.

 

 

Será o colesterol o verdadeiro vilão?

Será o colesterol o verdadeiro vilão?

Em Julho de 2002 o jornalista cientifico Gary Taubes escreveu um artigo no New York Times que colocou a comunidade médica americana em polvorosa. O título do artigo “What if it’s All Been a Big Fat Lie?”. O primeiro parágrafo do artigo foi o seguinte: “If the members of Americam medial establishment were to have a collective find-yourselfstanding- naked-in-Times-Square-type nightmare, this might be it. They spend 30 years ridiculing Robert Atknis, author of the phenomenally-best-selling “Dr.Atkins’Diet Revolution” and “Dr.Atkins’New Diet Revolution”, accusing the Manhattan doctor of quackery and fraud, only to discover that the unrepentant Atkins was right all along. Or maybe it’s this: they find that their very own dietary recommendations – eat less fat and more carbohydrates – ar the cause of the rampaging epidemic of obesity in America. Or, just possibly this: they find out both of the are true”. O resto do artigo continua neste sentido. Mais tarde, em 2007 o mesmo Gary Taubes escreveu o livro “Good Calories, Bad Calories”. Tornou-se num bestseller e em dezembro de 2010 escreveu uma versão mais simplificada do livro anterior com o título “Why We Get Fat and What do about it”. Mais recentemente, em Abril de 2011, voltou a escrever um artigo no New York Times com o título “Is sugar Toxic?”.

Gary Taubes é um jornalista cientifico premiado e é hoje convidado para falar em escolas médicas americanas. Ao longo de tudo o que escreveu, este jornalista procurou demonstrar porque se criou uma fobia ao consumo de gordura e o erro em substituir a mesma por hidratos de carbono. Mas vamos a alguns factos.

Os egípcios dominavam a técnica da mumificação. Alguns investigadores realizaram TACs em 44 múmias, encontrando em mais de metade restos de cálcio resultante da Aterosclerose (nos ateromas também se vai depositando cálcio). Os ateromas são manifestações de aterosclerose e consistem em placas de lípidos e tecido fibroso que se formam nas paredes dos vasos sanguíneos, levando às doenças cardíacas. E se artéria, aonde se formam estas placas, for uma que irriga o cérebro, então pode conduzir a um AVC. Os investigadores ficaram surpreendidos pelo achado, considerando que os egípcios não fumavam, e eram conhecidos pela sua dieta primariamente de fruta, vegetais e grãos, com pequenas quantidades de carne magra. Poderemos até afirmar que se alimentavam de acordo com a pirâmide ou roda dos alimentos que nos é ensinada. Os grãos moídos seriam mais integrais que os dos nossos dias dada a maquinaria da época para os moer. Então porque terão desenvolvido doenças cardíacas? Faziam uma dieta alta em hidratos de carbono que os levava à obesidade, inflamação e resistência insulínica. A resistência insulínica leva aos diabetes do tipo 2.

Durante a guerra da Coreia nos anos cinquenta os patologistas fizeram autópsias a soldados de ambos os lados, americanos e coreanos. Nos americanos que até eram nalguns casos bastante jovens foram encontrados princípios de ateromas, enquanto os coreanos não os apresentavam. A conclusão tirada na altura pelos patologistas americanos foi que os soldados coreanos não tinham tais indícios porque consumiam menos gordura que os americanos.

Nos anos 50 tinha começado a fobia à gordura e acusação de que era esta a responsável pelo aumento de doenças cardíacas entre os americanos. É certo que havia um significativo diferencial no consumo de gordura entre os dois lados, mas a diferença mais importante estava no consumo de açúcares. Se análise fosse feita sobre o consumo de açúcares a acumulação de placas (ateromas) nos vasos dos soldados americanos também se justificaria. Ainda nos anos 50, uma personalidade importantíssima americana teve o seu primeiro ataque cardíaco, nada menos que o presidente americano Eisenhower. Nessa altura, em 1957, um dos grandes defensores do consumo de hidratos de carbono em detrimento de gordura, o cientista americano Ancel Keys da Universidade do Minnesota, surgiu com a sua explicação para o caso e que se tornou convincente ao longo de muitos anos – até aos nosso dias. Segundo Keys, o problema estava no consumo de gordura. Hoje sabe-se que o colesterol do presidente americano era normal na altura, e que este passou o resto da vida a fazer uma dieta de pouca gordura, mas o seu colesterol foi subindo ao longo dos anos, tendo tido outros ataques cardíacos. Na altura não foi dada devida importância ao facto do presidente ser um grande fumador. O fumar promove os estados inflamatórios.

Voltando a Ancel Keys, talvez o grande responsável pelo estado da nossa alimentação actual e as suas consequências, este apresentou um estudo de 7 países, no qual mostrava uma clara relação entre o consumo de gordura e as doenças cardíacas. Na parte inferior da curva (gráfico) estava o Japão, com poucas doenças cardíacas e pouco consumo de gordura. No topo da curva estavam os Estados Unidos com a situação contrária. Tudo fazia sentido e Ancel Keys chegou ser capa da revista Time. Porém, hoje sabe-se que Keys estudou na realidade 22 países e só apresentou os 7 que corroboravam a tese que defendia, a sua tese. Ora isto até é fraude científica. Mas, se o mesmo Keys no gráfico de 7 países tivesse relacionado as doenças cardíacas com o consumo de açúcares a correlação também se verificaria.

Gráfico Apresentado por Ancel Keys 

 Gráfico com os 22 países

Nos últimos anos, o equívoco quanto à gordura da nossa alimentação ser a responsável pelas doenças cardíacas tem-se vindo a desfazer. Muito recentemente o cirurgião cardíaco Dr Dwight Lundell, publicou o livro “The great cholesterol Lie”. Este médico que fez mais de cinco mil cirurgias cardíacas reconhece agora, no seu livro, que o problema das doenças cardíacas não está no colesterol, mas sim no traço comum que encontrou entre todos os pacientes que se deitaram na sua mesa de operações, a inflamação. Os processos inflamatórios são os grandes responsáveis pelos ateromas. E qual será o grande promotor das inflamações? Os açúcares! Começando pela sacarose, maltose, lactose, frutose e todos os outros ‘oses’, mas não deixando de lado outras substâncias tóxicas como o tabaco. Quanto menos colesterol tivermos na nossa alimentação mais o nosso corpo produzirá. O colesterol é essencial para a nossa saúde e inclusivamente contribui para a longevidade. Sem colesterol teremos dificuldade em produzir hormonas essenciais para funcionarmos.

O colesterol faz parte do nosso sistema de defesa. O professor Kenneth Feingold e o seu grupo na Universidade da Califórnia publicaram estudos interessantes. Num deles, baixaram o colesterol LDL em ratos através de drogas e o resultado foi que morreram mais facilmente após a uma injecção com toxinas de uma bactéria. A alta mortalidade não se deveu à droga para baixar o colesterol, porque se dessem uma injecção com lipoproteínas (colesterol) humanas os ratos sobreviveriam. Noutra experiência, investigadores da Holanda injectaram uma bactéria ou as suas toxinas num rato normal e num rato com colesterol elevado. Verificou-se que todos os ratos normais morreram e a maioria dos que tinham colesterol sobreviveram.

A guerra para baixar o colesterol tem gerado receitas de biliões de dólares ($30,000,000,000 por ano) para as farmacêuticas sem que se consiga provar que os “statins”( Zocor, Lipitor e Pravachol, por exemplo), medicamentos para baixar o colesterol, tenham diminuído as doenças cardíacas. Os seus efeitos secundários, esses sim, não podem ser negligenciados, pois estimularam o crescimento de cancros em ratos, destruíram funções musculares, do coração e do cérebro e as mulheres grávidas que tomem “statins” podem dar à luz crianças com malformações. Se retirarmos toda a água do nosso cérebro o que fica é gordura. Ao evitarmos a gordura estamos também a evitar as vitaminas lipossolúveis.

Não será o açúcar ou mais precisamente os vários açúcares os grandes culpados de muitas das nossas doenças actuais? Em 1926 o prémio nobel Dr. Otto Warburg, formulou uma teoria que hoje é usada no rastreio do cancro. Quando se pretende saber qual a extensão das células cancerígenas faz-se um “PET scan”. Neste exame injecta-se um líquido que vai marcar as células cancerígenas. Este líquido tem um componente essencial para descobrir as células malignas, a glicose. Estas células segundo Otto Warburg só conseguem produzir energia e sobreviver a partir da glicose, por fermentação e na ausência de oxigénio. As células sãs, por outro lado conseguem produzir energia através do resultado do metabolismo da gordura ingerida ou da queima da gordura corporal, as cetonas. Se privarmos as células cancerígenas de glicose estas não terão forma de sobreviver. Ou seja, a nossa fonte de energia deveria ser o produto do metabolismo da gordura. É para esta fonte de energia, as cetonas provenientes do metabolismo da gordura, que a “máquina” humana está preparada há centenas de milhares de anos atrás. Durante estes longos anos, o corpo humano teve necessidade de estar preparado para usar a gordura corporal como fonte de energia, pois não era possível caçar com a abundância necessária todos os dias. Na ausência de caça a gordura corporal tinha que ser usada.

No entanto, a nossa alimentação de hoje rica em hidratos de carbono tem impedido que tal aconteça. Se consumirmos hidratos de carbono o nível de insulina nunca baixará o suficiente para que a gordura corporal seja usada como fonte de energia. Enquanto esta hormona estiver alta, o tecido gordo será incapaz de libertar ácidos gordos não esterificados, que seguidamente se transformarão em cetonas, e estas serão uma óptima fonte de energia para todas as células. Por outro lado, a insulina alta terá um outro efeito indesejado, a acumulação de gordura. Esta hormona é responsável pela acumulação de gordura. Tem a capacidade de “abrir” as células introduzindo-lhes glicose resultante da digestão, mas enquanto a glicose estiver alta no sangue, a insulina será responsável por baixar os níveis da mesma. O excesso de glicose torna-se venenoso. Assim o excedente de glicose será “empurrado” pela insulina para o tecido gordo.

Em conclusão tudo devemos fazer para diminuir o nível de insulina. Só há uma forma de o fazer, reduzir os estímulos à sua produção, mais concretamente reduzir os hidratos de carbono que dão origem a glicose, que por sua vez estimula a produção de insulina. Ainda sobre a relação entre o consumo de açucares e os cancros, os seres vivos estão munidos de um mecanismo de morte celular programada, a apoptose. Sempre que uma célula ao ser copiada a partir da original sai em erro, esta célula é programada para morrer, porque pode dar origem a células tumorais. A insulina alta, estimulada pelo consumo de açucares interfere no mecanismo apoptose, ou seja, a morte programada de células potencialmente tumorais deixa de funcionar.

As gorduras más são as hidrogenadas, as margarinas por exemplo. São estas que promovem a inflamação. Os óleos vegetais também devem ser seleccionados com cuidado. Tirando o azeite poucos mais restam. Se usarmos a tradicional banha de porco será sem dúvida uma boa opção. Qualquer alimento embalado que contenha uma gordura hidrogenada (“trans fat”) deve ser evitado. São os processos inflamatórios, a inflamação o grande perigo.

Já todos terão ouvido falar que a aspirina tomada com regularidade tem um efeito benéfico. A explicação dada é que a aspirina torna o sangue mais fluído. Mas a aspirina é também um anti-inflamatório actuando na prevenção dos processos inflamatórios.

Um dos indicadores usados para detectar a eminência de um ataque cardíaco é a análise à proteína C reactiva, um marcador inflamatório, que se encontra sempre elevado aquando deste episódio. Na realidade devíamos verificar com frequência este marcador através de análises ao sangue, de forma a detectarmos processos inflamatórios latentes dos quais muitas vezes nem nos apercebemos, mas que vão promovendo a formação dos ateromas.

Em Janeiro de 2009, o jornal “American Heart Journal” reportou que das 137.000 pessoas admitidas em 500 hospitais nos USA com ataques cardíacos perto de 75% tinham o LDL em níveis normais.

(Rui Valente, Março 2012, contraainsulina@gmail.com)