Equipa da NBA “LA Lakers” na dieta do Paleolítico

La Lakers

Quando o médico Gary Vitti responsável pela saúde dos atletas da equipa profissional da NBA, La Lakers, pretendeu uma fórmula ganhadora, resolveu contratar uma medica conhecida por combinar dietas de muitos baixos hidratos de carbono e a dieta do Paleolítico.

A doutra Cate Shanahan, baseada em Napa, Califórnia, mudou completamente  os hábitos alimentares destes atletas profissionais e assim entraram numa nova era, num novo estilo de alimentação, baixos hidratos de carbono e dieta do Paleolítico.

 De acordo com Kobe Bryant, a estrela da equipa, sente-se muito melhor e com mais energia, sendo um veterano da NBA. Outro atleta, Dwight Howard, que comia diariamente cerca de 23 barras “Hershey”, o que correspondia a uma dose gigantesca de açúcar, passou a ter mais energia constante, sem picos da mesma energia, seguidos de quebra. Os conhecidos “yo-yo” energéticos resultantes do consumo de açúcares.

 Ao contrário do senso comum generalizado, para ter bom rendimento desportivo não é preciso uma carga de hidratos de carbono. Esta equipa da NBA, aonde as coisas são sérias (não se joga a feijões), mudou completamente o seu paradigma alimentar e obteve resultados espectaculares.

 

Meu pequeno almoço (mata bicho ou café da manhã)

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Hoje, dia 2013-06-25 foi:

– Meio abacate

– Um chá de camomila

– 4 gemas de ovos do campo (só as gemas), fritas numa colher de sopa de óleo de coco.

– Uns pedaços (8) de barriga de porco fumada, frita em azeite.

– Um café expresso

 

Reverter o cancro com uma dieta Ketogénica

Veja este vídeo abaixo.

A um homem de negócios com cancro foi-lhe dado 3 meses de vida, por médicos. O homem doente resolveu fazer uma dieta ketogénica e reverteu o cancro.

Uma dieta ketogénica é uma dieta em que comemos menos de vinte gramas de hidratos de carbono por dia. Comemos muita gordura saudável e muita proteína. Corresponderá à dieta do Paleolítico, mas sem qualquer fruta.

Para verificar ou testar se está a fazer uma dieta ketogénica ou cetogénica, deve comprar as tiras de teste à urina. As tiras que se usam para detectar cetonas na urina. Se fizer uma boa quantidade de de cetonas na urina significa que está em estado ketogénico ou cetogénico, ou seja, reduzido os hidratos de carbono a tal ponto que está a usar cetonas como fonte de energia. As células normais podem usar cetonas como fonte de energia, mas as células cancerígenas não conseguem usar cetonas, ficam dependentes da glicose proveniente dos hidratos de carbono.

Resumo do Vídeo:

  • O açúcar é o alimento do cancro. Retirando os hidratos de carbono, ou seja, as fontes de glicose, podemos matar o cancro.
  • Fred Hatfield, matou o cancro completamente em um ano.
  • 3 médicos deram-lhe 3 meses de vida tendo em conta o quanto o cancro já estava espalhado pelo corpo.
  • A dieta anti-cancro seguida pelo Fred Hatfield chama-se terapia metabólica, e é uma dieta ketogénica ou cetogénica, ou seja, redução a quase zero hidratos de carbono por dia. A dieta do paleolítico sem fruta.
  • Os hidratos de carbono tornam-se glicose depois de digeridos e as células cancerígenas adoram glicose.
  • Dr. Dominic D’Agostino, University of South Florida, lidera uma investigação sobre cancro.
  • Dr. D’Agostino descobri que ao remover os hidratos de carbono da alimentação dos seus ratos no laboratório, estes sobreviveram mesmos aos cancros mais agressivos.
  • Sobreviveram ainda melhor que quando tratados com quimioterapia.
  • Dr. D’Agostino está vendo sucesso semelhante em pessoas.
  • Todas as céluas usam glicose como combustível, mas na falta de glicose conseguem mudar para cetonas ou ketonas como fonte de energia.
  • As células cancerígenas não conseguem mudar para cetonas, morrem por falta de glicose.
  • As células normais têm flexibilidade metabólica suficiente para usarem cetonas ou ketonas- às células cancerígenas falta-lhes essa flexibilidade.
  • Se retirarmos a glicose às células cancerígenas elas morrem.

 

 

Esclerose múltipla – Como a doutora Terry Wahls a reverteu

No ano 2000 o seu médico diagnosticou-lhe Esclerose Múltipla Secundária Progressiva (EM), em inglês “secondary progressive multiple sclerosis” , uma doença que lhe começou a roubar independência e bem estar que tanto valorizava. Tinha sido instrutora de Tae Kwondo e corredora de maratonas, a perda de mobilidade era devastadora. Nos quatros anos seguintes passou a ser necessário uma cadeira de rodas reclinável, para conduzir as tarefas diárias.

A Dra Terry Wahls era médica e professora de medicina interna na “University of Iowa”. Depois de um doente com EM passar a usar cadeira de rodas, a possibilidade de voltar a ter mobilidade total é muito remota.

A EM progressivamente inibe a capacidade das células nervosas do cérebro e da espinal medula comunicarem entre si, levando à extrema fatiga, fraqueza muscular, perda de visão e audição, entre outros sintomas.

A expectativa da Dra Wahls voltar a andar por si própria era nula. No entanto, hoje ela não só anda, nada, e anda a cavalo e ainda sorri.

Como médica começou a pesquisar as doenças que afectam o cérebro e encontrou uma ligação comum, a falência mitocondrial. Ou seja, a mitocôndria das células deixa de funcionar, as células deixam de ter energia porque a unidade fornecedora energia das células não está a funcionar.

Como médica teve acesso aos tratamentos mais avançados para a EM. No entanto, a sua investigação continuou. Noite após noite, a sua investigação continuou na bioquímica, fisiologia celular e neuro imunologia. Depois ocorreu-lhe pesquisar vitaminas e suplementos que  ajudassem na progressiva desordem cerebral. Lentamente criou uma lista dos mesmos e começou a tomá-los. A progressão da doença abrandou, mas não o suficiente.

Nos finais de 2007, teve uma importante ideia. E se redesenha-se a sua dieta de forma a receber os importantes nutrientes para o cérebro a partir da sua alimentação diária? Levou algum tempo a desenhar a sua dieta que se traduz na prática à dieta do Paleolítico. Na altura também tinha aprendido acerca da estimulação eléctrica neuromuscular. Em dezembro de 2007 começou um programa progressivo de exercício, estimulação eléctrica muscular e nova alimentação do estilo caçador-recolector ou do Paleolítico. Ao fim de um ano já conseguia andar sem canadianas e até completar 18 milhas de bicicleta.

Segundo a Dra Wahls nestas doenças auto-imunes a predisposição genética tem uma influência de 5% a 30%, o resto depende do ambiente em que vivemos, e para esta variável ambiente a alimentação é determinante.

A dieta seguida pela Dra Wahls é uma dieta do Paleolítico.

                         Pirâmide dos alimentos segundo a dieta do Paleolítico

Fontes:

Site da Dra: http://www.terrywahls.com/

 

O mito do exercício físico

Jim Fixx, o guru do running morreu em 1984 de ataque cardíaco durante o seu jogging, em Vermont. Tinha 52 anos.  O autor do livro “The complete book of running”, um best-seller editado em 1977, tinha deixado de fumar dois maços de cigarros por dia há 17 anos, e pesava menos 27 kgs, muito aquém do seu peso de 1967 que era de 110 kgs. (Jim Fixx Wikipedia).

Jim Fixx, abraçou o running com a convicção de que o exercício físico, sem fumar, era suficiente para se ser saudável. A autópsia revelou aterosclerose nas coronárias (artérias que irrigam o coração). A primeira das artérias estava bloqueada a 95%, a segunda 85% e terceira 70%.

Em 1986, Kenneth Cooper, outro apologista do exercício e autor de outro best-seller, “Aerobics”, publicou um conjunto de factores de risco que terão contribuído para esta morte, entre os quais a predisposição genética, já que o pai de Jim tinha falecido com 43 anos também de ataque cardíaco. Seria só predisposição genética?

Mais recentemente, a 19 de Março de 2004, aos 51 anos, o inventor da “Power Bar”,uma barra energética à base hidratos de carbono também faleceu de ataque cardíaco. Brian Maxwell também era um corredor de maratonas, tal como Jim. Em 1977, Brian chegou a ser classificado como o número 3 dos maratonistas pelo “World Track and Field News”. A invenção da “PowerBar” surgiu quando o maratonista teve que desistir de uma maratona de 26,2 milhas ao fim de 21 milhas, altura em que o corpo, segundo alguns “experts”, deixa de usar hidratos de carbono e passa a usar tecido muscular, mas na realidade tal só acontece se o corpo não estiver preparado para usar gordura. Mais uma vez, só haverá necessidade de hidratos de carbono no caso do corpo não estar preparado/educado para usar gordura. Veja-se o caso de Tim  Olson que venceu uma  ultramaratona com uma dieta alta em gordura e baixa em hidratos de carbono.

Desde o primeiro livro de Kenneth Cooper, antigo médico da Força Área Americana, o mundo foi progressivamente assimilando a ideia de que para ser saudável era necessário fazer exercício físico. É certo que ser sedentário também não é saudável, mas passar horas no ginásio ou correr maratonas muito menos será. O essencial, o fundamental para ser saudável, é a alimentação. Fazermos a alimentação para a qual a máquina humana está preparada durante anos de evolução, ou seja, a alimentação primal, do paleo, da idade da pedra, ou do homem das cavernas.  A perspectiva evolucionária também se aplica ao exercício físico. Será que os nossos antepassados que viveram há milhares de anos, que eram caçadores recolectores, faziam exercício físico equivalente a maratonas, meias-maratonas, horas diárias no ginásio? Não me parece. Esses antepassados esforçavam-se para caçar, mas não dessa forma extenuante.

Em 1984 o médico Henry A. Solomon, cardiologista que estava na “Cornell University Medical College, escreveu o livro “The Exercise Myth”. O livro continua a ser bastante actual porque:

– O exercício físico não faz perder peso. Ajuda, mas não é fundamental. O fundamental é a alimentação. Veja a explicação neste site em insulina e em calorias erradas. Como exemplo, o meu pai tinha 76 anos em Março de 2011 e pesava 92kgs. Seguiu e segue a dieta indicada neste site e pesa actualmente, em Novembro de 2012, 74kgs. Com 76 anos não foi a fazer exercício físico que perdeu peso. No primeiro mês perdeu 10kgs. A dieta é para sempre e portanto ele contínua.

– O exercício físico não é fundamental para sermos saudáveis. Ajuda, mas o fundamental é a alimentação. Não podemos ser sedentários, bastarão algumas caminhadas diárias de 20 minutos.

Livro em Português sobre a dieta do paleolítico

 

Vejam a sinopse:

 

Caio Fleury leva o leitor a uma fascinante jornada ao longo da evolução do ser humano, comparando o estilo de vida, o tipo de alimentação e a incrível saúde de nossos ancestrais com a alimentação e o estilo de vida do ser humano moderno – marcado pelo sedentarismo, que, associado a uma alimentação rica em carboidratos de alta carga glicêmica, traz diversos danos à saúde. Pela primeira vez no Brasil, A Dieta dos Nossos Ancestrais oferece um programa comprovado cientificamente, que inclui o consumo de uma variedade de alimentos com todos os nutrientes essenciais de que precisamos para perder peso e alcançar uma saúde superior. Se esse é o seu objetivo, A Dieta dos Nossos Ancestrais é ideal para você!

 

Veja também o site em português sobre a dieta primal/paleotíco

 

 

Ultramaratona “Western States 100” foi ganha por Tim Olson. Este atleta faz uma dieta baixa em hidratos e alta em gordura

Na foto abaixo está Tim Olson, o vencedor

O curioso desta edição da ultramaratona “Western States 100” é que a mesma foi ganha por um atleta que faz uma dieta baixa em hidratos de carbono e alta em gordura. Cai por terra a ideia generalizada de que é necessário uma carga de hidratos para aguentar as provas endurance. (100 milhas são 160 kms).

Steve Phinney and Jeff Volek, autores do livro ” The Art and Science of Low Carbohydrate Performance”, estiveram presentes para recolher dados sobre os atletas e segundo StevePhinney cada vez mais atletas de endurece optam por uma dieta baixa em hidratos e alta em gordura. Esta opção destina-se a vencer problemas digestivos que ocorrem em eventos desta dimensão de esforço, e para ganhar a prova em grande, como no caso de Tim Olson que retirou 21 minutos ao anterior recorde.

Um atleta numa dieta de baixos hidratos de carbono, “low carb eater”,  e alta em gordura terá menos necessidade de alimentos, porque o seu corpo está melhor adaptado a usar gordura do que aqueles que estão suportados pelos hidratos. Normalmente um atleta de hidratos terá que comer 6000 calorias numa corrida destas e um “low carb eater” necessitará apenas de 2000 calorias.

                          Abaixo: Bacon, o pequeno almoço favorito destes atletas “low carb eater”

Fonte:

http://www.meandmydiabetes.com/2012/08/11/western-states-100-low-carber-wins-ultramarathon-steve-phinney-and-jeff-volek-study/

 

 

 

Alguns números sobre a saúde dos Americanos

·         Aproximadamente 60 milhões de Americanos (20%) têm o síndrome de intestino irritável ou problemas digestivos crónicos.

·         Aproximadamente 120 milhões (40%) têm “heartburn”. Ou seja, refluxo gástrico. O ácido do estômago sobe para o esófago queimando as paredes do mesmo.

·         Entre 30 e 60 milhões (10% e 20%) têm fadiga severa.

·         Aproximadamente 15 milhões (5% incluindo 10% de todas as crianças) têm eczemas, 10 milhões têm dermatites e 5,5 milhões têm psoríase.

·         Aproximadamente 4 milhões (1,5%) têm fibromialgia.

·         Aproximadamente 30 milhões (10%) sofrem de depressão

·         Aproximadamente 45 milhões (15%) têm dores de cabeça e 28 milhões (9%) têm enxaquecas.

·         Aproximadamente 37 milhões (12%) têm artrite.

·         Aproximadamente 39 milhões (13%) sofrem de sinusites crónicas.

·         Aproximadamente 16 milhões (5%) têm diabetes.

·         Aproximadamente 12 milhões (4%) têm bronquites crónicas.

·         Aproximadamente 17 milhões (5,5%) têm asma.

·         Aproximadamente 61 milhões (20%) têm doenças cardiovasculares.

·         E a lista continua.

Quais as possíveis causas? Será genético? Não será certamente. Hoje nos EUA vivem populações de todas as origens e todas padecem destas maleitas.

Mas outros números podem dar luz à explicação:

·         Os EUA têm o maior consumo per-capita de açúcar

·         Os EUA têm o maior consumo per-capita de trigo.

·         Os EUA estão bem posicionados na tabela dos consumidores de leite e seus derivados.

Será este um problema unicamente americano?

Não, pois todos os povos têm-se vindo a deliciar com as coca-colas, com as batatas fritas dos McDonalds.

Estes são dois exemplos do que temos copiado dos EUA, e com estes as respectivas maleitas.

O consumo per-capita de açúcar e cereais (trigo principalmente) não tem aumentado em todos os países? É claro que sim. E com este consumo, as respectivas maleitas.

A propósito: saberá que  as batatas fritas do McDonalds não criam bolor? Nem os fungos as querem. Curioso!

Caçadores-recolectores Versus Agricultores

O que é que os resultados da Antropologia e Arqueologia nos permitem dizer sobre o efeito da nutrição em vários indicadores da saúde de populações antigas?

A antropologista Dr. Claire M. Cassidy, PhD, LAc, publicou em 1980 um trabalho sobre a análise feita a duas populações que viveram nas margens do rio Ohio nos USA, numa era pré-colombiana.

Uma das populações, designada “Indian Knoll”, que viveu há cerca 5000 anos antes do presente (“ybp” years before present), era uma tribo de caçadores-recolectores (“hunter-gather”), e da qual  recuperaram-se e analizaram 285 esqueletos.

A outra população. designada “Hardin Village”, viveu há cerca de 1000 anos antes do presente (“ybp” years before presente), era uma tribo de agricultores (“agriculturalits”), e da qual recuperaram-se e analizaram 296 esqueletos.

Aqui vai o sumário dos resultados das análises feitas aos esqueletos:

1- A esperança de vida para ambos os sexos e em todas as idades era menor nos “Hardin Village”.

2- A mortalidade infantil era maior nos “Hardin Village”.

3- A deficiência em ferro anemia com duração suficiente para causar mudanças nos ossos era inexistente nos “Indian Knoll”, mas estava presente nos “Hardin Village”, em que 50% dos casos ocorridos foram em crianças com menos de 5 anos de idade.

4- As linhas “Growth arrest line” que são detectáveis no radiologia nos ossos e que indicam paragens temporárias no crescimento dos ossos, eram periódicas nos “Indian Knoll” e devidas a falta de comida nos períodos de inverno; estas linhas ocorreram nos “Hardin Village” de forma aleatória, mais frequente e para períodos mais longos, provavelmente indicadoras de uma doença causada por um agente.

5- Mais crianças sofriam de infecções nos “Hardin Village”.

6- O síndrome de inflamação do periosteum (“periosteal inflamation”) era mais comum nos “Hardion Village” que nos “Indian Knoll”.

7- A decadência dentária era acelerada e levava à falta de dentes; decadência dentária era pouco comum entre os “Indian Knoll” e a falta de dentes ocorria mais tardiamente por causa de desgate severo dos dentes. As diferenças de desgaste dentário e cáries entre as duas populações devia-se provavelmente às diferenças na dieta das duas populações. Entre os “Hardin Villages” havia 6.74 cáries por boca e nos “Indian Knoll” era de 0.73 por boca. Entre os “Indian Knoll” nenhuma criança abaixo dos 12 anos tinham cáries, no entanto, entre os “Hardin Village” havia cáries nos dentes de leite no seu segundo ano de vida.

A dr. Cassidy, autora deste estudo, especula na discussão do mesmo acerca da razão porque uma sociedade teria abandonado a caça-recolecção em favor da agricultura, quando a dieta era de qualidade inferior. Ela escreve acerca da possibildade da caça ter sido deciminada, e também a possibilidade das guerras tribais terem reduzido a população de homens disponiveis para caçar.

Por outro lado, o aumento da população pode não ter sido acompanhado pelo desenvolvimento de novas técnicas de caça, para acompanhar o aumento na procura de carne. Esta situação pode ter obrigado à opção pela agricultura.

E ainda, os hidratos de carbono, provenientes da agricultura são mais apelativos ao paladar, levando a preferirem feijões comparativamente à carne.

Se for este o caso, os “Hardin Village” não são a única sociedade na História a preferir os hidratos de carbono. Possivelmente a maioria das pessoas, hoje em dia, prefere hidratos, em lugar de carne, peixe, gordura, marisco.

Nos USA e não só, os hidratos de carbono têm o maior peso na alimentação em lugar da carne ou mais precisamente da proteína animal e gordura animal. Se seguissemos mais, os tão chamados especialistas em nutrição, ainda comeríamos mais hidratos.

caçador-recolector                                                      agricultor

Fontes : Blog do Dr. Michael R. Eades, MD (www.proteinpower.com)

E ainda : http://www.d.umn.edu/cla/faculty/troufs/anthfood/PowerPoint/af-dietary_rev_nutritional-consequences.pdf

A longínqua história das dietas de baixos hidratos de carbono

Observações registadas ao longo da história moderna reflectem os benefícios da nutrição de baixos hidratos de carbono. Herodutus, o grego pai da História, dá conta de uma reunião entre uma delegação Persa de visita ao rei da Etiópia, no século V antes de Cristo, e da curiosidade do rei etíope sobre Cambyses, o rei persa:

No final o rei etíope provou o vinho e até tendo aprendido o seu processo de fabrico, achou delicioso; então numa última pergunta, ele questinou o rei persa sobre o que este tinha comido e qual era a maior idade a que os persas podiam chegar. Recebeu em resposta que tinham em conta a natureza da cultura do trigo, e ouviu que o rei persa tinha comido pão e que as pessoas da Pérsia viviam geralmente até aos 80 anos. Então o rei etíope disse que não estava surpreso, pois quem comia “esterco” (“dung”), deveria morrer cedo, acrescentado que continuariam a morrer cada vez mais cedo, senão se mantivessem aquela bebida – e aqui ele apontou para o vinho – a única coisa em que reconhecia serem os persas superiores.

Os persas por seu lado perguntaram ao rei etíope até que idade viviam os etíopes e o que comiam, e foi-lhes dito que a maioria vivia até aos 120 anos, e até mais, e comiam carne cozida e bebiam leite.

Mais próximo dos nossos tempos temos a experiência de Vilhjalmur Stefansson, que viveu com os esquimós e ainda a de William Banting, a quem se deve a introdução da palavra “banting” no vocábulo inglês.

                                Vilhjalmur Stefansson (Nov 3, 1879 – Aug 26, 1962)

                                                William Banting (1797-1878)

Fonte: Livro, “Life Without Bread, how a low-carbohydrate diet can save your life”, Christian B. Allan, PhD & Wolfgang Lutz, MD.

 

 

Quem foi Walter L. Voegtlin, Médico

Walter L. Voegtlin foi um médico gastroenterologista, dos primeiros a sugerir que ao seguirmos uma dieta semelhante à da era do Paleolitico (Stone Age) melhoraríamos a nossa saúde.

Em 1975, publicou ele próprio o livro “The Stone Age Diet: Based on in-depth Studies of Human Ecology and the Diet of Man“, no qual argumentava que o homem é um animal carnívoro e a nossa dieta ancestral era carnívora – encabeçada por gordura, proteína e pequenas quantidades e hidratos de carbono.

Prescrevia esta dieta para o tratamento dos seus próprios doentes com problemas de colitis, síndrome do intestino irritábel (IBS, em inglês), e indegestão.

Fonte : http://en.wikipedia.org/wiki/Paleolithic_diet

Leia o livro de Walter L. Voegtlin: Voegtlin_1975_The_Stone_Age_Diet