Dieta “Low Carb”

                               Quando comíamos banha de porco não eramos obesos!

Nesta página proponho uma dieta de baixos hidratos de carbono. Não está aqui a dieta do paleolítico que sigo actualmente.

Antes de avançarmos vamos definir dieta. A palavra “dieta” vem do grego e significa estilo de vida. Quando fazemos dieta tem de ser para sempre. Mudamos o nosso estilo de vida. Dietas que permitem um dia de asneiras por semana não vão funcionar e serão difíceis de manter, porque temos necessidade educar o corpo. Fazer com que este aprenda a usar a gordura como fonte de energia. Num dia de asneiras toda a aprendizagem feita será esquecida. Temos que ser rigorosos. Mudar o estilo de vida para sempre.

A dieta que proponho é de baixos hidratos de carbono. No entanto, quando reduzimos o consumo de hidratos podemos sentir fraqueza, tonturas nos primeiros dias, mas não devemos desistir. Nessa fase estamos a obrigar o corpo a aprender a usar a gordura corporal. Antes de avançarmos peço-lhe que leia a página referente à insulina neste site. Entretanto, resumindo o conteúdo dessa página, temos que manter os níveis de insulina muito baixos. O estimulo à produção de insulina é feito pela glicose que aparece na corrente sanguínea. Quase todos os hidratos dão origem a glicose, dito de forma simplificada. Os que não dão origem a glicose são os que se transformam quase directamente em gordura, o caso da fructose, o açúcar da fruta.  Ou seja, os hidratos estimulam a produção de insulina, a hormona responsável pela acumulação de gordura.

Qual a quantidade de hidratos de carbono que devemos ingerir diariamente?

Na página 275 deste livro “Dietary Reference Intakes for Energy, Carbohydrate, Fiber, Fat, Fatty Acids, Cholesterol, Protein, and Amino Acids (Macronutrients)(2005) ” diz-se o seguinte:

The lower limit of dietary carbohydrate compatible with life apparently is zero, provided that adequate amounts of protein and fat are consumed.”

O link para o livro: http://www.nap.edu/openbook.php?record_id=10490&page=275

Vamos contar hidratos de carbono e não calorias – porquê? Porque o corpo humano não é nenhuma caldeira que se rege por leis de termodinâmica. O corpo humano rege-se por princípios biológicos complexos. A obesidade é um problema fisiológico e não psicológico. Comemos mais por estarmos gordos e não engordamos por comer mais. Ou seja, primeiro engorda-se e depois passa-se a comer mais. O problema está na quantidade de hidratos de carbono que ingerimos. Esta dieta não é sem hidratos de carbono, mas sim com uma redução drástica,  substituindo os hidratos por gordura e proteína, não descurando a fibra. Esta é muito importante. O nosso exagero nos hidratos de carbono cria um desequilíbrio que nos faz engordar e depois passamos a comer mais, incluindo mais hidratos de carbono. É possível reverter o desequilíbrio com uma redução drástica de hidratos de carbono. Passaremos a olhar para as etiquetas das embalagens dos produtos e verificar a quantidade de hidratos.

A dieta que proponho a seguir não é a do Paleolítico, Ancestral ou Primal, a qual eu sigo actualmente. A dieta do Paleolítico (“paleo” ou “caveman” ou “primal” ou “stone age diet”) acaba por ser mais difícil de seguir. Esta dieta do Paleolítico não permite, por exemplo,  o  pão e todos os alimentos com origem nos cereais. Percebo a dificuldade em deixar o pão. Daí fazer uma adaptação sugerindo pão que tenha muito poucos hidratos de carbono. Mas o melhor seria não consumir pão. Deixemos a dieta do Paleo para quando se tornar um adepto das dietas de baixos hidratos de carbono, a menos que tenha uma doença auto-imune, se for esse o seu caso deixe o pão, todos os cereais e seus derivados, o leite e seus derivados e ainda os legumes/frutas/vegetais do tipo “nightshade” (Potatoes, tomatoes, sweet and hot peppers, eggplant, tomatillos, tamarios, pepinos, pimentos, paprika, and cayenne peppers are classified as nightshade foods). No guia de dieta que segue abaixo as opções que não são próprias da dieta do Paleolítico estão assinaladas a vermelho.

Se tem problemas em estabilizar os seus níveis de açúcar então deve cortar nos hidratos de carbono, incluindo a fruta, mas será necessário tomar um suplemento de crómio em conjunto com um suplemento de l-glutamine. Pode comprar nas lojas “Celeiro” ou na “Terra Pura”. O crómio vai ajudar a estabilizar os níveis de açúcar e a l-glutamine é um aminoácido que vai alimentar o cérebro na carência de glicose. Esta abordagem também deve ser seguida para os casos de dependência do açúcar.

Não acredite em comprimidos, cápsulas, ampolas, ou o que seja, de substâncias que queimam gordura. Poupe o seu dinheiro e corte sim nos hidratos de carbono. Poupe também em lipoaspiração. Neste processo a gordura será aspirada, mas voltará porque o corpo não foi educado. É só uma questão de tempo e volta tudo ao mesmo.

Não faça dietas de redução calórica. Vai ter de contratar uma psicóloga para o hipnotizar e dominar a fome e ainda dominar a irritabilidade. Numa dieta não devemos ter fome e se tal acontecer devemos saber que fazer, saber o que comer, sem prejudicar a dieta.