Insulina


Porquê dedicar uma página principal do site à insulina?

Nesta página sobre a insulina está a resposta à vontade de tornarmos o nosso corpo numa máquina de queimar gordura.

Como será possível? Vamos tomar um chá de umas ervas especiais recolhidas algures na amazónia? Ou será em comprimidos?

Não. Não vai tomar nada. Se não tem um problema de tiróide, ou outra resistência metabólica, identificadas pelo Dr. Atkins, não vai precisar de tomar nada para tornar o seu corpo numa máquina de queimar gordura. Será necessário perceber o papel da insulina. A chave está nesta hormona. Mas também não terá de injectar ou tomar insulina. Habitualmente pensamos na insulina como sendo “uma coisa” dos diabéticos, mas não, a insulina é um problema de todos. Segue agora a explicação:

A insulina é uma hormona anabólica. Significa que faz parte do metabolismo que se refere à síntese de substâncias em um organismo, ou seja, a partir de moléculas mais simples, são criadas moléculas mais complexas. Ajuda os aminoácidos a entrarem nas células dos músculos, leva a glicóse para dentro das células, entra no processo de conversão de açucares simples em triglicéridos. Desempenha um papel essencial na forma como o corpo gere os hidratos de carbono, gorduras e proteínas, mas principalmente hidratos de carbono.

A insulina é produzida pelo pâncreas, pela chamadas “beta  cells”, e estas representam uma pequena fracção da massa de pâncreas, menos de 5%. Todavia essenciais para a nossa sobrevivência.

Em síntese de informação sobre a insulina:

  • A insulina facilita a entrega da glicose a partir da corrente sanguínea para dentro das células. A insulina tem a chave para abrir as células e permitir que estas recebam glicose. Sendo a glicose a fonte de energia destas. Não é a única (não ser a única é um tema controverso). A insulina liga-se ao receptor existente na superfície das células (convenientemente chamado receptor de insulina). Esta ligação resulta num túnel chamado “GLUT-4” que permite a entrada da glicose na célula.
  • A insulina produz mais uma enzima na superfície das células gordas chamada lipoproteina lipiáse (LPL). A LPL quando presente leva os ácidos gordos para dentro das células gordas, para os armazenar como triglicéridos. Noutras palavras, a insulina promove o armazenamento de gordura. Em sentido contrário, reduz a LPL nas células dos músculos, reduzindo a capacidade dos músculos usarem ácidos gordos como fonte energia. Com a insulina alta os nossos músculos não terão possibilidade de usar a gordura como fonte de energia.
  • A insulina também promove a armazenamento da glicose no fígado e músculos, sob a forma de glicogênio. Mas estes têm uma capacidade limitada de armazenamento. O excesso de gilcose vai para o tecido gordo.

Pelo já exposto podemos concluir que devemos baixar os níveis de insulina, para não promover o armazenamento de glicose sob a forma de gordura (triglicéridos) e para possibilitar que os músculos usem a gordura como fonte de energia. Mas como baixamos os níveis de insulina?

A insulina é produzida quando há glicose na corrente sanguínea. Numa situação normal a glicose na nossa corrente sanguínea não passará de uma colher de chá. Logo que haja um excesso, o pâncreas produz insulina para que esta retire a glicose do sangue. ( a glicose  é um açúcar simples no qual terminam todos os hidratos de carbono). A insulina vai então levando a glicose às células e retirando-a do sangue, pois esta em excesso torna-se venenosa. Porém as células têm uma capacidade limitada de utilização de glicose. Quando estão satisfeitas, o excesso de glicose que está na corrente sanguinea tem que ser levado para algum lado. Para onde será ? Para o tecido gordo. A glicose é armazenada no tecido gordo na forma de trigliceridos. A insulina tem a capacidade de armazenar glicose no tecido gordo, cumprindo uns dos seus papeis, retirar glicose da corrente sanguínea. Para que não haja armazenamento de glicose sob a forma de gordura, temos que reduzir a glicose e a insulina que promove o seu armazenamento. Todos os hidratos de carbono transformam-se em glicose. As proteínas também dão origem a glicose, mas o processo é mais complexo. O processo mais simples de obter glicose pelo nosso corpo será transformar hidratos de carbono em glicose. O nosso corpo é suficientemente inteligente para fazer esta opção como fonte de energia – retirar glicose dos hidratos de carbono. Como a nossa alimentação tem excesso de hidratos de carbono teremos excesso de glicose e logo teremos acumulação de gordura, com a insulina a desempenhar o seu papel.

Por outro lado enquanto os níveis de insulina estiverem altos, o tecido gordo, a gordura armazenada não libertará ácidos gordos para estes sejam fonte de energia.

O nosso tecido gordo devia funcionar como uma bateria recarregavel. Nas refeições era carregada e entre as refeições libertava energia para que os outros orgãos funcionem. Tal não acontece porque a insulina continua alta e não há libertação de ácidos gordos, conversão dos mesmos em cetonas e utilização destas como fonte energia para todos os orgãos. E para este processo que a máquina humana está preparada. Nós é que a estragamos criando níveis de insulina sempre altos. O facto de haver cetonas nas corrente sanguínea só é perigoso para um diabético de tipo 1. Para um individuo normal significa que está haver utilização de gordura como fonte de energia. Ou seja, estamos em cetose.

Analise a figura abaixo retirada do livro “Metabolic Regulations, a Human Perspective” de Keith N.Frayn, professor of Human Metabolism at University of Oxford.

Overview of fatty acid and glucose metabolismo in white adipose tissue

No lado esquerdo da figura vemos a glicose a entrar no tecido gordo com a insulina alta (insulin+). Depois no centro está transformada em TAG (trigliceridos). Do lado direito temos a Lipolysis (“desfazer gordura”) quando a insulina está baixa (insulin-), a transformação em “fatty acids” e sua saída do tecido gordo como”Non-esterified fatty acids”. Estes vão dar origem a cetonas ou corpos cetónicos no fígado. As cetona poderão depois ser usadas como fonte de energia em lugar da glicose.

Em conclusão : manter os níveis de insulina baixos para que não haja armazenamento do excesso de glicose sob a forma de gordura. Manter os níveis de insulina baixos para que o tecido gordo liberte energia, de forma a que o corpo queime gordura. A chave? reduzir os estímulos à produção de insulina, reduzindo significativamente o consumo de hidratos de carbono. Na primeira fase da dieta Atkins preconiza-se 20 gramas de hidratos diários, para obrigar o corpo a usar a gordura corporal. Depois podemos aumentar, mas nunca ultrapassar as 100 gramas diárias. O grande corte inicial nos hidratos de carbono diários destina-se a ensinar o corpo a usar gordura corporal, ensinar todos orgãos, incluindo o cérebro, a usarem corpos cetónicos como fonte de energia.

                            Este homem abaixo, diabético injectou insulina sempre

                           nos mesmos lados da barriga e o resultado foi a acumulação 

                             de gordura, pela acção da insulina.

Efeito da insulina

Veja a explicação no video abaixo:

One thought on “Insulina

  1. Am aflat aceasta pagina, dupa ce am cautat despre Insulina | Emagrecer a comer pe Google.
    Se pare ca informatia dvs e foarte valoroasa, mai ales
    ca am mai gasit aici si despre ora, ora exacta, lucruri interesante si folositoare.
    Mult succes in continuare!

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