Quem sou

Eu sou consultor informático há mais de vinte anos. Escrever programas, corrigir programas, desenhar aplicações, desenhar funcionalidades nas aplicações. Muita análise, muita programação, gestão de projectos de desenvolvimento e manutenção de software.

Em relação  à minha formação académica, completei o ISCAL (Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa) e fiz um Post-Graduate diploma (PgDip) em “Software Development” pela “Open Univervisity” do Reino Unido (UK).

Porque será que um consultor informático tem um  site/blog sobre nutrição e obesidade? Tão somente porque quero partilhar o meu conhecimento e experiência sobre o tema. Para  começar leia a história da minha obesidade.

No verão de 2003 fui a uma consulta de nutrição. Estava obeso e queria perder peso. Subi para a balança da nutricionista, depois de tirar o casaco, e a balança marcou 117 kg. Eu tenho um metro e setenta e nove, ou seja, estava realmente obeso. Ainda assim fazia algumas corridas de 20 a 30 minutos quase diariamente.

A receita da nutricionista fez-me perder peso. Reduzir as quantidades, não pôr açúcar em nada, comer sopa, beber leite magro, comer umas bolachinhas de água e sal a meio da manhã e a meio da tarde (só podia comer seis bolachas, as “Vieirinhas” de água e sal, com um pacote pequeno de leite magro), enfim, a mais usada e popularizada receita para perder peso – fazer uma redução calórica.

Perdi peso, mas tinha uma luta quase constante contra a fome. Mais uma dieta em que temos que contratar a nutricionista e a psicóloga para nos hipnotizar afim de  vencermos a fome. Era vítima da abordagem mais generalizada para vencer a obesidade – é preciso reduzir as calorias e fazer exercício físico. No entanto, ao longo deste site mostrarei que esta abordagem é errada. Descobri esse erro em 2011, a partir de Março.

Desde 2003, andei numa luta para conseguir reduzir o peso. Por volta de 2008 pesava 103 kg, mas mesmo assim queria baixar de peso. Nesse mesmo ano comprei o livro de dietas do médico francês Montignac. Esta dieta baseia-se no índice glicémico dos alimentos. Segui esta dieta e consegui ir até aos 98 kg, mas a luta contra a fome continuou. Há noite, depois do jantar e antes de ir para a cama, desenvolvia a rotina de abre e fecha armário, abre e fecha frigorífico, sendo que neste abre e fecha sempre acabava por comer alguma coisinha.

Como não conseguia baixar mais o meu peso, fui procurar mais informação e então comprei o livro do jornalista cientifico Gary Taubes, com o título Good Calories, Bad Calories. Este livro não é um livro de dietas, mas mostra o quanto o conceito generalizado sobre o que nos faz engordar está errado. Mostra ainda porque foi este conhecimento errado que se tornou dominante. Deste livro fui levado ao livro mais vendido de dietas – a dieta revolucionária do Dr. Atkins.

O Dr. Atkins propõe uma dieta de baixos hidratos de carbono, e com esta sim, consegui baixar para menos de 90 kg. Atualmente peso 85 kgs e sublinho graças ao Dr. Atkins.

Durante vários anos, cerca de dez, tomei Inderal e ADT, para prevenir enxaquecas. Foi-me receitado por uma neurologista. Ao longo da leitura do livro do Dr. Atkins, este referia que este tipo de medicamento pode causar resistência metabólica (resistência à perda de peso) e então resolvi deixar de tomar, substituindo por valeriana, flor de maracujeiro e chá de camomila, de acordo com sugestões dadas pelo próprio Atkins nos seus livros. Isto não confere medicina alternativa, mas sim medicina complementar, o nome dado pelo próprio Atkins, à sua prática. Hoje em dia não tomo o Inderal nem o ADT, durmo bem e não tenho enxaquecas.

Numa constante procura por mais informação sobre a obesidade já não sigo o Atkins. Sigo uma dieta de baixos hidratos de carbono, mas a do Paleo, ou seja, tentar replicar o que o homem primitivo comeria antes de haver agricultura.

As minhas análises a 15-06- 2006 (antes de fazer a dieta do Atkins e antes da do Paleolítico):

  1. Colesterol Total : 218 mg/dL
  2. Colesterol HDL : 39 mg/dL
  3. Colesterol LDL : 133 mg/dL
  4. Trigliceridos : 235 mg/dL (era uma bomba prestes a explodir!, risco elevadissimo)
  5. Colesterol VLDL (calculado) : Trigliceridos / 5 = 235 / 5 = 47 mg/dL
  6. Colesterol total / HDL : 218 / 48 = 5,589 é maior que 5. Sendo > 5 risco elevado!

 

As minhas análises em 2012-06-12 (com a dieta do Paleolítico):

  1. Colesterol Total : 191 mg/dL
  2. Colesterol HDL : 48 mg/dL
  3. Colesterol LDL : 119   mg/dL
  4. Trigliceridos : 121 mg/dL
  5. Colesterol VLDL (calculado) : Trigliceridos / 5 = 121 / 5 = 24.2 mg/dL
  6. Colesterol total / HDL : 191 / 48 = 3,979 é menor que 5. Sendo > 5 risco elevado
  7. Hemoglobina glicada : 5,5%
  8. Ureia : 46 mg/dL
  9. Ácido urico : 7,2 mg/dL
  10. Creatinina : 1,01 mg/dL
  11. Glicose : 86 mg/dL
  12. Insulina : 6,4 mU/L
  13. Proetína C reactiva : 0,04 mg/dL

Estas análises mostram a eficácia da dieta que sigo, embora não sejam os valores que pretendia. Os trigliceridos deviam estar abaixo de 100 e o HDL devia estar mais alto. As próximas serão melhores, não esquecendo que estão dentro dos valores normais de referência .

Não tomo e não faço qualquer medicação para baixar o colesterol. Não faço e não farei, descobra neste site porquê?

Siga o meu site que prometo apresentar informação interessante e surpreendente.

Obrigado.

Rui Valente.

contraainsulina@gmail.com

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