Rainha egípcia Hatshepsut era obesa, diabética e possivelmente morreu de cancro

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A análise da múmia da rainha Hatsheput que reinou no Egipto no século XV A.C., revelou que a mesma era obesa, tinha diabetes e possivelmente morreu de cancro.

Outras doenças encontradas foram cáries e abcessos.

A importância desta descoberta prende-se com a comparação que podemos fazer com os dias de hoje:

 – No Egipto antigo não havia fast-food. Não havia televisão ou consola de jogos para promover a falta de actividade física.

O que haveria então de comum com os dias de hoje?

        – A realeza, os ricos do Egipto, tinham acesso ao mel. Produto raro e caro para a época, mas rico em açúcares. Hoje os açúcares estão em todo lado e a acessíveis a todos.

       – Os Egípcios foram dos primeiros povos a viver e a alimentarem-se de produtos agrícolas, nomeadamente cereais que na altura até eram integrais, pois a maquinaria não permitia fazer farinhas refinadas.

       Hoje em dia, também comemos cereais e bastante produtos agrícolas, ou seja, hidratos de carbono, alimentos que se transformam em açucares depois de digeridos. Portanto, outro traço comum com os dias de hoje está na carga, na quantidade de hidratos de carbono, que fazem parte da nossa alimentação e também da dos Egípcios.

       A agricultura do Egipto era até mais orgânica do aquela que procuramos nos dias de hoje.

       Os Egípcios, bebiam leite e consumiam derivados do leite, tal como nós o fazemos hoje em dia.

Em resumo: os Egípcios sofreram as mesmas maleitas que temos nos dias de hoje, pela mesma razão que nós sofremos. Os açúcares, os hidratos de carbono, a alimentação essencialmente baseada nos produtos agrícolas. Pouca ou nenhuma carne. Pouca gordura de origem animal. Uma alimentação longe da de um caçador recolector, aquela para a qual a “máquina” humana está preparada.

 

 

Alimentação ocidental e as doenças ocidentais

Albert Scheitzer

O prémio Nobel Albert Schweitzer escreveu o seguinte:

“On my arrival in Gabon, in 1913, I was astonished to encounter no cases of cancer,” Schweitzer noted. “I can not, of course, say positively that there was no cancer at all, but, like other frontier doctors, I can only say that if any cases existed they must have been quite rare.”

De acordo com o relato deste médico em 1913 praticamente não havia cancro no Gabão. Seria pelo facto da população local ser vegetariana? Para quem conhecer África esta hipótese estará completamente posta de lado. Comiam mandioca? Alguns acharão que sim. Eu tenho dúvidas, porque a mandioca não é originária de África. O milho também não. A alimentação era baseada na carne, na proteína e gordura proveniente de diversos animais caçados. Nessa altura a população do Gabão ainda era fundamentalemente constituída por caçadores-recolectores ou estava muito próximo desta prática.

Já em 1930 o dr. Schweitzer encontrou o primeiro caso de cancro. E formalizou a seguinte conclusão:“My observations inclined me to attribute this to the fact that the natives were living more and more after the manner of the whites.”

Relatos semelhantes foram feitos sobre populações nativas de Esquimós. Sobre a alimentação destes, o naturalista Karen Dodd referiu ser feita à base de peixe, carne de foca (carne com muita gordura!),  caribu, morsa, ovos,  castor, e outros pequenos mamíferos. Menos de cinco por cento da sua alimentação provinha da fruta e vegetais.

Tomando como exemplo a população nativa de esquimós podemos questionar o seguinte: Bebem leite? Ou só bebem o leite materno enquanto na idade de amamentação? Comem pão ou outros derivados de cereais? Comem açucares? Comem toneladas de fruta? Comem legumes? Atenção que há diferenças entre legumes e vegetais.

Não estou questionar se bebiam refrigerantes, comiam pizza ou batatas fritas. Estou questionar o mais básico e o que nos é apresentado como essencial para a nossa alimentação, o pão, os cereais, o leite e seus derivados e os legumes.

É claro que muitos destes povos que acabaram por adoptar a alimentação ocidental, com açúcares, leite e seus derivados, farinhas e cereais, legumes, acabaram também por adoptar, infelizmente, as doenças ocidentais entre quais algumas poderemos listar: cancro, diabetes, demência, acne, artrite, reumatismo, aterosclerose, hipertensão, esclerose múltipla, Parkinson, Alzheimer, obesidade, doenças auto-imunes, doenças cardio-vasculares.

 Fontes : http://blog.godreports.com/2011/09/observations-by-missionary-doctors-100-years-ago-offer-clues-to-fighting-cancer-and-other-diseases/

http://www.staffanlindeberg.com/

Livro : Food and Western Disease: Health and nutrition from an evolutionary perspective