O que dizem os livros de medicina sobre os hidratos de carbono?

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Páginas 961 e 962 deste livro estudado em todas as escolas médicas pelo mundo inteiro.

Insulin Is a Hormone Associated with Energy Abundance
As we discuss insulin in the next few pages, it will become apparent that insulin
secretion is associated with energy abundance. That is, when there is great abundance of energy-giving foods in the diet, especially
excess amounts of carbohydrates, insulin is
secreted in great quantity. In turn, the insulin plays an
important role in storing the excess energy. In the case
of excess carbohydrates, it causes them to be stored as
glycogen mainly in the liver and muscles. Also, all the
excess carbohydrates that cannot be stored as glycogen
are converted under the stimulus of insulin into
fats and stored in the adipose tissue. In the case of proteins,
insulin has a direct effect in promoting amino
acid uptake by cells and conversion of these amino
acids into protein. In addition, it inhibits the breakdown
of the proteins that are already in the cells.

Páginas 964 e 965

Insulin Promotes Conversion of Excess Glucose into Fatty Acids
and Inhibits Gluconeogenesis in the Liver. When the quantity
of glucose entering the liver cells is more than can
be stored as glycogen or can be used for local hepatocyte
metabolism, insulin promotes the conversion
of all this excess glucose into fatty acids. These fatty
acids are subsequently packaged as triglycerides in  very-low-density lipoproteins and transported in thisform by way of the blood to the adipose tissue anddeposited as fat.

Insulin also inhibits gluconeogenesis. It does this
mainly by decreasing the quantities and activities of
the liver enzymes required for gluconeogenesis.
However, part of the effect is caused by an action
of insulin that decreases the release of amino acids
from muscle and other extrahepatic tissues and in
turn the availability of these necessary precursors
required for gluconeogenesis. This is discussed
further in relation to the effect of insulin on protein
metabolism.

FedUp – o documentário que diz à indústria alimentar “Estamos fartos”

Estamos fartos da industria alimentar.

Estamos fartos que nos digam que somos obesos porque somos preguiçosos e não fazemos exercício . A realidade é que 80% dos produtos alimentares vendidos nos EUA têm açúcar adicionado. A mensagem de que somos obesos porque somos preguiçosos é a que convém à indústria alimentar.

Este filme passará a ser exibido nas salas de espectáculo dos EUA a partir do dia nove de maio, da mesmo produtor vencedor de um Oscar, pelo filme “An inconvenient truth”.

A obesidade não é um problema dos EUA é uma pandemia mundial.

 

Rainha egípcia Hatshepsut era obesa, diabética e possivelmente morreu de cancro

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A análise da múmia da rainha Hatsheput que reinou no Egipto no século XV A.C., revelou que a mesma era obesa, tinha diabetes e possivelmente morreu de cancro.

Outras doenças encontradas foram cáries e abcessos.

A importância desta descoberta prende-se com a comparação que podemos fazer com os dias de hoje:

 – No Egipto antigo não havia fast-food. Não havia televisão ou consola de jogos para promover a falta de actividade física.

O que haveria então de comum com os dias de hoje?

        – A realeza, os ricos do Egipto, tinham acesso ao mel. Produto raro e caro para a época, mas rico em açúcares. Hoje os açúcares estão em todo lado e a acessíveis a todos.

       – Os Egípcios foram dos primeiros povos a viver e a alimentarem-se de produtos agrícolas, nomeadamente cereais que na altura até eram integrais, pois a maquinaria não permitia fazer farinhas refinadas.

       Hoje em dia, também comemos cereais e bastante produtos agrícolas, ou seja, hidratos de carbono, alimentos que se transformam em açucares depois de digeridos. Portanto, outro traço comum com os dias de hoje está na carga, na quantidade de hidratos de carbono, que fazem parte da nossa alimentação e também da dos Egípcios.

       A agricultura do Egipto era até mais orgânica do aquela que procuramos nos dias de hoje.

       Os Egípcios, bebiam leite e consumiam derivados do leite, tal como nós o fazemos hoje em dia.

Em resumo: os Egípcios sofreram as mesmas maleitas que temos nos dias de hoje, pela mesma razão que nós sofremos. Os açúcares, os hidratos de carbono, a alimentação essencialmente baseada nos produtos agrícolas. Pouca ou nenhuma carne. Pouca gordura de origem animal. Uma alimentação longe da de um caçador recolector, aquela para a qual a “máquina” humana está preparada.

 

 

O mito do exercício físico

Jim Fixx, o guru do running morreu em 1984 de ataque cardíaco durante o seu jogging, em Vermont. Tinha 52 anos.  O autor do livro “The complete book of running”, um best-seller editado em 1977, tinha deixado de fumar dois maços de cigarros por dia há 17 anos, e pesava menos 27 kgs, muito aquém do seu peso de 1967 que era de 110 kgs. (Jim Fixx Wikipedia).

Jim Fixx, abraçou o running com a convicção de que o exercício físico, sem fumar, era suficiente para se ser saudável. A autópsia revelou aterosclerose nas coronárias (artérias que irrigam o coração). A primeira das artérias estava bloqueada a 95%, a segunda 85% e terceira 70%.

Em 1986, Kenneth Cooper, outro apologista do exercício e autor de outro best-seller, “Aerobics”, publicou um conjunto de factores de risco que terão contribuído para esta morte, entre os quais a predisposição genética, já que o pai de Jim tinha falecido com 43 anos também de ataque cardíaco. Seria só predisposição genética?

Mais recentemente, a 19 de Março de 2004, aos 51 anos, o inventor da “Power Bar”,uma barra energética à base hidratos de carbono também faleceu de ataque cardíaco. Brian Maxwell também era um corredor de maratonas, tal como Jim. Em 1977, Brian chegou a ser classificado como o número 3 dos maratonistas pelo “World Track and Field News”. A invenção da “PowerBar” surgiu quando o maratonista teve que desistir de uma maratona de 26,2 milhas ao fim de 21 milhas, altura em que o corpo, segundo alguns “experts”, deixa de usar hidratos de carbono e passa a usar tecido muscular, mas na realidade tal só acontece se o corpo não estiver preparado para usar gordura. Mais uma vez, só haverá necessidade de hidratos de carbono no caso do corpo não estar preparado/educado para usar gordura. Veja-se o caso de Tim  Olson que venceu uma  ultramaratona com uma dieta alta em gordura e baixa em hidratos de carbono.

Desde o primeiro livro de Kenneth Cooper, antigo médico da Força Área Americana, o mundo foi progressivamente assimilando a ideia de que para ser saudável era necessário fazer exercício físico. É certo que ser sedentário também não é saudável, mas passar horas no ginásio ou correr maratonas muito menos será. O essencial, o fundamental para ser saudável, é a alimentação. Fazermos a alimentação para a qual a máquina humana está preparada durante anos de evolução, ou seja, a alimentação primal, do paleo, da idade da pedra, ou do homem das cavernas.  A perspectiva evolucionária também se aplica ao exercício físico. Será que os nossos antepassados que viveram há milhares de anos, que eram caçadores recolectores, faziam exercício físico equivalente a maratonas, meias-maratonas, horas diárias no ginásio? Não me parece. Esses antepassados esforçavam-se para caçar, mas não dessa forma extenuante.

Em 1984 o médico Henry A. Solomon, cardiologista que estava na “Cornell University Medical College, escreveu o livro “The Exercise Myth”. O livro continua a ser bastante actual porque:

– O exercício físico não faz perder peso. Ajuda, mas não é fundamental. O fundamental é a alimentação. Veja a explicação neste site em insulina e em calorias erradas. Como exemplo, o meu pai tinha 76 anos em Março de 2011 e pesava 92kgs. Seguiu e segue a dieta indicada neste site e pesa actualmente, em Novembro de 2012, 74kgs. Com 76 anos não foi a fazer exercício físico que perdeu peso. No primeiro mês perdeu 10kgs. A dieta é para sempre e portanto ele contínua.

– O exercício físico não é fundamental para sermos saudáveis. Ajuda, mas o fundamental é a alimentação. Não podemos ser sedentários, bastarão algumas caminhadas diárias de 20 minutos.

Asiáticos comem arroz e não são gordos

Porque é que os asiáticos comem arroz e não são gordos? (só é válido para os que mantém a a alimentação tradicional).

Esta questão tem sido feita por diversas vezes e há 3 grandes razões:

1- Os asiáticos comem poucos ou nenhuns açúcares, principalmente fructose. Esta situação pode impedir o desenvolvimento da resistência insulinica.

2- Comem alimentos pouco refinados. Comem arroz castanho, pouco refinado. Comem “root vegetables”. O conteúdo de fibra destes alimentos retarda a absorção de glicose. Não comem farinhas e cereais refinados ou processados.

3- Tradicionalmente os asiáticos são activos fisicamente. O exercicio fisico aumenta a sensibilidade insulinica.

Se evitarmos os açucares, fructose incluída; se formos fisicamente activos; se procurarmos alimentos com baixo índice glicémico, possivelmente continuaremos sem obesidade. Mas caso a obesidade seja atingida, então o corte nos hidratos terá que ser mais profundo. Numa situação de obesidade declarada só uma dieta de muito baixos hidratos de carbono pode reverter o processo, só uma dieta ketogénica ou cetogénica.

Fontes: Blog – http://www.dietdoctor.com/why-are-asian-rice-eaters-thin

http://eatingacademy.com/nutrition/how-do-some-cultures-stay-lean-while-still-consuming-high-amounts-of-carbohydrates?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=how-do-some-cultures-stay-lean-while-still-consuming-high-amounts-of-carbohydrates

O açúcar no sangue é mais importante que o colesterol, incluindo o LDL

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Um estudo feito pelo EPIC (European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition) veio mostrar existir uma relação entre o nível de açúcar no sangue e as doenças cardiovasculares. Este pequeno gráfico feito com base em dados do EPIC, mostra uma associação, … Continue reading

Alimentação ocidental e as doenças ocidentais

Albert Scheitzer

O prémio Nobel Albert Schweitzer escreveu o seguinte:

“On my arrival in Gabon, in 1913, I was astonished to encounter no cases of cancer,” Schweitzer noted. “I can not, of course, say positively that there was no cancer at all, but, like other frontier doctors, I can only say that if any cases existed they must have been quite rare.”

De acordo com o relato deste médico em 1913 praticamente não havia cancro no Gabão. Seria pelo facto da população local ser vegetariana? Para quem conhecer África esta hipótese estará completamente posta de lado. Comiam mandioca? Alguns acharão que sim. Eu tenho dúvidas, porque a mandioca não é originária de África. O milho também não. A alimentação era baseada na carne, na proteína e gordura proveniente de diversos animais caçados. Nessa altura a população do Gabão ainda era fundamentalemente constituída por caçadores-recolectores ou estava muito próximo desta prática.

Já em 1930 o dr. Schweitzer encontrou o primeiro caso de cancro. E formalizou a seguinte conclusão:“My observations inclined me to attribute this to the fact that the natives were living more and more after the manner of the whites.”

Relatos semelhantes foram feitos sobre populações nativas de Esquimós. Sobre a alimentação destes, o naturalista Karen Dodd referiu ser feita à base de peixe, carne de foca (carne com muita gordura!),  caribu, morsa, ovos,  castor, e outros pequenos mamíferos. Menos de cinco por cento da sua alimentação provinha da fruta e vegetais.

Tomando como exemplo a população nativa de esquimós podemos questionar o seguinte: Bebem leite? Ou só bebem o leite materno enquanto na idade de amamentação? Comem pão ou outros derivados de cereais? Comem açucares? Comem toneladas de fruta? Comem legumes? Atenção que há diferenças entre legumes e vegetais.

Não estou questionar se bebiam refrigerantes, comiam pizza ou batatas fritas. Estou questionar o mais básico e o que nos é apresentado como essencial para a nossa alimentação, o pão, os cereais, o leite e seus derivados e os legumes.

É claro que muitos destes povos que acabaram por adoptar a alimentação ocidental, com açúcares, leite e seus derivados, farinhas e cereais, legumes, acabaram também por adoptar, infelizmente, as doenças ocidentais entre quais algumas poderemos listar: cancro, diabetes, demência, acne, artrite, reumatismo, aterosclerose, hipertensão, esclerose múltipla, Parkinson, Alzheimer, obesidade, doenças auto-imunes, doenças cardio-vasculares.

 Fontes : http://blog.godreports.com/2011/09/observations-by-missionary-doctors-100-years-ago-offer-clues-to-fighting-cancer-and-other-diseases/

http://www.staffanlindeberg.com/

Livro : Food and Western Disease: Health and nutrition from an evolutionary perspective

 

 

Consumo de fruta, tensão alta e obesidade

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Durante anos tem sido dito que o sal é um dos maiores promotores da tensão alta.

E se lhe disser agora que é o açúcar? O açúcar o pozinho branco ou castanho, no caso do mascavado, que pomos nos bolos, cafés, refrigerantes, etc. Esse pozinho branco é constituído por glicose e frutose. Este açúcar, frutose, é o açúcar das frutas.

De que forma a frutose contribui para a tensão alta?

Primeiro a frutose aumenta os níveis de triglicéridos, e diminui o colesterol HDL, o chamado colesterol bom. Os triglicéridos altos aumentam a tensão. Mas o mais importante factor está no aumento dos níveis de ácido úrico. Ou seja, se tem ácido úrico elevado, deixe de comer fruta. O ácido úrico elevado interfere de forma negativa na síntese do óxido nítrico. Este óxido nítrico é necessário para estabilizar a tensão. Com baixos níveis deste óxido a tensão sobe. Sem este óxido os vasos sanguíneos tornam-se mais rígidos, obrigando a que a tensão seja elevado para o sangue chegar a todos os órgãos. Quando os vasos sanguíneos estão mais rígidos significa que estão menos capazes de impulsionar o sangue através deles próprios e como perderam essa capacidade é necessário que a tensão seja alta para chegar a todos os órgãos.

Outra forma da frutose interferir na tensão alta é através dos níveis elevados de insulina que se verificam com a ingestão de frutose e outros açucares. Os níveis elevados de insulina promovem a retensão de líquidos. Há um bloqueio nos rins e que leva à hipertensão. Este bloqueio leva ao acumulo dos produtos do sal, daí pensar-se que problema está na ingestão de sal.

Aos serviços de saúde, médicos e hospitais, têm chegado cada vez mais casos de fígado gordo não alcoólico. Ou seja, temos um individuo com fígado gordo e não consome álcool. A que se deve? Não será por causa do consumo de fruta. Pois a frutose é metabolizada de forma semelhante ao álcool. Mais uma razão para cortar na fruta.

Em conclusão : Comer uma peça de fruta ou porção por dia, seis morangos por exemplo, e escolher unicamente as frutas de baixo índice glicémico. Mas se quiser perder peso então é melhor cortar totalmente a fruta até atingir o peso desejado. A partir daí, comer uma peça de fruta por dia e de baixo índice glicémico.

Não fuja do sal, pois este é necessário, especialmente se for de origem marinha e o mais natural possível. Fuja do açúcar, incluindo o da fruta, a frutose.

 Nota: Nas imagens abaixo aparece HFCS – high fructose corn syrup, que é xarope de milho. Usado como adoçante em muitos alimentos. É pura frutose e começou a ser usado nos anos 70 por ser mais barato que o próprio açúcar, mas acaba por ser um verdadeiro veneno.